New Girl – 4×06 – Background Check

New Girl

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Primeiramente: o que houve com a abertura? Não que eu morresse de amores pela outra, mas abertura é identidade, portanto, ao meu ver, deveria ser essencialmente imutável. Não gostei de ser apenas uma sequência de fotos (ainda que fosse ao estilo How I Met Your Mother) e menos ainda de não ter a característica “Who’s that girl? It’s Jess!”. Se a intenção era acrescentar o Coach, que fizessem seguindo o mesmo padrão ou ao menos mantivessem a música. Se a intenção era repaginar, que fizessem no conteúdo. Se bem que isso, em parte, já começaram a fazer desde o episódio anterior.

Então vamos ao que interessa. No último episódio, anterior ao hiato, a melhora pela qual todos implorávamos, desde a terceira temporada, começou a dar sinal de vida. Durante os cinco episódios anteriores a esse, o problema mais sentido foi a falta de foco, de continuidade, e a ausência de plots interessantes que justificassem a opção por episódios aleatórios. Aí entrou em cena o episódio cinco, que despretensiosamente se fez cômico, com dois plots igualmente engraçados e interessantes, que compensaram toda a incoerência ainda sentida. Mesmo que ainda não sequencial, se mostrou digno de ser considerado mais que um mero filler. Porém, o que mais nos deu esperança de melhora e futura consistência de episódios, foi a introdução de um novo interesse amoroso para Jess. E nesse sexto episódio, foi como se nunca tivesse existido. Tudo bem que a opção por episódios avulsos adotada nessa temporada explicaria essa falta, mas acredito que foi notória a efetividade da inclusão da história e do personagem e deveriam se apoiar nisso, considerando que há tempos a série já não está mais com créditos para desagradar o público. Então, a não ser que continuem a fazer fillers aceitáveis, a falta de continuidade vai continuar ocasionando a perda de espectadores da qual a série vem sofrendo desde a temporada anterior.

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No episódio em questão, simplesmente introduziram novamente o interesse de Schmidt em reatar com Cece. Eu certamente apoio que voltem a desenvolver o relacionamento dos dois, mas fizeram isso sem antes nenhum indicativo nos episódios que o precederam, a não ser na season premiere. O que me parece é que eles incluem e excluem situações conforme a adequação em cada episódio específico, sem a mínima preocupação com a coerência ou continuidade. Se não estabelecerem um rumo a partir desse, nem que seja, por enquanto, apenas no que diz respeito a Cece e Schmidt, vai ficar complicado relevar essas deficiências em consideração apenas à competência cômica. E é o cômico que fez desse episódio tão bem sucedido quanto o anterior. Já afirmei repetidas vezes que, em uma comédia como New Girl, sempre se deve prezar o humor em detrimento de qualquer falha no conteúdo. Embora tais falhas, enquanto houverem, sempre serão pontuadas aqui, pois essa é uma resenha crítica e é essa a sua função, não serão esses os únicos fatores a determinar a qualidade de um episódio. Afinal, acima de tudo, a função de New Girl é fazer rir.

Eu ri da Jess atrapalhada, ao esconder as pedras de aquário, que ela pensou ser metanfetamina. Ri do Nick suando, cantando e se atrapalhando ainda mais para se desvencilhar da pressão de manter um segredo ou do receio de se revelar mentindo. Ri de Schmidt com ciúmes de Cece e, mais do que nunca, desejei que a série ao menos a respeito disso voltasse a prezar por continuidade, porque necessitamos acompanhar o processo que, esperamos, resulte na volta dos dois. E, por fim, ri do Coach com o José/Duquan. Tudo isso se passando quase que inteiramente no apartamento, provando que basta saber explorar a essência de cada personagem e da própria série para que ela funcione. Foi ótimo abrir a página do episódio no Banco de Séries e ver cada uma das pessoas destacando um desses pontos cômicos. Porque é disso que se trata New Girl. É uma comédia de amigos, para nós comentarmos e rirmos com os amigos das bizarrices de cada episódio, enquanto torcemos por determinado casal. New Girl é uma caracteristicamente bizarra comédia romântica e foi exatamente essa essência que ela resgatou no episódio. Só resta estabelecer a mínima sequência narrativa para ser perfeita no que se propõe.

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