O que esperar da 3ª temporada de Chicago P.D.

Chicago P.D. - O que esperar da 3ª temporada

A nova temporada de Chicago P.D. está quase aí e mal posso esperar para saber quais serão os novos conflitos que afetarão a Unidade de Inteligência de Voight. Quem é que não está, né?

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Chicago P.D. - O que esperar da 3ª temporada

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O finale da segunda temporada deixou muito o que pensar. A começar por Erin, que abriu mão do distintivo e abraçou de vez o lado negro da força – aka Bunny. Na mesma linha, há a incógnita sobre o futuro de Burgess e de Ruzek, que pegou todo mundo de surpresa com o pedido de casamento, e o novo negócio de Antonio que quer ajudar crianças a desviarem da criminalidade. Muita coisa bacana foi deixada nas entrelinhas, pontos que serão o norte do próximo ano de CPD.

O nome do primeiro episódio será Life is Fluid, o que indica uma cadeia de mudanças. Ao contrário do que ficou no ar no fim do 2º ano da série, a resolução do sequestro de Casey não ocorrerá em CPD. Olmstead (o showrunner) afirmou que não quer tirar esse trabalho de Fire, bastando apenas levar Voight e Antonio para o 51º Batalhão.

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O grande problema nisso é que, para o futuro, as duas irmãs terão que entrar no mesmo ritmo por causa dos crossovers – maldito seja esse cronograma bagunçado da NBC, vamos combinar!

Erin é quem nos norteará na premiere e assistiremos mais uma parte do seu drama pessoal. O luto por Nadia ainda não foi digerido e a demissão levantará as seguintes questões: o quão longe ela foi? Aonde a encontraremos? Há vários cenários e nenhum deles é bom. Só é fato que a personagem terá muito com o que lidar ao mesmo tempo em que cola os próprios pedaços para se recompor.

Os escritores ficaram muito na dúvida se haveria um salto no tempo e só recentemente foi dito que serão 3 semanas desde o tempo do finale. Lindsay ainda estará na espiral autodestrutiva, crente de que é uma péssima pessoa. Um sentimento que tem tudo para intensificar, já que Bunny estará coladinha, como um diabinho, nem um pouco preocupada com as atitudes irresponsáveis da filha.

 

Os dias cinzas de Erin

Tudo o que se sabe é que a decisão dela trará consequências e que as regras para a personagem não serão mais as mesmas. A morte de Nadia acarretou um luto movido pela culpa que, em vez de fazer a detetive seguir e evoluir, trouxe dor em demasia e regressão para um passado que só ouvíamos falar.

Penso que esse reboot na vida de Lindsay não precisa ser visto como um ponto negativo, ao menos não por enquanto. Havia muito burburinho sobre essa fase da vida dela, que começou a se revelar na prática nos últimos episódios da 2ª temporada. Será interessante ver até onde ela é capaz de ir para não sentir o que precisa sentir, a fim de se recuperar e voltar ao trabalho.

CPD2Sophia contou ao Hollywood Reporter que Bunny é uma serpente na vida da sua personagem. Que a mãe só vê nessa circunstância a chance de manter a filha por perto. Essa senhora alimenta e alimentará todas as medidas autodestrutivas de Lindsay para manter uma conexão. Não por amor e por cuidado, mas por controle. Só assim para Voight permanecer distante.

A atriz também contou que Erin tem consciência de que suas atitudes não são saudáveis, mas as usa como distração. Até que se prove o contrário, não há nada que possa trazê-la de volta à realidade.

E é aí que haverá o dia de breu completo. Há mais um sequestro programado na 3ª temporada e ela se sentirá como a única pessoa capaz de consertar essa situação. Derek Haas prometeu que esse acontecimento será chocante e brutal, então, acho bom preparar o coração – e torcer para que ninguém morra.

Esse novo susto será uma porta para Lindsay encontrar o caminho de volta, já que ela se voluntariará para ajudar. Não será simples, pois a detetive abraçará uma investigação ainda perturbada emocionalmente e sem distintivo. A personagem só tem em mente que sumirá assim que tudo acabar, porém, esse será o momento de tensão que a sacudirá e a fará pensar no que tem feito nas últimas semanas. É possível que tudo isso aconteça na premiere.

É válido comentar que Sophia desejou mais alguns episódios para desenvolver o drama de Erin, o que seria extremamente positivo para aprofundar o estado de entorpecência da detetive. A desculpa dos produtores é “não trabalhamos dessa forma”. Essa não é a primeira vez que a atriz dá pitaco e não tiro a razão dela.

Até porque, desde sempre escutamos que CPD não é sobre os casos, mas sobre os personagens. Contudo, os descasos com outros membros de elenco – como Jon Seda – começaram e é muito fácil contá-los a partir da segunda temporada. Melhoras, por favor!

 

Mesmo depois dessa bagunça, Lindsay retornará para a UI?

Sim, gente, ela retornará. Porém, o cenário não será mais o mesmo, haverá estranheza no ar, e penso que os membros da UI estarão um pouco receosos com o retorno dela. Afinal, a queda da detetive foi brusca e acredito que muitos a limitarão no trabalho para poupá-la. A necessidade de proteção, sabem?

