O mundo mágico de Outlander

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Imagem: Magazines HD

 

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Outlander, série épica do canal Starz, está retornando para seu segundo ano e as expectativas não poderiam ser maiores. Meu interesse pela série foi despertado através das redes sociais, em que cada imagem promocional me instigava, até começar a assistir. O que chama atenção em Outlander é sua abordagem diferenciada das séries atuais. Com um enredo extraordinário, e brilhantes fotografia e trilha sonora, a cada episódio que eu assistia a expectativa aumentava para o próximo. Bom, quando isso acontece, a série está no caminho certo!

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Com um elenco tão espetacular e cenários extraordinários da Escócia, a série conseguiu realizar uma ótima temporada de estreia, deixando fãs como eu, ansiosos para a continuidade desta jornada mágica de Claire, Jamie, Frank, Brianna, Roger e todo mundo ao longo dos séculos. Claire é uma mulher verdadeiramente forte, destemida, que encara os problemas de frente. Percebemos isto logo nas primeiras cenas, em que ao prestar os cuidados a um soldado ferido, já busca mostrar sua personalidade, tornando-se nossa protagonista amada, que não espera as coisas acontecerem. Ela procura resolver problemas, não esperando algum homem para salvá-la das diversas situações ocorridas na série, enfrentando o machismo da época, com todas as suas piores premissas, incluindo a violência sexual. Através destes pontos, podemos perceber a abordagem da série ao olhar feminino e a transformação da mulher como um ser forte e independente.

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No mundo de Outlander, outro ponto que não falta também são cenas quentes, cenas de sexo vividas entre os personagens, nas quais Claire nunca escondeu o seu desejo sexual, sem se importar com a maneira a qual seu parceiro possa pensar, sempre aproveitando o momento da melhor maneira que a satisfaça.

Parte marcante da série se dá com o desenvolvimento do romance entre Claire Randall (Caitriona Balfe) e Jamie Fraser (Sam Heughan) trazendo ótimas narrativas, onde estes encaram vários desafios e procuram resolvê-los da melhor forma possível. Muitas vezes entravam em frias, mas no fim sempre conseguiam se salvar das mais diversas roubadas, onde o amor sempre prevalece apesar das brigas hilárias que eles viveram durante a temporada. Outlander também procura retratar a violência doméstica, já que nos séculos passados, mulher que desobedecia seu homem sofria um castigo e apanhava para não repetir. Era uma espécie de corretivo para não afrontar seu marido de novo.

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Cenas históricas e emocionantes marcaram os episódios, deixando bem claro que o mundo de Outlander é cruel, difícil e perigoso. Aprendi isso com Jack Randall, um tipo cafajeste impiedoso do exército inglês. Houve cenas perturbadoras com seu personagem no nível mais profundo que um ser humano pode sentir, onde certamente a cena “amorosa”, se é que podemos dizer, protagonizada entre Jamie e Jack Randall foi um dos momentos mais cruéis e dolorosos de uma série que já vi, e olha que não assisto poucas. Destaque também para a cena das chibatadas, onde Jack Randall castiga Jamie. Jack chega a estripá-lo, mas Jamie se mostra forte e não desiste. O que depois, com o transcorrer da narrativa da série, descobrimos é que Jack possuía grandes desejos por Jamie, e com sua negação procurava atingi-lo de alguma forma, sempre através de Claire, já que Jamie nutria sentimentos pela moça. Nesta parte destaco a cena de Jack Randall batendo em Claire, cena chocante aos olhos do público.

Com o intenso fim da primeira temporada, aprendemos com a extensão da crueldade de maneira extrema através dos diversos tipos de violência tratados na série. Minhas expectativas para a segunda temporada são as melhores possíveis principalmente na evolução do romance entre Jamie e Claire, já que a temporada termina com Claire grávida decidindo ficar no século passado e viver  seu grande amor. Nos já sabemos que uma coisa é certa: Vem muito sofrimento por aí, principalmente por conta dos desafios que serão impostos a eles no mundo de Outlander. Que venham muitos romances, muitas batalhas, muitas histórias neste segundo ano.