O planeta apagou por 2’17” com FlashForward

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Em seis de Outubro, o planeta apagou por dois minutos e dezessete segundos. O mundo inteiro viu o futuro.

FlashForward é uma das minhas muitas feridas do cancelamento. Admito, com toda a certeza, que a série se perdeu e deu uma desacelerada no ritmo durante sua primeira e única temporada, mas já vi séries piores e com enredos menos interessantes tendo chances de renovação. Só que é aquele velho dilema das SciFi: tem que saber muito o que está fazendo e saber muito sobre público alvo. Baseado em um romance de Robert J. Sawyer, o canal ABC encomendou uma temporada curta de 13 episódios no que seria a nova Lost da TV. Acabou tendo 22 episódios, suados, mas muito intrigantes.

Sobre a história, interessantíssima, alguma coisa fez com que todos no planeta desmaiassem simultaneamente por 2 minutos e 17 segundos, e isso fez também com que a consciência de todos fosse jogada seis meses no futuro. Estas visões, posteriormente chamadas de “flashforwards“, ocorreram com quase todos, e os que não a tiveram suspeitaram que estariam mortos naquela data no futuro, o que gerou muita especulação.

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E quando eles acordaram? CAOS! Pilotos dormiram e claro que aviões e helicópteros caíram, muita gente inocente morreu por conta do evento sem explicação. Acidentes, incêndios, atropelamentos, entre outras tragédias acometeram o povo todo. Depois, as pessoas começaram a viver em função do que viram, muitos tiveram visões com pessoas desconhecidas e foram procurar essas pessoas, então rolou uma intensa vibe Sense8 nessa etapa, todos queriam saber o que as visões significavam, a vida de muitos parou, tragédias e romances. Nas SciFi que envolvem esses paradoxos de tempo sabemos que, se a pessoa vê o futuro, fica obcecada com aquilo, querendo que aconteça ou procurando uma maneira de evitar, mas em todas as vezes, o que era para acontecer, acontece.

Um agente do FBI todo curioso chamado Mark Benford (Joseph Fiennes – nosso eterno Shakespeare Apaixonado) tenta descobrir o que ocorreu naquele evento e cria um mosaico para conectar os flashforwards da população, na tentativa de resolver esse mistério louco. Não culpo quem largou a série, viu? Foi arrastado de ver alguns episódios. Mas, no final, fiquei muuuuito chateada que cancelaram com aquele BIG cliffhanger. Olha que não sou curiosa, mas fiquei chupando o dedo e querendo muito mais.

Sobre as atuações, eu gostei muito do Joseph, Cho, Jack Davenport, Zachary Knighton, Dominic Monaghan e da Sonya Walger. Eles formaram um time consistente e interessado, misturando o drama profissional com o pessoal. Mas nem todos brilharam em suas atuações, tivemos partes fracas e furos de roteiro que fizeram do hiatus o motivo que faltava para desistência. A série teve uma trajetória bem irregular, que eu não larguei porque apenas AMO SciFi. O mais legal, no final, é que, justamente na chegada daquela data especial dos flashforwards, todos estavam na situação em que tiveram a visão, e assistir o final sabendo do cancelamento foi uma faca atravessada no coração.

Além do mais, outro flashforward iria acontecer, Mark havia acabado de ligar os pontos e ainda assim não conseguiria impedir, já que o FBI estava sendo invadido. E então, todos apagam, e começam a ver algo no ano de 2015! 2015 gente, olha quanta coisa legal poderia ter acontecido até ano passado!!! Enquanto escrevo minha incredulidade, fica mais evidente sobre o cancelamento porque, afinal, valeu a pena ter assistido, ainda chocada por não saber mais. Seria um experimento do governo? Pessoal de algum maluco? Aliens? Sei lá […] Mas pelo livro sabemos que foi um experimento na central da CERN em Genebra.

A pergunta central sempre foi: O futuro é imutável? Uma feridinha aberta me diz: FlashForward merece ser relembrada, quem sabe continuada, porque teve um elenco fácil de se apegar. E em tempos de revival, por que não?

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