Embora a história de Uma Casa na Pradaria se passe nas vastas planícies do Kansas em 1869, a nova adaptação da Netflix foi filmada longe dali. Para recriar o universo criado por Laura Ingalls Wilder, a plataforma escolheu uma região conhecida por suas paisagens cinematográficas e investiu pesado na construção de cenários que dão vida ao Velho Oeste americano.
Além das locações naturais, a produção ergueu cidades inteiras e reconstruiu a famosa cabana da família Ingalls, tornando a série uma das produções de época mais ambiciosas da Netflix em 2026.
Uma Casa na Pradaria foi filmada no Canadá

Apesar da ambientação nos Estados Unidos, Uma Casa na Pradaria foi gravada principalmente na região de Calgary, na província de Alberta, no Canadá.
A escolha não aconteceu por acaso. Alberta reúne enormes campos abertos, rios, florestas e montanhas que lembram as paisagens descritas por Laura Ingalls Wilder em seus livros. Há décadas, a região é utilizada por Hollywood para produções ambientadas no século XIX justamente por oferecer cenários naturais preservados e capazes de reproduzir o interior americano sem depender de muitos efeitos visuais.
Além disso, o Canadá oferece uma estrutura consolidada para grandes produções e incentivos fiscais que ajudam a reduzir os custos de filmagem.
A Netflix construiu praticamente uma cidade inteira
Embora as paisagens sejam reais, boa parte do que aparece na série foi construída especialmente para a produção.
A equipe liderada pela showrunner Rebecca Sonnenshine decidiu não depender apenas de cidades cenográficas já existentes. Em vez disso, criou um enorme complexo que reproduz a pequena comunidade de Independence, no Kansas. Casas, ruas de terra, cercas, celeiros, comércios e outros edifícios foram erguidos do zero para transmitir a sensação de uma comunidade ainda em formação, exatamente como era a vida dos pioneiros naquela época.
Essa decisão também permitiu que a produção tivesse liberdade para posicionar cada construção de acordo com a narrativa dos livros.
A famosa cabana da família Ingalls também é real

Um dos cenários mais importantes da série é a casa da família Ingalls. Em vez de recorrer apenas a estúdios ou computação gráfica, a Netflix construiu uma cabana funcional inspirada diretamente nas descrições presentes nos livros de Laura Ingalls Wilder.
Cada detalhe foi pensado para transmitir autenticidade: paredes de madeira, móveis simples, utensílios da época e um ambiente pequeno, refletindo as dificuldades enfrentadas pelos pioneiros que cruzavam o Oeste americano.
O objetivo era fazer com que o espectador sentisse que aquela família realmente vive naquele espaço.
A série também recriou o território da Nação Osage
Uma das grandes diferenças da adaptação da Netflix em relação à série clássica dos anos 1970 é a forma como retrata os povos indígenas. Para isso, a produção desenvolveu cenários próprios que representam o território da Nação Osage, consultando especialistas e consultores culturais indígenas durante todo o processo.
O resultado é uma representação mais cuidadosa e historicamente consciente, mostrando que aquelas terras já eram habitadas muito antes da chegada da família Ingalls.
Essa escolha também amplia a narrativa da série, apresentando diferentes perspectivas sobre a expansão para o Oeste.

Paisagens naturais se tornam um dos grandes destaques
As locações em Alberta ajudam a transformar a natureza em um dos personagens da série.
Os campos intermináveis, rios, áreas de mata e horizontes praticamente sem fim reforçam tanto a beleza quanto a dureza da vida na fronteira americana.
Em muitos momentos, a fotografia utiliza planos abertos para destacar o isolamento vivido pela família Ingalls, enquanto as mudanças climáticas e o relevo ajudam a transmitir os desafios enfrentados diariamente pelos pioneiros.
A produção aposta na autenticidade
Além dos cenários, a equipe investiu em figurinos, carroças, ferramentas agrícolas e objetos produzidos especialmente para reproduzir o período histórico.
Em vez de romantizar completamente a vida na fronteira, Uma Casa na Pradaria busca mostrar um cotidiano marcado por trabalho pesado, escassez de recursos e constantes desafios, sem abrir mão do espírito otimista que tornou os livros de Laura Ingalls Wilder um sucesso mundial.
O resultado é uma adaptação que utiliza cenários reais, construções práticas e paisagens naturais para transportar o público diretamente para a América do século XIX, fazendo da ambientação um dos maiores trunfos da série da Netflix.


