New Girl – 6×21 – San Diego

Fonte: spoilersguide.com

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Estamos quase lá. Esse é o penúltimo episódio. Os sentimentos se misturam, especialmente porque tivemos uma boa leva de episódios nessas últimas semanas. A continuidade à trama da temporada foi dada, bons desfechos estão sendo montados e só falta uma coisa para a série fechar seu ciclo (e, talvez, feche esse ciclo de vez): Nick e Jess precisam ficar juntos. Mas eu volto para esse ponto já, já, porque, primeiro, tenho que ao menos tangenciar o real acontecimento do episódio: o nome do Schmidt foi finalmente revelado (!!).

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Após seis temporadas, podemos finalmente contemplar essa revelação do mistério que tem atormentado boa parte do fandom. Melhor que isso, os escritores deram um jeito de usar o nome como um instrumento especial dentro da série, adicionando outro fator único à New Girl: geralmente, dentro de uma série nunca há dois personagens com nomes iguais. Nem faria sentido, aliás, ter dois personagens de mesmo nome, sob o risco de criar uma confusão entre os fãs. New Girl, no entanto, soube usar isso a seu favor e colocou o nome de Winston a Schmidt justamente por ser um nome extremamente incomum. Já é difícil ver Winstons na TV, mas dois no mesmo universo? Na mesma série?

Ah, vou admitir que não estava botando muita confiança nessa revelação, não. Tudo inicialmente me pareceu meio filler (a ideia), isso de revelar o nome de Schmidt bem no penúltimo episódio da temporada (e talvez da série), mas estou pleno e feliz por saber que estava errado. A série só se enriqueceu com isso. Para mim, inicialmente, parecia o momento errado para a revelação: eu via como o momento perfeito o dia do casamento entre Schmidt e Cece, já imaginava as piadas, mas a divulgação do nome no penúltimo episódio desta, que pode ser a última temporada, traz um certo ar de finalidade e de nostalgia. E sem contar que agora as “Peripécias de Winston e Cece” adquirem uma conotação completamente diferente aos olhos de Schmidt – e aos nossos! Acho que os escritores souberam amarrar bem a situação toda, ao usarem um nome de alguém que já era morador do loft – o eterno Winnie, the Bish – para justificar a necessidade de Schmidt usar seu sobrenome. Way to go, writers.

Um outro ponto extremamente positivo de “San Diego” foi justamente a integração de Aly. Minha opinião sobre ela tem mudado intensamente com os últimos episódios e percebo que a ideia original dos escritores era fazer uma integração paulatina, lenta da personagem no universo da turma do loft. Infelizmente, com a incerteza de uma última temporada, eles começaram a apressar tudo, o que nos trouxe momentos magníficos, como os desse episódio. Com o passar do tempo, a série foi perdendo aquela característica de ter os pés no chão, dando espaço para uma exploração mais ativa e intensa das loucuras de Schmidt e Winston, por exemplo, além de ir gradativamente alterando a personalidade do originalmente rabugento Nick. Aly, por outro lado, além de possuir uma face pirada, como todos do loft, traz consigo um ar de realismo e um sarcasmo ácido que faz bem, quando nos sentimos sobrecarregados demais com os absurdos da série (aliás, “e, de alguma forma, todos os Michaels no mundo conseguem lidar com isso (semelhança de nomes) diariamente” virou, claramente, uma das frases mais marcantes da série).

Mais uma vez, um romance do casal principal termina. Que choque (só que não). Mesmo assim, foi bom ver Reagan ganhando um final respeitoso e merecido. Agora consigo ver com mais clareza que Reagan e Nick não eram para ser, especialmente pelo fato de que Reagan jamais iria compreender totalmente o lado louco de Nick e Nick jamais iria conseguir integrá-la à turma. Durante todos esses episódios, ela pareceu deslocada, algo que outros pares (Cece, Dr. Sam e Robby) não pareciam originalmente. A esperada transição de Reagan a Jess, aos meus olhos sempre críticos, seria totalmente forçada, mas a realidade foi outra: Reagan não era o par perfeito de Nick, mas ela continua sendo um pedaço muito importante da série e um ar de frescor que deram na temporada anterior. E não podemos esquecer que Nick, em todos os momentos de dureza nesses últimos episódios, sempre buscou Jess. É quem ele quer e ela, obviamente, está louca para voltarem.

Os últimos episódios podem ser descritos como a melhor leva da temporada especialmente por serem um deleite lento: Nick e Reagan vão aos poucos enxergando que não vai dar certo, que não é para ser, mas continuam imersos naquela tentativa falha, até o momento em que decidem que acabou. Percebem que já não dá mais. Reagan tentou entender Nick, tentou entrar no mundo dele, mas simplesmente não conseguiu e é por isso que eles terminaram.

Em encerramento, acho que há um bom tempo eu não contemplava uma trama tão boa para Schmidt. Com o passar das temporadas, sempre tive a impressão de que o personagem estava se perdendo, mas esse foi o retorno legítimo do Winston Schmidt que a gente respeita. Devo falar que a integração de Aly tem sido bacana e verdadeira, não esperava isso e acabou por ser uma surpresa grata. Minha esperança de que a série retorne para uma última temporada, ainda que curta, existe ainda, especialmente pelo meu medo de como será o retorno de Nick e Jess. New Girl merece mais que um último episódio apressado.

Tags New Girl
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Roger Olly

Virginiano com ascendente em gêmeos. Fã de The Magicians e Imposters. Faço reviews de New Girl, Teen Wolf e escrevo a coluna Spoiler Alert.

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