O que há no futuro para Grey’s Anatomy

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Toda história precisa de tempo suficiente para ser contada. Algumas precisam de muito tempo, outras de menos. O problema é que nem sempre as emissoras que produzem esses programas estão do lado da narrativa e apenas querem que a galinha continue pondo seus ovos de ouro.

Grey’s Anatomy é o tipo de série que sofreu de vários problemas. Sejam eles internos ou surgidos da própria longevidade. A verdade é que já não é fácil sobreviver por tanto tempo na guerra de gigantes da TV aberta norte-americana, e é menos fácil ainda se manter atraente após tanto tempo. Ainda assim, o nome da série tem seu peso. Além de ser um dos shows mais lucrativos da ABC, carrega a marca de ser a primogênita de Shonda Rhimes, que já emplacou vários sucessos e agora tem um bloco na semana para preencher apenas com suas séries.

Sejamos razoáveis, dez anos seria o suficiente para acompanhar o desenvolvimento daqueles cinco internos que entraram no Seattle Grace Hospital. Todo mundo já deve ter imaginado que esta última teria sido uma temporada brilhante se planejada para encerrar o ciclo narrativo. Mas ok, a tevê, assim como qualquer outra empresa que depende de lucro, não daria fim ao seu carro-chefe. E eles estão certos. Agora imagine que a série, assim como todo produto, precisa se renovar. Mudar não o sabor, nem sua essência, mas a embalagem. Modificar a forma de ser apresentada é necessário para não cair na mesmice e se manter interessante para o público-alvo.

 

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A mudança não é exatamente aderir a algo completamente novo, pelo contrário. Às vezes a volta ao básico pode ser a melhor mudança que o produto pode receber. O exemplo mais claro dentro da série é o de Miranda Bailey. Uma vez conhecida como “nazi”, a chefe linha dura dos internos enfrentou uma longa jornada de desconstrução e hoje é uma médica que não traz mais consigo sua característica tão marcante de antes. Imagine a Bailey nazi de volta mandando em uma turma completamente nova e – BOOM, é o clássico Grey’s novamente. Outro exemplo claro na mesma linha seria a volta dos casos médicos que emocionaram e marcaram época na série, e principalmente, são essenciais na formação dos novos cirurgiões.

Por outro lado, olhar para o futuro é a melhor forma de seguir com outros personagens. Meredith e Derek são os grandes protagonistas da série, mas às vezes os roteiristas parecem esquecer-se disso. Aqui é necessário coragem para sair da zona de conforto e adotar novos desafios para o casal. Não é difícil imaginar Grey tornando-se uma grande cirurgiã no Grey-Sloan Memorial Hospital, agora imaginem essa mulher precisando criar dois filhos com o marido morando em Washington. Teriam os roteiristas coragem para ultrapassar essa cerca e ver o que há do outro lado? Mais coragem e sabedoria ainda serão necessários para lidar com a história da filha perdida de Ellis Grey e Richard Webber, que surgiu como uma bomba no último season finale. Maggie Pierce, além de ser uma Grey, é a nova responsável pelo setor de cardiologia do hospital. É necessário um bom trabalho não apenas dos roteiristas, mas da atriz para assumir a relevância de sua personagem. Este núcleo, especificamente, pode e deve servir para mostrar que a série tem fôlego para continuar.

 

Greys Anatomy

 

A 11ª temporada contará com a presença de Amelia Shepherd, personagem já conhecida entre os fãs da série e extremamente importante no universo de Shondaland, que foi confirmada como personagem regular – o que já era esperado. Amy é a peça que faltava para dar liberdade a Derek para trabalhar em Washington, preenchendo assim o espaço no Grey-Sloan Memorial e servindo de grande ajuda para Meredith em casa. Uma das principais dúvidas é como o roteiro irá lidar com o impasse entre Karev e Bailey perante a vaga de Cristina Yang no Conselho. Alex tem o direito, e se escolher ficar com a vaga esta pode ser a solução para manter o personagem no programa mesmo trabalhando em outro lugar.

 

Caterina

 

Assim, como April e Avery, o casal Callie e Arizona precisa superar de vez os próprios problemas e focar no trabalho. O palpite é que Torres tenha uma boa fase profissional com Jo e Amy, e Arizona tenha trabalho suficiente agora que não conta com a ajuda de Karev para esquecer seus pseudo-problemas. Já Kepner e o marido não têm grandes problemas e agora com um bebê a caminho eles ganharam a chance de se firmarem como família. Para Stephanie, a nova temporada será a oportunidade de mostrar a que veio. Após as saídas nada menos que dignas dos colegas Ross e Leah, Steph precisa mostrar que não é apenas a ex-namorada de um Avery e mostrar que tem potencial suficiente para assegurar seu lugar no hospital e no enredo narrativo.

Para quem é fã, resta esperar que os roteiristas de GA saibam o que fazer com a série nessa fase que irá começar. Toda renovação necessária é sempre bem vinda, mas a essência não pode desaparecer. Que venha então o futuro para Grey’s Anatomy.

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Equipe Mix

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