A 1ª temporada de O Estúdio (The Studio), série de comédia satírica da Apple TV+, terminou em alto — e completamente caótico — estilo, com uma apresentação em Las Vegas que quase desmoronou por completo… mas acabou sendo um sucesso inesperado.
Misturando crítica ácida à indústria do cinema e absurdos hilários nos bastidores, o último episódio levantou a grande dúvida: a Continental Studios foi comprada pela Amazon?
A resposta curta: não exatamente — pelo menos, não ainda.
O que rolou no final da temporada de O Estúdio

No episódio final de O Estúdio 1ª temporada, a equipe da Continental Studios se vê no meio de um desastre: Griffin Mill, o CEO da empresa, está completamente alterado após uma noite regada a drogas e álcool durante o CinemaCon. Zoe Kravitz, estrela e diretora de um dos principais filmes do estúdio, também está fora de si. E Matt Remick (David Lynch), atual cabeça criativa da empresa, precisa fazer com que tudo pareça sob controle — ou corre o risco de perder tudo para um possível acordo de aquisição pela Amazon.
Enquanto rumores da compra se espalham, Matt e sua equipe tomam a decisão de fingir que tudo está normal e seguir com a apresentação como planejado. Isso envolve literalmente vestir Griffin como uma marionete, colocar Zoe no palco mesmo sob o efeito de alucinógenos e contar com Dave Franco — ferido e ensanguentado após confusão em um cassino — para abrir o evento com um discurso improvisado. O que tinha tudo para ser um desastre, de alguma forma, funciona.
A apresentação foi um sucesso?
Surpreendentemente, sim. Mesmo com a apresentação totalmente fora dos padrões, o público responde com entusiasmo. Dave Franco recita falas de Alphabet City com o rosto ensanguentado (acreditando que o sangue é maquiagem), Zoe Kravitz entrega uma fala perfeita lendo o teleprompter em modo automático, e até Griffin — completamente incapaz de dizer uma frase inteira — é salvo por Matt, que transforma sua repetição bizarra da palavra “filmes” em um grito de guerra coletivo da plateia.
O evento termina com o público aplaudindo de pé e gritando “movies!” em coro, como se tudo aquilo tivesse sido pensado estrategicamente. O que era pra ser a ruína da Continental Studios, na verdade, vira um triunfo… ao menos no palco.
Mas a Amazon comprou a Continental no final de O Estúdio 1ª temporada?
A série não confirma oficialmente se a Amazon concluiu a compra da Continental Studios. O que sabemos é:
- Os rumores da aquisição são reais, como confirmado pelo jornalista Matthew Belloni durante o episódio.
- O sucesso da apresentação foi visto como um esforço de resistência — uma prova de que a Continental ainda tem fôlego.
- Ao final do episódio, Matt observa a plateia com um sorriso de satisfação, acreditando que eles salvaram o estúdio da venda iminente.
- No entanto, a série termina sem revelar o destino oficial da negociação com a Amazon.
O que pode acontecer a seguir?

O comportamento de Griffin no palco, mesmo que tenha sido camuflado, pode ter repercussões nos bastidores. É possível que o conselho da Continental decida destituí-lo da liderança, principalmente porque quem segurou as pontas foram Matt, Patty Leigh e o resto da equipe. Com Griffin fragilizado, talvez a Amazon ainda avance na aquisição — mas com uma nova proposta de liderança à frente.
Por outro lado, o sucesso espontâneo da apresentação pode ter mudado o jogo: com trailers bem recebidos, projetos promissores anunciados e uma energia positiva na imprensa, o estúdio pode ter conquistado fôlego suficiente para evitar a venda. Matt e seu time mostraram que, apesar do caos, sabem como engajar uma plateia — e manter o estúdio vivo, mesmo à base de sorte, cogumelos alucinógenos e improviso.
O que esperar de O Estúdio 2ª temporada?
A série já está renovada para uma segunda temporada, e deve explorar as consequências imediatas do que vimos no final:
- A Continental será vendida ou continuará independente?
- Griffin será substituído? Matt pode assumir um cargo ainda mais alto?
- Quais serão os novos desastres (e milagres) nos bastidores dos próximos lançamentos?
Com um humor afiado e autoconsciente sobre os absurdos da indústria cinematográfica, O Estúdio entregou um final que funciona tanto como sátira quanto como uma espécie de declaração de amor — torta e debochada — ao cinema e a quem insiste em mantê-lo vivo.
Até agora, tudo que sabemos é: os filmes seguem em cartaz. E o caos também.