Orphan Black – 3×01 – The Weight of This Combination

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Imagem: TV After Dark


 

Ufa, ainda estou sem fôlego!

Vou confessar uma coisa para vocês, como uma boa reviewer, eu tenho o costume de ver o episódio com o bloco de notas sempre aberto, para assim já anotar algumas coisas que preciso destacar no texto. Vocês não imaginam o tamanho de bloco de notas desse episódio. Posso dizer que é maior do que todas as anotações da segunda temporada juntas. E ter isso de novo – como tínhamos na primeira temporada – é bom demais.

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Foi uma enxurrada de informações, tensão, descobertas. Tudo começou com o utópico “chá de fraldas” de Helena, ao lado de suas irmãs, com cupcakes de Alison, com churrasco de Fêlix, com presente de Sarah e com Cosima cheia de saúde. Estava tudo muito lindo, num tom de cores nunca vistas, mas isso é Orphan Black meus amigos, e não demorou muito para o tom noir voltar, e percebermos que era tudo um sonho de Helena.

Nesse momento percebemos duas coisas importantes para a trama: nenhum espaço de tempo se passou, estamos seguindo exatamente a partir do ponto de finalização da segunda temporada; outro ponto importante é o quanto Helena evoluiu. Vocês lembram que no final da primeira temporada o que mais queríamos é que ela sumisse? Então, dessa vez eu estava aflita pensando com o que aconteceria com ela. Helena passou de uma assassina fria e solitária para alguém que finalmente conheceu o valor e a diferença que uma família faz. Ao lado de suas “sestras” ela se completa, mas como será quando ela descobrir que foi entregue ao Projeto Castor em troca de quem mais ama?

Ainda não entendemos qual é a do Projeto Castor, e Ari Millen ainda não é nenhuma Tatiana Maslany. Mas com o pouco que sabemos sobre o segredo dos militares, já confirmamos que sim, Paul é um espião. Eu só fico impressionada de como ele conseguiu nos enganar? De um monitor meio bundão comandado por Leekie, Paul passou para alguém de confiança ao estar sempre disposto a ajudar Sarah. Mas ele precisa explicar exatamente o que ele quer com Helena. E se ele estava envolvido com o Projeto Castor, e todos os clones masculinos se conhecem e sabem que são clones, como que aquela vez que ele encontrou Mark no bar – quando Helena conhece Jessie após fugir da seita – eles pareciam dois estranhos?

Pois é, algumas coisas não ficaram bem explicadas, mas uma coisa sim, Rachel é uma bitch, caolha ou não, e sim, tudo que ela queria era Kira. Para isso contratou Ferdinand, o limpador da Topside, para fazer uma reedição da chacina de 2006 em Helsinki. Todas as nossas amadas clones – e suas famílias – seriam mortas, só Kira sobraria, e ela enganaria Marion. Só que ela não contava com a presença de Delphine, que agora está lisa, esperta e cruel (doeu em mim aquele aperto no curativo de Rachel). Ela se uniu a Sarah e Alison, e tivemos mais um show de interpretação de nossa menina Tatiana, com Sarah se passando por Rachel e Alison se passando por Sarah, foi lindo!

Ao citar Delphine podemos falar um pouco dos shippers da série. Alison e Donnie estão melhores do que nunca, agora que os dois pararam com os fingimentos, é maravilhoso ver como se completam. São dois psicopatas suburbanos com uma trama a parte que só engrandece a série. Do outro lado temos o shipper mais famoso e cheio de torcida, CoPhine, e vamos confessar, foi de cortar o coração aquela conversa, aquele “eu te amo” no escuro, aquele choro contido. Não acho que seja o fim das duas, mas está claro que esse não será o foco da temporada.

Essa season premiere trouxe vários pontos importantes para a trama, e deixou claro que essa temporada não será nada morna. E a série já tem várias questões para responder: o que querem com Helena? Quem é aquela mulher mega parecida com Mrs. S vigiando as câmeras? Onde está Paul? Ferdinand acreditou em tudo que disseram para ele? Eu amei a estreia, e você?

Agora a promo do próximo episódio:

 

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=Qv_31G7zbFA[/youtube]

Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.

1 comment

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 22 abril, 2015 at 15:50 Responder

    Este episódio foi bem legal. Gostei do retorno de Orphan Black, e como você disse, os clones do Projeto Castor não chegam aos pés de Menina Tatiana.

    Estou meio agonizado com a Rachel. Será que ela vai atrapalhar mais?

    E Paul é um mistério. Estou curioso para ver a história dele ser explorada na série…

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