Orange Is The New Black – 5×03 – Pissters!

Imagem: Netflix/Reprodução

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“A quem possa interessar.”

Onde é que assina para apoiar a lista de demandas das detentas de Litchfield?

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Num ápice espetacular, uma união entre as detentas por objetivos em comum que vinha se construindo até então, ganhou um corpo de revolução democrática e, o mais importante, em conjunto. Com uma cena muito aguardada – pelo menos por mim – vimos as mulheres se unirem por demandas básicas e urgentes, além de outras mais supérfluas, mas quem sou pra julgar? Para além de salgadinhos e chocolates, pontos como anistia para todas as envolvidas na rebelião, fim das revistas aleatórias, guardas treinados e capacitados, alimentação mais saudável, visitas conjugais e até coisas que para uma mulher não inserida no sistema carcerário parecem tão banais, como absorventes gratuitos. Eu me arrepiei na sequência em que Abdullah lê em voz alta a lista de demandas. São pedidos tão básicos que vão de encontro ao que em nossas vidas encontramos em quantidades significativamente abundantes. Fora que em termos de roteiro e de montagem foi uma preciosidade!

Devo destacar que todo esse senso de coletividade e de politização teve um forte empurrão de Gloria, Abdullah e Ruiz. Aliás, principalmente,  das duas primeiras. Ruiz teve o bom senso de entender que elas precisavam se unir, mas foi Abdullah quem fez o seu grupo enxergar que suas vozes unidas era muito mais fortes e foi Gloria quem de fato trouxe uma demanda que se tornou urgente a partir do momento em que elas iniciaram a rebelião. Repito o que disse lá na review  de “Riot FOMO”,  quando apontei que Gloria estava tão ligada na rebelião por uma preocupação com Daya, mas também apontei que não era somente isso e foi o que vimos aqui.

Imagem: Netflix/Reprodução

Outro pontos altos do episódio tem a ver com a morte de Poussey. Primeiro com aquela emotiva reação de Suzanne ao chegar no refeitório e ver a área que considera sagrada ignorada, e segundo com a frustração de Taystee ao descobrir que a prisão de Bayley pela morte da amiga não estava entre as prioridades da população de detentas. Mas calma lá, Taystee, democracia não é uma porcaria. As pessoas que são.

Uma coisa já está certa nesta temporada: as surpresas estão vindo a galope. Pensem na surpresa que foi dar de cara com um flashback sobre Linda da MCC, agora Amelia Von Barlow. Aliás, o trio formado por ela, Vause e Piper se mantém como o grande alívio cômico em meio a toda tensão da rebelião. E se em “Fuck, Marry, Frieda” (5×02),  já haviam começado a apontar as incongruências de Linda, agora elas vieram com uma explicação de origem de seu comportamento e de sua formação moldada nas irmandades das universidades norte-americanas. E foi um bom ponto de  virada da personagem quando ela, do alto de seus privilégios, passa  a querer fazer parte da rebelião junto com as detentas.

Enquanto isso, Judy King continuava sua cruzada rumo ao além-muros, agora foco de Yoga Jones e companhia, completamente incomodadas com toda a mordomia de King; e os guardas, feitos reféns, se revezavam entre apontar culpados e construir uma estratégia de fuga. Houve Bayley também, tendo um comportamento esperado, se entregar diante de uma culpa que o consome, mas ridicularizado pela polícia que não deu moral para o que o rapaz falava, muito provavelmente por ser branco e bem afeiçoado.

A noite chegou a Litchfield e com ela um grande episódio que apenas indicou um início oficial de uma rebelião, que longe de acabar. Durmam se for possível.

P.S.: O texto de OITNB é tão maravilhoso que eles conseguem inserir um zoeira com a semelhança entre a Taylor Schilling e Kate Perry, além de tornar Luschek um especialista na atuação de Leonardo DiCaprio.

P.S. 2: Big Boo vestindo o terno de Caputo já se tornou um dos momentos mais icônicos da série.

P.S. 3: Já passou da hora de pararem com a romantização do relacionamento entre Dogget e Coates, mas meu palpite é que tanta delonga há de ter um motivo.

P.S. 4: Flores e Red estão ma-ra-vi-lho-sas!

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