Sophia garantiu que, no final do dia, pode acontecer coisas terríveis com um membro da família, mas sempre haverá um caminho de volta. A detetive reencontrará o percurso, mas enfrentará, especialmente, o carão da Bunny que não engolirá esse novo plot twist.

Voight também não facilitará, embora respeite o timing de Lindsay. Ele sabe que quando ela estiver pronta é porque de fato está, e não a julgará. Porém, a bênção não será de graça: a reabilitação da detetive incluirá consultas com Dr. Charles, personagem de Chicago Med. Claro que Erin só vai lá para bater ponto, pois falar que é bom, nadinha.

Inclusive, há um burburinho sobre um revival do pai da personagem, com direito a um possível ressurgimento. É assistir para crer!

 

Lindsay e Halstead

CPD5Olmstead foi assertivo quanto a storyline inicial dos dois: nesse primeiro momento, Halstead estará focado em salvar Lindsay. Depois do relacionamento relâmpago na S2, muito se espera do comeback, especialmente da parte do detetive, mas não esperem romance. Ao menos, não agora.

Aparentemente, Jay estará angustiado e aflito com a situação da parceira. Ele não acreditará que Erin atingiu o fundo do poço e temos até um teaser de um diálogo dele: “Não sei quem você é, mas, se ver Lindsay de novo, diga que ela me fez um policial melhor”.

O retorno de Lindsay não será um facilitador para o romance também. Assim que pisar na UI, ela quererá se acertar com a equipe e mostrar que está de volta pelos motivos certos. Até onde se sabe, ambos continuarão a ser parceiros, então, não se desesperem!

E é capaz que Voight dê um parecer sobre esses dois. Será que ele liberará Linstead de vez?

 

Burgess e Ruzek

CPD3O pedido de casamento foi uma surpresa e tanto, ainda mais quando relembramos de tudo que Burgess passou na S2. A dica é: acalmem os ânimos! Se vocês acham que a S3 começará com a policial escolhendo um vestido de noiva na companhia da Platt, hora de descer da nave.

Por causa do baque do pedido, Burgess fará um retrospecto da sua vida e empacará no momento em que conheceu Ruzek, justamente a fase em que ele estava noivo. É o segundo noivado dele e ela questionará o que o mozão quer da vida: esse jovem é daquele que noiva e desiste? Ou é para casar?

Essa dúvida da Burgess pode vir a ser interessante, porque Ruzek não é o mais maduro dos homens. Ele é impulsivo, tem essa de se jogar de cabeça, e ainda é meio infantil. A policial está em outra fase da vida, degustando um amadurecimento profissional e pessoal impulsionado pela sua quase morte. Isso muda várias perspectivas, mais que uma bad de três semanas, fatos reais.

A personagem retornará mais ponderadora e, se o crush não mudar, dificilmente esse casório vinga. Não por falta de amor, mas de maturidade.

 

Planos para Voight

Clancy Brown foi escalado como Eddie Little, personagem que será recorrente e que pagará de informante do Voight. Isso abrirá uma nova storyline que abordará o passado da chefia da Unidade de Inteligência – e estou enlouquecida com isso.

CPD1Voight lidará com o passado nessa nova temporada, algo que quero muito ver, pois, até agora, ele não passou pelo típico conflito de consciência depois de cometer tanta falcatrua. Embora a S2 tenha investido demais no tema corrupção, abordando-o de diferentes ângulos, ele é o cara que não lidou com tudo que fez – até porque esse personagem não faz o tipo que se arrepende. O Sargento simplesmente colocou uma pedra em cima e agora é hora de cutucar a ferida.

Eddie não será o único gatilho para o Sargento olhar para trás. Em um belo dia de sol, um ex-condenado ganhará sua liberdade por incoerência no que foi reportado sobre um caso – um caso que envolve também Lindsay e Bunny. Esses dois o farão perceber que não gosta do capítulo corrupção – o que já acho incoerente. Prevejo uma história intrincada, cheia de ódio e de repúdio no coração. Uma situação que mostrará que tipo de policial Hank foi.

A boa: ele terá que lidar, gostando ou não.

 

Expectativas

O que desejo mesmo, do fundo do meu coração, é que Erin fique nas sombras. A S2 foi só sobre ela, tirando a chance de outros personagens, até mesmo de Antonio (Jon Seda faz parte da tríade) que contou com uma historinha medíocre (e Layla tem chances nulas de retornar, fiquem sabendo). Sei que é Sophia Bush, mas há outros talentos envolvidos na série e seria inaceitável se os produtores mergulhassem no clima CW ao favorecer um só para dar ponte ao romance.

Um favorecimento nada justo, porque Halstead não foi explorado como se deve e as oportunidades existem. Mouse está ali, o fio para um passado no exército que precisa vir à tona. Até mesmo Platt precisa de mais profundidade, porque limitá-la ao balcão do Distrito e ao Mouch é um absurdo.

Adoraria que Ruzek amadurecesse também. Disco Bob só aumentou meu descontentamento com esse personagem, verdade seja dita.

Chicago P.D. retorna no dia 30 de setembro e estarei aqui para falar só verdades nas resenhas. Vem, gente!