Once Upon a Time – 6×13 – Ill-Boding Patterns

Imagem: Banco de Séries

Realmente minhas esperanças com a série estão cada vez mais baixas. Não sei bem qual a intenção dos roteiristas e produtores, mas cada decisão me desanima ainda mais. Uma sequência de eventos completamente ilógicos que destrói a identidade da série a cada minuto. Quem lê isto às vezes pode pensar: “Mas que pessimismo quanto à série”. Na verdade é simplesmente uma visão sobre algo que já me encantou de modos inimagináveis. Once Upon a Time merece um fim justo e espero que não demorem tanto para que isto aconteça.

Para um grande fã, as vezes é difícil superar uma perda. Um exemplo claro disso na série foi Robin. O personagem era responsável pela felicidade da queridinha de todos nós e isso já bastava para ganhar pontos com os fãs. O que estão tentando fazer por agora não chega perto do que o personagem foi e só mancha o nome dele. Tudo bem que ele não era o melhor herói, mas é de longe um dos piores vilões. Não consigo enxergar ele da forma que vejo Evil Queen ou Rumple. O respeito por um personagem assim cai muito com o tempo. O pior de tudo é ver a história empurrando Regina para cima dele como se ela fosse indefesa. Saudade do tempo em que nada nem ninguém ficava à frente de seus sonhos. A verdade é que sua separação da personalidade má, tirou um pouco de sua garra e tomada de decisão sobre a vida.

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Imagem: Banco de Séries

E em matéria de destruir grandes personalidades, nossos produtores estão fazendo escola. Baelfire sempre foi o maior exemplo de coragem e bravura na série. Tudo que vivemos nas primeiras temporadas, desde seu amor por Emma ou o abandono de Rumple, tudo foi motivo de incorporar uma incrível empatia ao personagem. Agora eles querem, sem mais nem menos, mudar com o que foi atribuído à ele. Começando pela troca do ator, que já quebrou um pouco do clima dos flashbacks. Não satisfeitos, o colocaram com uma índole duvidosa em uma tentativa de “defesa” de Rumple. Para finalizar, o fizeram assassino infantil, comprovando que maldade é sim uma questão genética. As coisas estão tão feias que mexer no passado de um herói é fichinha pra eles.

Enquanto o filho não agrada, o pai também não faz por onde. Mesmo que nosso querido Senhor das Trevas ainda esteja presente, salvando nossos flashbacks, sua personalidade do presente não faz jus ao tempo de cena. Essa coisa de colocar Rumple no lado do bem, para depois mostrar que sua personalidade má nunca o irá abandonar já ficou para trás. Toda temporada temos a mesma coisa e realmente já está mais do que cansativo. Espero que a presença de seu segundo filho realmente seja sua redenção final e mais um passo para o encerramento do show, porque como diria Kátia: “Não está sendo fácil…”.

O desespero realmente está batendo mais forte do que devia. Depois de perderem Evil Queen por um ou dois episódios, finalmente voltaram com a grande personagem para ver se equilibra um pouco mais as coisas. Achei bem WTF a situação que levou ao retorno e ainda mais tedioso a união da personagem com a versão má de Robin. Até que faz um pouco de sentido, afinal, como diz a série, todos temos o direito de encontrar um final feliz. Mas, ainda sim, algumas cenas parecem bem desesperadoras. Estou falando isso porque nem prefiro comentar sobre o pedido de casamento mais fail do mundo que rolou neste episódio.

Espero que o episódio da próxima semana busque redenção com os fãs. A luta entre as duas personalidades de Regina finalmente acontecerá. A vingança da EQ já não tem tanta empolgação e sentido. A série se arrasta cada vez mais. Precisamos urgentemente de injeções de ânimo. Será que é tão difícil assim surpreender um pouco a quem tanto dá valor? Espero que não… Nos vemos na próxima semana com mais um episódio e espero que vocês aguentem firme comigo até lá HAHAHAHHA. Um abraço e até mais! 😀

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Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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