New Girl – 4×22 – Clean Break [Season Finale]

New Girl 4x22

Imagem: Arquivo pessoal

 

 

You’re going to say something stupid, aren’t you?

E no fim, aconteceu tudo o que queríamos, até melhor do que queríamos. New Girl incorpora a frase “tudo fica bem quando acaba bem”, com um episódio final que obstruiu os prévios tropeços e rendeu à inconsistente temporada um saldo positivo e boas expectativas para a sua sucessora.

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Vamos começar a recapitular o episódio pela parte mais fácil, devido à sua inferior importância: a saída de Coach. Estava mais do que claro o quão desnecessária era a presença do personagem na série. Coach é até interessante. A performance do ator se encaixa perfeitamente na dinâmica cômica do grupo, mas simplesmente não tinha espaço para ele ali, então, o que quer que ele tinha para oferecer, não daria para ser bem aproveitado. Quando May entrou em cena, o relacionamento deles começou a se encaminhar para algo definitivo e isso meio que sugeriu o que estava por vir: esse era o final feliz dele e o personagem iria deixar a série – novamente. E com todos os clichês que esse tipo de coisa demanda – abraços, música triste sobre despedida, Coach se foi, e vai deixar uma saudade tão grande quanto a diferença que ele fez na série. Valeu pelas cenas da frigideira e de todo aquele choro mas, convenhamos, tudo isso é mérito de Winston.

Por falar em Winston, ele foi tudo o que Coach não conseguiu ser e talvez por isso este não pôde achar seu espaço na série. Tem lugar para apenas uma peça exclusivamente cômica nessa série e esse lugar sempre pertencerá a Winston. Prova disso é que, mesmo com a infinitamente superior relevância de outro acontecimento da série, não pude deixar de abrir um parágrafo em consideração a essa pessoa que consegue chamar a atenção com as coisas mais ínfimas, vide sua fantasia de estátua da liberdade e suas selfies com Ferguson, cuja reaparição também merece ser celebrada. Então, mesmo que ele nunca tenha um plot próprio relevante, e sua história pessoal nunca saia do lugar, em tempos difíceis, é ele quem sempre está ali dando um bom motivo para o público continuar acompanhando a série.

Como única parte pendendo mais para o lado negativo, temos a clara intenção de resgatar o casal Nick e Jess. Acredito que pode até ter sido um teste, inserir isso no último episódio da temporada, medir a reação do público e estudar a possibilidade de trazer isso à tona novamente na próxima temporada. Para mim seria um equívoco. O quanto o casal funcionou durante a segunda temporada, fracassou na mesma proporção na terceira, mostrando que eles não têm química suficiente para se manter por muito tempo, ou mesmo para manter o interesse do público neles, considerando que poucos lamentaram o término na sofrível terceira temporada, que sofrível em grande parte por conta deles. Então, se eles quiserem resgatar mesmo esse casal, espero que a quinta temporada seja a última e isso aconteça mais para o final porque, por menos que eles tenham funcionado a longo prazo, o fracasso de todos os outros relacionamentos dos dois justifica que os deixem juntos no final. E só pode ser esse o caso, porque não vejo outra explicação para essa súbita recaída de dois personagens que tinham superado um ao outro tão rápido que ficou até estranho.

Inclusive, Jess se aprofundou tanto na esquisitice cômica, que estou até achando que se ela tem uma alma gêmea naquele loft, ela se chama Winston. Nos últimos episódios, ela esteve apenas vagando pelas cenas, tentando encontrar para si uma ou outra situação risível, sem nada interessante acontecendo em sua vida particular, ou seja, um Winston menos engraçado. Além disso, só ele, Winston, se prestava a participar das bobagens que ela inventava, como a despedida do Coach. Seria plausível se definitivamente não fosse.

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Imagem: Arquivo pessoal

Se já não tínhamos certeza que o absoluto melhor casal dessa série – tanto no relacionamento em si, quanto na irrestrita e unânime torcida do público – é Cece e Schmidt, esse episódio acabou de provar.  Nem vou bater na tecla de que esse amor do Schmidt pela Cece que vai e volta, quando lhe é conveniente, não convence muito, porque isso é mais uma falha de desenvolvimento da série do que de honestidade do personagem. O casal combina tanto que nem o fato de um gostar do outro sempre em momentos diferentes incomoda tanto, principalmente quando tudo culmina nesse fatídico acontecimento. Para dar ao momento a profundidade que a situação com Fawn falhou em fazer, inventaram a história dos cinco reais, que eu não me lembro de ter realmente acontecido, mas funcionou. E com os sentimentos de Schmidt reavivados por uma caixa de lembranças de Cece e a súbita aparição dela no momento em que ele saía para encontrá-la nas tais montanhas, encontraram também um meio de fugir um pouco do previsível. Com todo o amor recíproco devidamente declarado, Schmidt inesperadamente pede Cece em casamento e, claro, ela aceita, e nós comemoramos junto com o resto do grupo.

Aliás, devo dizer que me surpreendi com a competência dramática dos atores (Hannah Simone melhorou bastante com o tempo), realmente conseguiram passar a intensidade do momento. E, felizmente, tiveram o bom senso de fazer com que o Schmidt ficasse sério e, portanto, convincente durante toda a cena. Parabéns aos envolvidos.

Apesar de todas as falhas durante o processo, a série conseguiu encerrar tudo de forma mais do que satisfatória e abriu grandes possibilidades de situações interessantes para a quinta temporada, que espero que saibam aproveitar. O problema dessa quarta foi que a terceira encerrou sem nada que se pudesse desenvolver posteriormente, o que ocasionou nesse monte de casos avulsos e pouco inspirados e todos os personagens perdidos em suas próprias histórias. E é aí que a quinta temporada já começará em vantagem, porque, se não cometerem o equívoco de dar um desses saltos no tempo, terão os preparativos do casamento para explorar, talvez umas dificuldades de relacionamento sério que Schmidt e Cece terão que enfrentar, como a provável rejeição da mãe de Schmidt com uma noiva que não é judia (espero que lembrem de abordar isso). Enfim, se souberem administrar todas as possibilidades geradas só por esse casal, já vai render muitos bons episódios e quem sabe até consigam fazer alguma coisa interessante com Nick e Jess. Mal posso esperar por essa nova temporada e, se for a última, estou bastante confiante que darão a New Girl o final que ela merece.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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