Once Upon a Time – 6×01 – The Savior

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Imagem: Banco de Séries

Sempre que um episódio novo de OUAT chega, ocorre uma explosão nostálgica em minha mente. Lembrar as velhas e boas histórias da infância, quando ligava o VHS para assistir os clássicos Disney em uma manhã fria ao acordar, é extremamente prazeroso para mim. E por mais que a série tenha passado por seus altos e baixos, por mais que as histórias se misturem em um contexto ilógico e empolgante, o sentimento prevalece. O retorno da sexta temporada trouxe inúmeras dessas recordações a minha mente…

O episódio como um todo foi bem apresentado, não entregando o ouro dos plots que serão trabalhados durante a temporada, mas sem deixar tudo em um angustiante mistério. Um exemplo claro disso foram as pequenas informações soltadas a respeito da condição atual de Emma como Savior. As cenas iniciais de Aladdin, a conversa com Mr. Hyde, os “esclarecimentos” da Oráculo, as visões de sua morte… Tudo minuciosamente jogado para mostrar que realmente toda magia vem com um preço.

Inclusive, quando mencionaram a presença do Oráculo, e sua forma física de uma jovem garota, me recordei um pouco dos livros de Percy Jackson, e imaginei como seria interessante uma parceria futura da série com a história literária. Mas, voltando a realidade, a condição de Emma linka muito a história da protagonista ao povo da Arábia, principalmente com o protagonista Aladdin, que já é uma especulação na série há algum tempo.

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No meio de tanta confusão, Mr Hyde me aparece como um vilão exemplar. O antagonista não utiliza de truques espalhafatosos ou armadilhas extremas para se sobressair em relação aos heróis da história. Apenas um jogo de palavras e ele já desestabiliza seu oponente. Isso mostra o quão frio e calculista o personagem é e me leva a crer que tem tudo para ser um dos clássicos antagonistas da série. Um exemplo claro de sua esperteza está na cena do diálogo com Emma na prisão, que, ao meu ver, só perde em termos de produção para a cena final do episódio, da qual irei comentar em breve…

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Imagem: Banco de Séries

Lembra do clima nostálgico que comentei ali em cima? Pois é, se eu tivesse que descrever uma cena clássica deste episódio que me trouxe lembranças, com certeza seria a de Rumple e Bela. A dança no castelo da “fera” ao som de Tale As Old As Time marca uma grande cena do clássico filme, principalmente pela caracterização dos personagens. Eu sei que não é a primeira vez que essa cena aparece na série, mas o contexto deste episódio relembra muito mais o filme, com o modo que Bela se apaixona por Rumple.

Mas não só de felicidade vive um homem, e rapidamente toda a magia da dança cai ao chão. Achei incrível o modo que abordaram Morpheus no contexto. Esperava algo mais desconexo com a história, mas trabalhar a ligação do filho de Bela com seu despertar foi genial. Ainda não consegui captar se o filho deles se personificará como o Deus do sono, ou se apenas tem o poder suficiente para aparecer aos seus pais com aquele aviso. Mas seja o que for, sabemos que mais uma relação de amor/ódio familiar cai sobre Rumple.

O clímax realmente é o ponto mais alto de uma narrativa, e como souberam trabalhar bem a situação neste episódio. Provavelmente, um dos diálogos mais corretos e profundos entre duas personagens da série se deu no fim, quando Snow e Regina tem seu diálogo. A relação de ambas descrita em breves e fortes palavras marca o começo de um novo tempo na vida de ambas as personagens. E o mais incrível é ver como elas utilizam de marcas do passado para guiar o futuro de suas histórias.

No fim, a produção do episódio foi bem orquestrada. Claro que os efeitos especiais juvenis ainda se fazem presentes, mas em matéria de desenvolvimento e relação entre cenas, tivemos um grande avanço. A nova temporada retorna com boas premissas, mas tenho um receio quanto aos vilões. Espero que trabalhem os antagonistas na temporada em seus respectivos desejos e focos, sem inventar uniões mirabolantes para um mal comum. Levando isso em consideração, a expectativa quanto ao retorno é positiva.

Espero que voces tenham gostado tanto quanto eu, e que tenhamos uma temporada tranquila e sem desapontamentos. Vejo vocês na próxima semana 😀

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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