New Girl – 4×11 – LAXmas

New Girl

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Depois de um episódio de Ação de Graças bastante atípico, o de Natal também não foi dos mais tradicionais, sobretudo por se passar quase todo em um Aeroporto. New Girl segue prezando pelas particularidades que fizeram sua fama e, nos últimos episódios, os têm feito com a primazia de suas saudosas primeiras temporadas. Já há vários episódios é possível ver comentários como “New Girl voltou” ou “está melhorando”, mas eu percebo esse resgate dos bons tempos e a esperança de uma temporada compensadora pela desastrosa terceira desde Landline, episódio que introduziu Ryan, então é uma sequência respeitável. E LAXmas veio para fechar o ano com chave de ouro e consagrar essa primeira metade da quarta temporada como um esperançoso indício de que o conjunto será digno de comparação com os melhores anos. E fica só a terceira como o grande tropeço no andamento da série.

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O episódio começou com cada um do grupo se preparando para passar o Natal com suas respectivas famílias (ou não) e tudo levava a crer que nenhum dos planos seria executado conforme o previsto. E não foi. Winston e Nick planejavam ir a Chicago e até conseguiram, mas não sem antes serem prejudicados pelo efeito contrário gerado pela incapacidade de Jess de conseguir favores, erro do qual ela se redimiu ao arranjar para aos dois passagens de primeira classe. Nos dois momentos, contamos com a ótima participação do atendente do aeroporto, que teve considerável influência para o sucesso cômico do episódio. Enquanto isso, Coach estava lidando com seu próprio dilema entre passar o Natal sozinho – já que ficar sozinho era um luxo do qual ele não pôde dispor em muito tempo – ou passá-lo com a sobrinha. Claro que, no fim, ele se resolveu pela segunda opção.

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A empreitada de Cece e Schimidt também não ocorreu como prevista, mas reforçou o quanto os dois se tornaram lindos juntos, mesmo que ainda apenas como amigos. As constantes demonstrações de amadurecimento de Schmidt e sua fofura em relação a Cece, tornaram nítida a necessidade que se invista mais nos dois como casal e acho que isso tudo indica que é justamente essa a intenção. Tudo que Schmidt tem feito por Cece, mostra que o já citado amadurecimento corresponde ao respeito que ele adquiriu por ela, já que antes o interesse dele parecia ser estritamente sexual. E acredito que justamente para apagar essa imagem de casualidade dos dois é que estão investindo na amizade deles. Tais atitudes têm diminuído um pouco o egocentrismo que fora sempre tão evidente em Schmidt, mesmo que a melhora seja ainda apenas quando se trata de Cece, já é um imenso progresso. Espero que tudo isso seja uma introdução e que as coisas não tardem a evoluir para algo mais, porque, sem Nick e Jess, estamos precisando de um casal dentro do grupo, já que é um plot que rende bastante e uma forma de situar a temporada, futuramente, por sua importância para o desenvolvimento do cenário mais amplo de evolução dos personagens.

A intenção de Jess era passar o Natal com a família de Ryan, em Londres, mas devido à confusão no aeroporto e a insegurança que a atingiu ao descobrir que a família dele é rica, ela deu pra trás no combinado e disse que o voo havia sido cancelado. Ryan, abusando de seu já constatada perfeição, resolve, então, voltar de Londres para passar o Natal com Jess, ao passo que ela, convencida pelos amigos e, principalmente por Nick (em outra demonstração de que o envolvimento romântico deles já ficou completamente pra trás), já estava na Inglaterra.

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Com tudo isso, é claro que não tivemos os elementos que geralmente compõem uma produção natalina, então New Girl merece ser parabenizada pela originalidade em arriscar tal fuga dos padrões, que incluiu até um hilário Papai Noel pervertido do aeroporto, um dos vários pontos que evidenciam a diferenciação que New Girl conquistou em relação às demais comédias. Também percebe-se, no episódio em questão, o quanto a série se tornou uma comédia de amigos propriamente dita, talvez por só agora a essência de amizade estar sendo melhor trabalhada, sobretudo entre os antigos casais. Enfim, mais um episódio digno de cinco estrelas.

Obs: Aproveitando esse clima de anúncios de indicações para algumas premiações, deixo aqui minha indagação sobre o merecimento de Zooey Deschanel das passadas indicações ao Globo de Ouro e ao Emmy. Claro, merecendo ou não, tem injustiças piores. A questão é que, a cada episódio que passa, por mais que eu goste dela e da personagem, eu a acho mais limitada e penso que talvez a vergonha alheia da personagem não seja de todo proposital, mas ocasionada pela própria inabilidade da atriz em executar o papel que lhe foi atribuído. Mas enfim, deu certo, não poderia ser outra no lugar. Só achei plausível dividir esse estranhamento com a complacência que a performance de Zooey recebe dessas premiações, que tanto gostam de ignorar gente boa. Penso, inclusive, que o trabalho dela no She & Him seja mais louvável.