Oito livros que deveriam ser adaptados para a TV – Parte 2

A última coluna do ano no Da Estante para a TV traz mais quatro livros que merecem ganhar uma adaptação na TV, encerrando o especial iniciado semana passada. São tantas obras literárias que merecem uma chance na televisão (ou no cinema, teatro, etc.) que fica difícil montar uma lista com apenas oito possibilidades. Praticamente todos os livros de Stephen King e Bernard Cornwell (só para citar dois exemplos) têm grande potencial para virarem séries de TV. Além disso, há os novos livros de J.K. Rowling que começam a ganhar as telas, Desventuras em Série está perto de se tornar série do Netflix e uma porção de HQs toma a  televisão de assalto. Ainda assim, sempre há espaço para uma boa história, e aqui vão algumas boas possibilidades.

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Odisseia, de Homero

Vários bons livros e séries já estão em curso para virarem séries de TV. Desventuras em Série, por exemplo, certamente estaria nesta lista, mas o Netflix já garantiu a adaptação, assim passou de possibilidade para certeza. Novembro de 63, outra obra de Stephen King, também vai virar minissérie. As opções pareciam ter se esgotado. Eis, então, que lembro Odisseia, de Homero.

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Um dos maiores épico concebidos pela humanidade, Odisseia nasceu como poema, mas já virou prosa e também conheceu as telas da TV e do cinema (E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, de Joel e Ethan Coen, é livremente baseado na Odisseia). O escopo da história é tão vasto que poderia facilmente virar uma boa e longa série de TV. Netflix e HBO parecem os lares perfeitos para abrigar uma série deste tamanho, cheia de seres fantásticos e momentos grandiosos. Game of Thrones já provou que épicos de fantasia são garantias de boa audiência e sucesso crítico. O maior dos épicos gregos merece, há bom tempo, uma caprichada adaptação. (Matheus Pereira)

 

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O Turno da Noite, de André Vianco

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A trama tem início quando o vampiro ancião Ignácio oferece proteção e ensinamentos a quatro mortos-vivos recém abraçados em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado de São Paulo,trazendo uma mistura suspense e ação com um pouquinho de gênero policial. Ver como vampiros que não desrespeitam a mitologia clássica seriam representados visualmente em terras brasileiras é no mínimo curioso.

A trilogia serve como uma espécie de sequência ou spin-off para a história iniciada em “Os Sete” que teve continuidade em “Sétimo”, o que daria boas chances aos roteiristas de expandir as barreiras narrativas d’O Turno da Noite. O autor também é responsável pelas sagas “O Vampiro-Rei” e “As Crônicas do Fim do Mundo”.

Vale lembrar que André Vianco tem sua própria produtora e até já produziu um episódio piloto de “O Turno da Noite” que chegou a ser exibido para fãs em salas de cinema. Atualmente desenvolve projetos para a TV que seguem em sigilo.(Rubens Rodrigues)

 

Mr. Mercedes, de Stephen King

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São várias as obras de Stephen King que merecem ganhar as telas de cinema e da televisão. Não é à toa, por exemplo, que outra criação do autor já foi citada na primeira parte desta edição especial de Da Estante para a TV. A bola da vez é o Detetive Bill Hodges, protagonista da nova trilogia criada por King.

O primeiro livro da série, Mr. Mercedes, nos apresenta Hodges, um detetive aposentado que recebe uma carta de um misterioso e sádico assassino foragido anos antes. O tal maníaco atropelara várias pessoas em uma calçada usando uma Mercedes e nunca fora pego. Mais tarde, resolve desafiar o detetive que entra no jogo psicológico do sujeito. No segundo livro o enfoque é outro, mas Hodges segue como o protagonista da trama.

Esta pode ser a primeira inclusão de King pelo mundo dos detetives e dos mistérios a serem solucionados. Só por isso já merece atenção e espaço em alguma mídia. A TV parece perfeita e talvez seja questão de tempo até alguém perceber o potencial da história. O primeiro livro da série já foi lançado nos EUA e o segundo está programado para 2015. A trilogia segue inédita no Brasil. (Matheus Pereira)

 

O Instinto de Morte, de Jed Rubenfeld

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A narrativa tem início em 16 de setembro de 1920, data que ficou marcada pelo primeiro grande ataque terrorista aos Estados Unidos. O interessante aqui é que apesar de a história conter armadilhas narrativas, como misturar realidade com ficção (o que a série Manhattan faz bem), Jed Rubenfeld nos entrega um romance muito bem escrito com ares de thriller noir.

Seria curioso ver a caracterização de Sigmund Freud e Marie Curie, personalidades reais que também figuram como personagens importantes dentro da obra. Mesmo sendo uma trama fechada, “Instinto de Morte” é sequência de “A Interpretação do Assassinato” – ambas contam com o mesmo protagonista. Ideal para ser adaptado como minissérie, algo comum entre canais como HBO e A&E. (Rubens Rodrigues)