O cinema brasileiro volta a brilhar no cenário internacional com O Último Azul, novo longa de Gabriel Mascaro que estreou na competição oficial da 75ª edição do Festival de Berlim.
Com uma trama poderosa e performances arrebatadoras, o filme já é apontado como um dos grandes destaques do evento e promete emocionar o público quando chegar aos cinemas.
O Último Azul estreia ainda em 2025 no Brasil.
O Último Azul traz uma história entre o real e o fantástico

Situado em um Brasil quase distópico, O Último Azul apresenta um futuro em que o governo transfere idosos para uma colônia habitacional para “desfrutar” seus últimos anos de vida. A protagonista, Tereza (vivida por Denise Weinberg), uma mulher de 77 anos, recusa-se a aceitar esse destino e embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar seu último desejo.
O filme mistura elementos de ficção científica e realismo mágico, criando uma atmosfera única que já conquistou a crítica internacional. Segundo Variety, O Último Azul se situa “entre a ficção científica e a fábula”, enquanto Screen Daily destacou a construção de um “futuro sombrio e hipócrita” pelo diretor e sua equipe de produção.
Aplausos e elogios no Festival de Berlim
A recepção do filme na estreia foi extremamente positiva. Após a exibição no último domingo (16), O Último Azul foi ovacionado pelo público e teve sua força narrativa reconhecida pela crítica. David Mouriquand, do Euro News, chegou a afirmar que o longa tem grandes chances de levar o Urso de Ouro, descrevendo-o como “um triunfo que toca e preenche o coração”.
Os elogios também recaíram sobre a atuação de Denise Weinberg, que, segundo a crítica, entrega uma performance comovente e cheia de camadas. A trilha sonora e a fotografia, que exploram a beleza da Amazônia, foram outros pontos exaltados.
Elenco e produção internacional
Além de Weinberg, O Último Azul conta com um elenco de peso, incluindo Rodrigo Santoro, Miriam Socarrás, Adanilo e Rosa Malagueta. A produção também se destaca pela sua abordagem regional, com grande parte dos atores e equipe técnica vindos do Norte e Nordeste do Brasil.
Apesar de ser essencialmente um filme brasileiro, O Último Azul é uma coprodução internacional, envolvendo Brasil, México, Chile e Países Baixos.
A distribuição no Brasil ficará a cargo da Vitrine Filmes, com previsão de estreia ainda em 2025.
O impacto e a mensagem do filme
Durante a apresentação no Festival de Berlim, Gabriel Mascaro revelou que a inspiração para o filme veio de sua própria avó, que aprendeu a pintar aos 80 anos. “Isso me fez refletir muito sobre envelhecimento e sobre como podemos nos reinventar em qualquer fase da vida”, comentou o diretor.
Com uma história emocionante, personagens cativantes e uma abordagem sensível sobre a passagem do tempo, O Último Azul promete ser um dos grandes filmes brasileiros do ano.
Agora, resta esperar pelo dia 23 de fevereiro, quando será anunciado o vencedor do Urso de Ouro. Será que o Brasil sairá consagrado?
Seja qual for o resultado, o filme já marcou seu espaço e reafirma a força do cinema nacional no cenário mundial.