Orange Is The New Black – 5×08 – Tied to the Traintracks

Imagem: Netflix/Reprodução
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“Só se quebra o vidro em caso de emergência.”

Chegamos à segunda noite da rebelião e depois de passarmos por um episódio sem flashback, abrimos ala mais uma vez para Daya. E agora fomos mais longe em sua história, indo até sua adolescência de menina média e “diferentona”, curtindo os dias com os amigos na rua, enfrentando o jeito excêntrico da mãe em casa. Não estou aqui defendendo Aleida ou seu jeito seco e controverso de criar os filhos, mas Aleida, a seu modo, ama a filha e é capaz de tudo por ela. Entretanto faltou na relação um respeito às individualidades. Se por um lado Aleida tinha pouco tato para lidar com a filha, Daya, muito pela pouca maturidade emocional, não conseguiu tomar para si sua personalidade nem aprendeu a lidar com a consequência de seus atos.

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Sempre culpando a tudo e a todos por suas escolhas, tenham sido elas quais tenham sido, Daya sempre deixou que todos tomassem as decisões por ela e reclama quando as coisas não saem do jeito que esperava. Foi assim sua vida toda. E eu tenho que concordar com Gloria – que por sinal está maravilhosa nesta temporada: quem puxou o gatilho foi Daya, apesar de todas que estavam ali estarem envolvidas e além de achar que tudo é fruto da opressão e do abuso dos guardas.

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E Daya não foi só  ponto forte da estrutura do episódio, ela determinou o destino da rebelião. Isso pois por força da mídia, resolveram colocar Judy King e Aleida Diaz lado a lado, numa espécie de lado A e lado B da vida na prisão. Logo com quem, Aleida que tudo fala e tudo aponta. E como suas considerações foram excepcionais!  Aleida rasgou ao apontar as discrepâncias de tratamento que existem dentro da penitenciária e ainda apontou dedos para a atual administração inserida na lógica do setor privado. Ma-ra-vi-lho-sa. O êxtase veio com sua fala sobre a reabilitação das detentas e sobre reinseri-las à sociedade não é rentável. Entretanto no meio do caminho havia King e sua postura a ser mantida. Então uma fala de Piscatella, de episódios atrás, ecoou: “você não conhece Judy King” (ou algo do tipo, perdoem minha memória).

A revelação de que um guarda havia sido baleado, sem qualquer explanação sobre o contexto, afetou diretamente a excelente e lacradora negociação que Taystee estava carregando. Como a temporada está repleta de surpresas, enquanto as meninas sonhavam com quem enviariam para as negociações, ninguém mais, ninguém menos do que Ms. Figueroa surge com todo o seu glamour mequetrefe e sua pompa arrogante. Então aquele embate passivo-agressivo majestoso se instaurou e tudo naquela primeira sequência da negociação foi fantástico, especialmente a postura e o domínio da situação de Taystee. Algo que perpetuou até à fatídica revelação de que Humps havia sido baleado.

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Imagem: Netflix/Reprodução

Foi quando tivemos uma virada  no episódio, e um clima de esperança de que as demandas seriam atendidas deu lugar a um conflito ético e moral. Em nome de um propósito, prejudicar um indivíduo ou toda uma coletividade. Questão difícil que só permite uma resposta de quem está inserido no contexto. Logo, a cúpula decidiu o que julgou ser menos danoso para o todo. Afinal, estava em jogo a anistia de todas. Difícil. E aí é que o roteiro mostra mais de sua potência e mais de suas personagens com Vause alfinetando os pesos e as medidas de Piper.

Em paralelo, tivemos três momentos muito impactantes ao longo do episódio com a luta de Gloria para saber mais sobre seu filho internado e até recorrendo a Caputo; Dogget sendo perseguida e terminando o episódio sendo enfiada no Poo; e Suzanne amarrada à cama. Na contramão, para aliviar a tensão, Flores e Red seguem sendo o grande alívio e descobrir que Red estava se drogando sem saber e ter Nicky como um porto seguro foi uma reviravolta na relação das duas.

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Só sei que a sequência final foi um anúncio de coisas piores virão e a cena final me deu um arrepio na espinha, consolidando um forte episódio. Reparem que não disse incrível. Disse forte. A montagem me incomodou um pouco e isso afetou o ritmo de “Tied to Traintracks” (5×08).

Curiosidade: Embasbacados com a semelhança entre Daya adulta e Daya adolescente? Mãe e filha, gente. A atriz que fez a Daya jovem é filha da Dasha Polanco. É tão bom quando eles se preocupam com essa continuidade.

 P.S.: Quantas vezes é possível se quebrar um nariz? Dwight responde.

P.S. 2: Pornstache continua o mesmo idiotão, né?