A ausência de dragões em O Cavaleiro dos Sete Reinos pode causar estranhamento à primeira vista, especialmente para quem associa o universo de Game of Thrones diretamente às criaturas míticas. No entanto, a explicação não envolve limitações técnicas ou de orçamento, e sim a própria cronologia da história.
O Cavaleiro dos Sete Reinos se passa após a extinção dos dragões
O Cavaleiro dos Sete Reinos acontece décadas depois dos eventos mostrados em House of the Dragon, série que retrata a guerra civil Targaryen conhecida como a Dança dos Dragões. Esse conflito marcou um ponto de ruptura na história de Westeros, resultando na morte da maioria absoluta dos dragões existentes.
De acordo com os relatos criados por George R. R. Martin, ao final da guerra restaram pouquíssimos dragões, já debilitados, incapazes de se reproduzir ou sobreviver por muito tempo. Os ovos deixados após a Dança dos Dragões jamais eclodiram, selando o destino dessas criaturas lendárias.

Um Westeros sem fogo e sangue
No livro Fogo & Sangue, é mencionado que o último dragão era pequeno, frágil e com asas atrofiadas, morrendo anos antes do início da nova série. Quando O Cavaleiro dos Sete Reinos começa, já se passaram mais de cinquenta anos desde a extinção definitiva dos dragões.
Sem essas criaturas, a Casa Targaryen continua no poder, mas perde o status quase divino de senhores do fogo. O resultado é uma narrativa mais contida, centrada em cavaleiros, honra, intrigas políticas e disputas humanas, oferecendo um olhar diferente e mais intimista sobre Westeros.