Poucos duvidavam que Stranger Things dominaria o início de 2026. A quinta e última temporada da série chegou com status de evento, episódio final exibido até em salas de cinema e semanas de repercussão nas redes sociais. Ainda assim, a liderança no ranking da Netflix durou menos do que o esperado.
Quem tomou o posto de série mais assistida da plataforma foi Custe o Que Custar, novo suspense baseado na obra de Harlan Coben. A produção estreou discretamente no Ano-Novo, mas rapidamente ganhou força no boca a boca e passou a dominar as maratonas dos assinantes.
Por que a virada de Custe o que Custar em cima de Stranger Things aconteceu?
Parte da explicação está na recepção dividida do final de Stranger Things. Embora ambicioso, o desfecho não agradou a todos, e muita gente saiu em busca de algo novo logo após o encerramento da saga de Hawkins. Custe o Que Custar apareceu como a alternativa perfeita: uma história direta, cheia de reviravoltas e construída para manter o espectador clicando em “próximo episódio”.
A série acompanha um pai desesperado em busca da filha desaparecida, mergulhando em um mistério que se torna cada vez mais sombrio a cada revelação. Não há grandes experimentações narrativas, mas o ritmo acelerado e os ganchos constantes funcionam exatamente como o público da Netflix espera.
Outro fator decisivo é a estratégia da plataforma. Pelo terceiro ano consecutivo, a Netflix aposta em um thriller de Harlan Coben lançado no início de janeiro, transformando esse período em território quase garantido para o autor no streaming.
No fim das contas, Custe o Que Custar pode não ter o peso cultural de Stranger Things, mas provou mais uma vez que, quando o assunto é audiência, nunca se deve subestimar um bom suspense feito sob medida para maratona.