New Girl – 4×05 – Landline

New Girl

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E não é que é só parar de esperar a melhora que ela aparece? Eis que quando tudo estava dado como perdido, a série resolveu voltar à primeira temporada e fazer um episódio avulso divertido e digno de ser aceito como tal. Despretensioso é o adjetivo que o define. Na condição de comédia de situação propriamente dita, sem inventar muito nos plots e explorando situações mais cotidianas, New Girl funciona lindamente. Ainda que isso, a longo prazo, possa ser um problema, considerando a probabilidade de vir a se repetir e se tornar cansativa, é melhor do que inventar situações mirabolantes sem nenhuma graça, esquecendo-se que essa é a função principal de uma comédia. Ninguém vai se incomodar em discorrer a respeito da aleatoriedade do episódio, se realmente se divertiu com ele.

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Nesse milagroso quinto episódio, pasmem: Winston e Coach foram úteis! Sim, todos os personagens se encaixaram perfeitamente em suas devidas situações, sendo que as duas nas quais o episódio focou, foram igualmente boas, resultando no equilíbrio pelo qual tanto clamávamos. Recapitulando o apanhado geral dos personagens que fiz na review da season premiere e que não foi confirmado nos três episódios anteriores, mas nesse os definiu: Jess foi tão vergonha alheia quanto possível (no bom sentido); Nick voltou a ser o desocupado do grupo; Schmidt sempre foi e continua sendo Schmidt, nada mais a acrescentar; Winston voltou a ser a principal peça cômica da série; Coach voltou a ser uma boa adição ao elenco; e Cece continua sendo uma boa peça de composição do grupo, mesmo que por si própria não ofereça situações cômicas, é base para boas piadas dos demais e sabemos que a série seria bem pior sem ela, sem necessidade de pontuar as razões.

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New Girl 2Nesse episódio, vários pontos remeteram à algumas das melhores lembranças da série: Jess passando vergonha, flashbacks dos rapazes na faculdade, a dinâmica de Schmidt e Cece… Se eu confiasse na capacidade da série de se manter boa sem ter um rumo definido, até preferiria que ela fosse eternamente aleatória. Mas como eu já disse, em algum momento isso cansa e em muitos deles a série erra. Quase sempre, desde a terceira temporada. Voltando ao episódio, o plot do telefone fixo foi uma ideia genial. Não saiu do apartamento, adequou perfeitamente todos os personagens que ficaram de fora do plot de Jess, foi finalmente digno de uma participação mais ampla de Nick e gerou situações e quotes cômicos como há muito não se via.

Agora, olhem bem para aquela imagem do topo, foquem no rapaz de branco, e me digam que a série não está se esforçando para reconquistar o público. Mencionei que estava pensando em desistir na review anterior? Que nada, desconsiderem. Essa ideia do novo professor bonitão foi tão acertada quanto a outra e ofereceu precedente para que se desenvolva uma boa história contínua, dessa forma fazendo com que a série deixe de ser apenas o amontoado de fillers que vem sendo. Principalmente quando o diretor disse a Jess que ela, como parte da administração, não poderia se envolver com outros funcionários, foi prova que o caso tem potencial para ser fixo e deu a entender que é justamente essa a intenção. Se pretendem fazer todo aquele drama de amor proibido, eu sou totalmente a favor. Todo o plot da escola, de Jess tentando dizer o sobrenome do cara, da “palestra” sobre relacionamentos entre os funcionários, é justamente a New Girl que eu queria de volta.

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Claro que esse amor todo é mais em comparação ao desastre que foram os demais episódios da temporada. Ainda há certos pontos a serem melhorados, que eu não sei necessariamente quais são, só sei que isso ainda não é o melhor que a série consegue fazer. Mas está quase lá. Espero que ela aproveite o avanço que fez e continue progredindo, fazendo valer esses vinte dias de hiato dos quais dispõe. Espero também que o episódio do dia 4 de novembro seja tão bom ou melhor que esse. Ops, retiro o que disse, não tenho nenhuma expectativa de melhora, o próximo episódio vai ser horrível, vou abandonar [/psicologia reversa].

Agora um pouco dos melhores quotes para vocês:

I call mine Sam L. Jackson, cause he’s in everything.” – Coach sobre apelidos ao órgão reprodutor masculino.
“Goes in me. Goes in… Jess. What?” – Jess tentando pronunciar o sobrenome do professor, que seria “Goes-in-you”.
“Goes in all of us. Sooner or later.” – Diretor sobre Ryan “Goes-in-you”.
“This is a home. We’re not selling lubricant. Oh, my God, will you not stop until the whole world is aroused?” – Schmidt sobre a “voz sexy” de Cece ao gravar a mensagem da secretária eletrônica.