O que tem de bom em RuPaul's Drag Race?

Rupauls Drag Race Season 7

Rupauls Drag Race Season 7

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Hoje chega ao Brasil mais um reality show que é sensação entre os americano. Depois de viralizar no Netflix, RuPaul’s Drag Race está na TV pela Multishow – com opções de dublagem e áudio original. Nos Estados Unidos, o programa é exibido pelo canal Logo TV, e tem produção e apresentação do famoso RuPaul Charles, que se consagrou nos anos 80 como Drag Supermodel.

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Embora o nome seja bem sugestivo – é uma competição de Drag Queens – não se trata de um programa voltado especificamente para o público LGBT. Muito mais do que um mercado relacionado com o público gay, drag queen é uma arte e cada competidora leva a sério o que faz. Desde a concepção de sua persona até a caracterização, tudo é milimetricamente pensado por cada um, e trabalhado ao longo do programa.

Acima de tudo, RuPaul’s Drag Race é um programa que vem para quebrar barreiras, dentro e fora da comunidade. Dentro porque há uma diversidade muito grande de estilos, que fica muito evidente. Drag Queen é tão variada quanto times de futebol. E por falar em times, é muito comum elas se unirem pelas semelhanças, o que acontece em qualquer atração do gênero – e a rivalidade só aumenta a partir disso.

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Externamente, RPDR trabalha o preconceito de uma forma geral, não só em relação aos gays e transexuais, mas num contexto global, em relação a raça, etnias e tudo mais de uma maneira bem lúdica. É maravilhoso ver héteros normativos participando dos desafios, e encarando a realidade de ser drag queen, e acima de tudo, de ser gay num mundo que ainda tem uma visão muito “quadrada” das relações de gênero. Como disse no início, todas são profissionais, ganham a vida se montando e não deve ser tratada com menos importância que qualquer outro ser humano que acorda às 6 da manhã, pela ônibus lotado e trabalha oito horas por dia, durante cinco duas por semana. De alguma maneira, o espectador – gay ou não – se identifica com as participantes, seja na maneira que lida com situações complicadas da vida, seja na forma com que competem.

 

Latrice <3

 

A maior lição – que é maciçamente repetida por RuPaul em todo programa – é amar a si mesmo. Diferente do senso comum, ninguém escolhe sofrer preconceito, de alguma maneira somos assim e ponto final. Imagina se nos preocuparmos com tudo que dizem a nosso respeito? O objetivo geral de RuPaul’s Drag Race é mostrar a aceitação tem que vir de dentro de cada um.

 

 

RuPaul’s Drag Race é sobre moda. O desafio principal é trabalhar o gosto de cada uma dentro do que é proposto pelos jurados a cada semana. É interessante ver onde a criatividade de cada uma às leva. Algumas nem sabem costurar, mas não deixam de cumprir – e muitas vezes muito bem – aquilo que é proposto.

 

Não se enganem! São homens de perucas.

 

Drag Race é um produto bem mais amplo. Além do programa principal, que chegará na oitava temporada no ano que vem, também tem os spinoffs RuPaul’s Drag Race Untucked, que mostra os bastidores de cada semana, e RuPaul’s All Star Drag Race, que, como de costume em outras marcas, traz ex-participantes de volta à corrida para uma segunda chance de se consagram a America’s Next Drag Superstar. Além disso, o reality serve de trampolim para a carreira delas, que aproveitam para lançar CDs, fazer turnês pelo mundo e tudo mais.

E se você é fã de reality, deve saber que quanto mais rivalidade, melhor. RuPaul’s Drag Race tem muito disso e ainda sobra. Os estilos muitas das vezes conflitantes determinam as alianças, e isso serve de gás para elas serem ainda mais competitivas.

Ficou com vontade de assistir? Corre lá no Netflix que todas as temporadas estão lá, com legendas. É um ótimo programa para assistir enquanto espera sua série retornar, ou na pausa da fall season. Se prepara porque sobra shade.

 

 

Para conhecer ainda mais RuPaul’s Drag Race, fique por dentro de algumas curiosidades do programa abaixo:

# Quatro participantes fizeram operação de mudança de sexo após a competição. São elas: Sonique (Season 1), Carmen Carrera (season 3), Kenya Michaels (season 4) e Monica Bevely Hillz (Season 5). Todas atualmente trabalham como modelos, e Carrera já fez participação em algumas séries como Jane the Virgin.

# Inclusive, outras queens já participaram de séries de TV e videoclipes famosos. Shangela (season 2 e 3) já apareceu em Glee e 2 Broke Girls, além de participar do clipe de “Applause“, Willian (season 4) já esteve em NCIS e The New Normal. Manila Luzon (season 3) foi destaque no clipe de “I Still Love You“, da cantora Jennifer Hudson. A amada Ongina (season 1) aparece no vídeo do hit “I Gotta Feeling”, da banda Black Eyed Peas.

# O desafio da passarela de todo programa é feito no minimo duas vezes, um com a música de fundo, e outro com a comentário dos jurados.

# O programa é gravado cerca de seis meses antes de estrear, e são gravados três finais possível. A real vencedora só é revelada quando o episódio vai ao ar, ou seja, nem as concorrentes sabem quem ganhou.

# Atualmente, os membros da Pit Crew (!!!!) são originários do aplicativo gay Scruff. Aliás, saudades Shawn Morales.

# Algumas participantes já trabalharam na indústria pornô, como Jade Jolie e Detox, da quinta temporada, e Violet Chachki, do sétimo ano. Isso sem falar de Shawn Morales e da Pearl (season 7), que tiveram imagens íntimas divulgadas na internet.

# O elenco contém também nomes conhecidos de outros realitys show. O jurado Santino Rice, que saiu do painel fixo na sétima temporada, participou do programa Project Runway, enquanto Danny Noriega (Adore Delano) e Shane Jenek (Courtney Act), da sexta temporada, participaram do American Idol e do Australian Idol, respectivamente.

# Durante a sexta temporada, o programa foi acusado de transfobia por conta do termo she-male (“traveco”, em português), usado na mensagem introdutória dos desafios para as competidoras. Essa foi apenas uma das polêmicas que o programa se envolveu.

# RuPaul’s Drag Race ganhou uma versão no Reino Unido, apresentado pela drag queen Jodie Harsh. No Brasil, o reality recebeu uma versão não-oficial, exibido no youtube, com o título Academia das Drags. O programa tem apresentação da famosa Silvetty Montilla

COM SPOILERS!

# Willam foi a única da história do programa a ser eliminada. Durante o reunited, ela confessou que isso aconteceu porque encontrou seu namorado escondido durante a competição.

# O famoso kai kai – relacionamento entre drag quens – também já rolou entre as meninas da Mama Ru. Manila Luzon, da terceira temporada, namorava com Sahara Davenport (falecida em 2011), e Sharon Needles, a campeã da quarta edição, namorou com Alaska Thunderfuck, da quinta temporada.

# Sharon Needles, a vencedora da quarta edição, foi convocada para o All Star, mas acabou desistindo e foi substituída por Pandora Boxx. O programa, que ganhará uma segunda temporada no ano que vem, contou também com Nina Flowers, Alexis Mateo, Yara Sofia, Latrice Royale, Manila Luzon, Raven, Jujubee, Mimi ImFurst, Tammie Brown, Chad Michael e Shanel.