Orange Is The New Black – 4×03 – (Don’t) Say Anything

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Imagem: Banco de Séries

 

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Apesar do título, “(Don’t) Say Anything” se manteve verborrágico, no melhor sentido, além de trazer mais doses cômicas do que o seu anterior, a começar por seu início, com Taystee, Crazy Eyes e Morello limpando o chão e conversando sobre “M&Ms“. Poor, Lorna. Mas falemos disso mais adiante.

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Os apelidos em Litchfield são tão arraigados que os próprios comissários não fazem ideia dos nomes verdadeiros das detentas. E aí que chamam uma tal de Tasha pelo alto falante e nem ela própria se deu conta. Taystee é a nova secretária do Diretor de Atividade Humana. E já está divertido. OK, a justificativa dada por Caputo a Piscatella para ter escolhido Jefferson é bem escrota, sexista e foge ao seu papel de líder daquela instituição, o que cabe muito bem na dualidade que Caputo transmite. Enfim, Taystee está brilhante em sua nova função. E por mais que Soso tenha certo ponto ao trazer uma crítica à função de secretária exercida estritamente por mulheres, para as detentas é uma ascensão ir da limpeza ao secretariado. Tanto que causou certa inveja das outras, considerando uma forma de privilégio o novo emprego de Jefferson.

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Em outros cantos do presídio, no jardim-hortinha-cemitério-de-capaganga, uma esperada tensão entre Judy King e Red se inicia, muito por conta de Healy, é claro, que leva King para território russo e deixa o embate pronto para começar. Mais uma vez, questões do privilégio que tem sido dado à celebridade culinária são levantadas. Também ali mais um desentendimento teve início, também envolvendo King.

Todo mundo já percebeu como Poussey se comporta perto de sua ídola da televisão (eu te entendo, miga!), e aí que na melhor das intenções, porém, do pior jeito, Soso tenta ajudar sua amiga especial a se aproximar de King contando uma mentira escabrosa, baseada em estereótipos e preconceitos. Afinal, quem conhece Poussey há mais tempo do que Soso sabe muito bem das origens da garota. E mentira tem perna curta, já diziam todas as mães desse Brasil. King deu abertura, Poussey se aproximou, descobriu o que Soso tinha falado, ficou brava, Soso fez a fofa romântica, Poussey apaixonada que está perdoou e as duas seguem com o romance. O que se tira disso tudo? O flashback sobre Soso que deixou uma pergunta: qual foi seu delito? Mentir compulsivamente?

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E já que se falou em relacionamento amoroso, vamos a Morello e Vince. Há dois episódios Lorna tem aparecido pouco e quando aparece é para falar de seu marido e se chatear com as companheiras que não dão atenção. Pudera. No começo era até bonitinho ver o romance dos dois e as sessões de sexo por telefone ou na sala de visitas ficam entre o bizarro e o pastelão. Alguém tem que avisá-la que o romance não está tão saudável e tão real assim, ainda mais para alguém com o histórico de Lorna. Nicky, cade tu, mulher?

Sobre outros relacionamentos, parece que Piper descolou sua guarda-costas particular e julgou eficaz continuar na vibe thug life. E é engraçado ver que Hapakuka, apesar de ter topado se tornar uma aliada de Chapman, não deixa de mandar umas alfinetadas muito boas!

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Ainda sobre Piper, que não tem conseguido trocar mais do que duas palavras com Alex e isso visivelmente a incomoda (às duas, na verdade), a empreendedora de Licthfield começou a ver o início do fim de seu panty business, não fosse só pelos novos rumos da administração nem pelo início das demissões, mas principalmente pelo levante das latinas.

Está posta a arena: Chapman x Ruiz – Piper vai precisar comer mais feijão com arroz do que torrada, além de descolar um trato melhor do que ovomaltine para segurar essa barra.

Águas turvas também estão chegando em dois outros pontos, um ligado ao outro. Caputo e Linda Ferguson, a gerente de aquisições efusiva da MCC, têm demonstrado estarem interessados um pelo outro. Chegaram a marcar um encontro (obrigada, Taystee) e sentiram que há química entre os dois. Todavia, caso se tornem um casal, o que não parece estar muito longe, talvez as coisas não se desenrolem muito bem. Parece que há uma grande possibilidade de conflito de interesses no ar para um futuro próximo.

E aí que vamos para o conflito derivado. Linda ficou mega empolgada e deu total apoio à ideia de Caputo de contratar veteranos para trabalhar como guardas em Litchfield, lá no segundo episódio. Disciplina pode até cair bem, entretanto, a tensão já está nas alturas com as medidas de Piscatella e veteranos metidos a chefões autoritários podem piorar os conflitos.

Agora, o momento auge do episódio foi a retomada do cadáver debaixo do jardim. Por mais que Alex tenha feito de tudo para manter Whitehill calada, a paranoia de Lolly só aumentou, Vause só faltou infartar a qualquer momento e Frieda, bom Frieda deu a solução que poderia ser esperada dela, não menos hilária, é claro.

E, por enquanto, seguimos sem Sophia.

OBS: Interessante a ideia de mostrar o que os ex-comissários estão fazendo da vida pós-Litchfield. Um enredo de segundo plano que pode dar mais camadas à séries.