New Girl – 4×13 – Coming Out

New Girl

Pois é, parece que com New Girl sempre contaremos com pequenos desvios ao longo do caminho, por melhor que este viesse sendo. Não foi tão inferior ao anterior, é verdade, mas já aquele mostrou uma singela queda desde a ótima sequência anterior ao hiato, então agora já é o indício de um padrão de episódios que, por mais que sejam até engraçados e melhores que os primeiros da atual temporada e praticamente todos da anterior, representa uma fase a qual certamente não queremos voltar. O problema no início da temporada foi a aleatoriedade dos episódios e o equívoco na escolha de plot para compor os fillers que a série estava intencionando. Daí consertaram ao inserir Ryan, ao definir uma storyline para os demais personagens e preencher com algumas aleatoriedades pertinentes e efetivas em seu propósito. Mas agora os equívocos reincidem, não da forma gritante como na referida fase, é claro, mas com a volta de plots demasiadamente descartáveis, ainda que ocasionem uma risada ou outra. Não achei o episódio ruim, de forma alguma, dei até nota 9, mas definir como descartável é mais do que cabível, considerando que precisei consultar a sinopse para me lembrar o que aconteceu no episódio e conseguir fazer a resenha. Ou seja…

Relembrando agora, reconheço que teve sim algo a se destacar, talvez que o torne consideravelmente superior ao outro, mas daí eu teria que julgar racionalmente e acho que não é essa a forma mais sincera de fazê-lo. Talvez não haja mesmo uma real preferência de minha parte em relação a esses dois últimos episódios, mas como eu disse, esse é o segundo “mais ou menos”, então ainda que injusto, é fácil simpatizar menos com esse do que com seu antecessor. Então, voltando ao motivo que pode acabar por situando-o em nossa memória: a aberta declaração de amor de Jess para Ryan e vice-versa. Certamente não foi a maneira mais emocionante que já vimos isso sendo feito, mas foi  a maneira mais New Girl possível, então é louvável a fidelidade da série à sua essência inclusive nos momentos mais suscetíveis ao drama. Foi bonitinho, mas nada que salvasse o episódio de sua caráter dispensável.

A começar pelo caso que levou à declaração anteriormente citada, tivemos mais um momento de Jess na escola, o que geralmente rende boas situações, já que os personagens de lá são bem proveitosos para a parte cômica, e dessa vez com o adicional de Ryan e do desconforto que representam os relacionamentos entre colegas de trabalho. E é a isso que o Coming Out do título se refere, aos dois finalmente trazendo a público o relacionamento e, claro, de Jess não sabendo lidar com as consequências disso. Mas tudo no fim deu certo, exceto pela desastrosa viagem com os alunos que resultou em exploração de trabalho infantil, mas não vem ao caso. Até hesitei agora no meu prévio julgamento negativo do episódio, já que essa parte parece ter surtido o efeito intencionado, mas mantenho minha posição inicial, justamente porque isso não é o tipo de coisa que deveria ter passado tão batida, mas passou.

No mais, reafirmando a aleatoriedade do episódio, não aconteceu mais nada que mereça menção, a não ser a ótima dinâmica que continuo percebendo entre Nick e sua nova namorada, que eu espero que comece a receber atenção suficiente para que eu consiga lembrar seu nome. Parece que ele finalmente encontrou sua alma gêmea e, considerando o sucesso do relacionamento entre Jess e Ryan, devemos reconhecer que Jess e Nick como casal fica melhor como sendo apenas uma boa lembrança da saudosa segunda temporada. E ainda quero Schmidt e Cece de volta, nem que seja para salvar a série de reincidir no tortuoso caminho dos fillers. Como eu já frisei, não voltou ao baixo nível da terceira ou do início dessa temporada, mas já é um sinal de que, o que quer que tenha acontecido com a criatividade dos roteiristas entre o quarto episódio e os seus sucessores, está na hora de acontecer novamente.

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Equipe Mix

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