Once Upon a Time – 4×15 – Enter the Dragon

OUAT

Imagem: Banco de Séries

Protagonistas são o centro de qualquer produção e sempre, ou pelo menos deveria ser sempre, têm o objetivo de serem desenvolvidos em seus respectivos shows. Não digo que  Once Upon a Time não dá esse desenvolvimento, porque se compararmos o núcleo principal desde a estreia da atração houve um desenvolvimento maravilhoso. Mas como desenvolver, de forma coerente, os personagens “da casa” e os personagens convidados? Como estabelecer uma história agradável para o público, principalmente o crítico, sem que haja pressões de ambos os lados?

Digo isso porque presenciamos, infelizmente, um desenvolvimento horrível, ao meu ver, no episódio passado. Comentei o quão forçado acho a ideia de que todos os personagens tem um passado ligado à Floresta Encantada, mesmo que seu universo não seja lá e nem perto – vide exemplo Cruella. Para quem tinha algum receio de dúvidas sobre a capacidade de se desenvolver os personagens de forma coerente – aka esse que vos escreve – a produção dá um belo de um tapa na cara – ou como diria Adam e Pharrel no The Voice,foi uma velhinha da Igreja que chegou dando bolsadas em todo mundo“. Se as vilãs mais amadas do mundo ficcional são incríveis juntas, imagine isso quando Regina é inserida na história?

Regina é a personagem mais amada da série, e disso não há sombra de dúvidas. O passo dela nunca foi totalmente revelado, principalmente pelo elemento de sempre unir as histórias e desenvolver algo aproveitável no presente. Mas, sabemos das atuais intenções da personagem e tudo o que lhe pode acontecer. Claro que ela deseja, mais que tudo, se tornar uma pessoa boa e deixar o passado onde ele deve estar: no passado. A inexistência de métodos para descobrir o que Cruella, Malévola e Úrsula estão planejando forçaram, de maneira magnífica, a inserção da Evil Queen no clã. Mas a dúvida de todas as vilãs, se ela seria capaz de deixar o lado do bem, não é restrito a elas: Emma, Snow, Charming e nós, públicos, estamos com uma insegurança inexplicável.

Não é que não conheçamos a índole atual dela. Mas existe um ditado, ou não existe um ditado é só uma questão de lógica mesmo, de que um viciado sempre retoma ao seu vício. Claro que existem exceções, e torçamos para que ela seja uma: mas um estuprador – olha o nível da comparação – sempre tem a tendência a voltar a estuprar alguém. Assim também é uma vilã: mesmo que várias coisas boas aconteçam em sua vida e existe um desejo de permanecer boa, porque não voltar as antigas práticas para conseguir algo desejado, no caso encontrar o Autor?

Considerações Finais:

  • O modo como Regina fortaleceu Malévola a voltar a ser o que ela era… Tempo!
  • O encontro de Regina e Mr. Gold *-*
  • Emma protegendo Regina *-*

 

Robin is back? How?

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Alex Fonseca

Seriador por amor, engenheiro por profissão e louco por adesão. Iniciei essa adorável vida de seriador há alguns anos e, como qualquer pessoa, já perdeu muitas noites de sono, não estudando, o que deveria, mas vendo séries. Não recusa na sua grade um bom sci-fi, mas não tem nada melhor que um procedural.