Nove Peças (Nine Puzzles), o novo thriller coreano do Disney+, mergulha o espectador em uma intricada rede de crimes, memórias perdidas e peças de quebra-cabeça deixadas como pistas por um serial killer que desafia a polícia — especialmente a protagonista E-Na. Com uma atmosfera sombria e personagens complexos, a série prende o público ao mostrar como traumas do passado moldam as investigações do presente.
Nos seis primeiros episódios, o enigma central gira em torno da morte de Chimok e a conexão entre os assassinatos cometidos pelo chamado “assassino do quebra-cabeça”. Abaixo, explicamos os eventos mais importantes da temporada até agora.
A morte do tio e o início do jogo em Nove Peças
A história de Nove Peças começa em 2013, quando E-Na, ainda adolescente, encontra o corpo de seu tio Dong-Hoon, um superintendente de polícia, assassinado em casa. Ela não consegue se lembrar do que aconteceu — uma amnésia que levanta suspeitas no jovem policial Hansaem, que desde então acredita que ela possa ter cometido o crime. O caso nunca foi resolvido e, dez anos depois, E-Na se torna uma criminal profiler, ainda perseguida pela sombra daquele assassinato.
A primeira grande reviravolta surge quando, em 2023, ela recebe uma peça de quebra-cabeça com ilustrações bizarras — semelhante à deixada na cena do crime de seu tio. Quando uma mulher chamada Miyoung é encontrada morta em um carro, estrangulada com uma corda, E-Na percebe que está diante de um serial killer que está, de algum modo, ligado ao seu passado.
Quem matou Chimok em Nove Peças?
Inicialmente, tudo indicava que Chimok, um empresário envolvido com Miyoung, poderia ser o assassino. Ele havia mudado de comportamento, se tornado agressivo, e desapareceu misteriosamente após o crime. Mas logo a narrativa dá um giro: o corpo de Chimok é encontrado dentro de uma mala vermelha, jogada em um rio — ou seja, ele não era o assassino, mas sim mais uma vítima.
A principal suspeita passa a ser sua esposa. E-Na visita a mulher, e nota uma conexão estranha: ambas têm unhas semelhantes e uma bolsa idêntica à de Chimok. Com habilidade, E-Na estabelece um diálogo e descobre que a esposa, junto de seu amante, assassinou Chimok porque ele a sufocava emocionalmente.
O crime, no entanto, é independente do serial killer — e um novo quebra-cabeça, rabiscado em vermelho, revela que Chimok seria a próxima vítima do assassino. Alguém matou antes que o serial killer pudesse agir.

Um novo padrão: vítimas com passados conectados
O foco de Nove Peças então se desloca. Após desvendar o caso de Chimok, E-Na e Hansaem trabalham juntos no assassinato de um homem idoso, Young-Han, morto por envenenamento. O caso parece desconectado, mas ajuda a dupla a perceber uma nova linha de raciocínio: talvez as vítimas do serial killer não tenham sido escolhidas aleatoriamente, mas sim como parte de uma vingança por um crime em comum.
E-Na começa a investigar mais profundamente a conexão entre Miyoung, Chimok e Yonsu, o próximo a morrer.
O que une as vítimas?
O assassinato de Do Yonsu, CEO de uma construtora, ocorre após E-Na visitá-lo e tentar descobrir a ligação entre ele e os outros mortos. Apesar de negar conhecê-los, seu assistente deixa escapar que Chimok já esteve naquele escritório. Yonsu morre de overdose de insulina pouco depois, confirmando que o assassino está acelerando sua agenda — possivelmente por saber que E-Na está cada vez mais perto da verdade.
Hansaem e E-Na então descobrem o que conecta as vítimas: todos já foram donos do mesmo imóvel onde Miyoung morava. A hipótese é que algo muito grave aconteceu naquele apartamento, e que as mortes são uma forma de vingança por isso. Mas ainda não se sabe exatamente o que foi — nem qual seria a ligação com Dong-Hoon, o tio assassinado de E-Na.
Um assassino entre os policiais?
Outro fio narrativo que começa a ganhar força em Nove Peças é o de um possível informante dentro da delegacia. Após o assassinato de Yonsu, E-Na desconfia que o serial killer teve acesso a detalhes confidenciais da investigação. As evidências forenses foram manipuladas, e um lenço da cena do crime desapareceu misteriosamente. Tudo indica que alguém de dentro está ajudando o criminoso a escapar — e o Capitão Yoon surge como um possível suspeito.
Enquanto isso, E-Na começa a recuperar fragmentos de memória da noite em que seu tio morreu. Ela lembra de ver uma sombra no reflexo da janela, o que pode significar que o assassino estava lá — e que ela, mesmo sem lembrar, talvez tenha visto seu rosto.
E-Na: vítima, investigadora… ou algo mais?
Um dos aspectos mais intrigantes da série é a própria protagonista. E-Na é uma personagem peculiar, que vai além do estereótipo de investigadora fria. Ela se reconhece como uma pessoa com tendências psicopáticas, é obcecada por crimes, gosta de bungee jump, e parece à vontade ao pensar como um assassino. Sua conexão emocional com as vítimas é quase nula — mas sua determinação em resolver o caso do tio e impedir novas mortes é real.
No entanto, o passado nebuloso de E-Na e suas falhas de memória levantam uma questão: até que ponto ela é confiável como narradora da própria história?
O que esperar nos próximos episódios de Nove Peças?
Com a revelação de que as vítimas de Nove Peças têm algo em comum — o imóvel que todas habitaram — a série deve avançar em duas frentes: descobrir o que houve naquele local e identificar quem está por trás dos assassinatos em série. Além disso, a relação entre E-Na e Hansaem, antes marcada por suspeitas, agora se solidifica como parceria. Eles estão dispostos a enfrentar o que for necessário para resolver o quebra-cabeça que os envolve há dez anos.
Nove Peças mistura mistério, trauma, psicologia criminal e uma protagonista fora do convencional para contar uma história que ainda esconde muitas camadas. A resposta para a pergunta “quem matou Chimok?” foi apenas uma peça do tabuleiro. O jogo ainda está longe de acabar.