A primeira temporada de Os Assassinatos da Mandala, nova parceria entre a Netflix e a YRF Entertainment, terminou com um episódio intenso que revelou o desfecho do confronto entre Rea (Vaani Kapoor) e Ananya, neta de Rukmini e atual líder dos Aayastis.
A trama, que mistura suspense policial e elementos místicos, explorou a tentativa de trazer o ser sobrenatural Yast para o mundo mortal – um plano iniciado na década de 1950 e retomado 75 anos depois.
A origem do projeto de Yast
Nos anos 1950, Rukmini e os Aayastis começaram a preparar a chegada de Yast em Aayasthal, um local sagrado na Floresta de Varuna. Anant e sua esposa Nandini chegaram à região para construir uma usina nuclear, ignorando os alertas para não profanar o local. A decisão resultou na morte de Anant, e Nandini acabou se juntando ao culto, criando o dispositivo necessário para trazer Yast ao mundo.
Porém, ao descobrir que a vinda de Yast significaria a destruição de Charandaspur e possivelmente do mundo, Nandini destruiu o receptáculo do ser. Rukmini a matou, mas os moradores, revoltados com os sacrifícios exigidos, destruíram as instalações do culto.
Décadas depois, Ananya, neta de Rukmini, decidiu retomar o projeto, convencida de que deveria completar a missão da avó – mesmo tendo uma carreira promissora e um filho para criar.
O confronto final
No presente, Ananya tentou concluir o ritual para trazer Yast ao mundo mortal. Porém, Rea – neta de Nandini – interveio e conseguiu impedir o plano. No embate final, Rea matou Ananya, encerrando (por enquanto) o ciclo iniciado décadas antes.
O episódio mostrou como a apatia da população de Charandaspur ajudou os Aayastis a agir sem grandes obstáculos, mesmo após assassinatos brutais que incluíram mutilações e sacrifícios humanos. A diferença entre as duas protagonistas é clara: Ananya seguiu cegamente os passos da avó, enquanto Rea, guiada pelo senso de justiça, impediu uma tragédia ainda maior.
Pontas soltas e ganchos para a 2ª temporada de Assassinatos da Mandala
Apesar da vitória de Rea, os Aayastis ainda estão vivos e dispostos a tentar novamente. Moksha, assassina do culto, chegou a ser presa, mas foi libertada pelos seguidores restantes. Além disso, Maithili desapareceu misteriosamente, possivelmente levando consigo a joia essencial para a conclusão do ritual.
Outro detalhe importante é que o dispositivo de Yast, guardado na sala de evidências, voltou a emitir luz após a fuga de Moksha – sinal de que a ameaça ainda está longe de acabar.
Com isso, a série deixa claro que há espaço para uma 2ª temporada, que pode explorar tanto o futuro dos personagens quanto o passado de Yast e a origem do Aayast Granth. A narrativa ainda deve responder por que o ser precisa de um corpo humano e qual seria, de fato, a “utopia” prometida por seus seguidores.
Até o momento, a Netflix não confirmou oficialmente uma continuação, mas o final aberto de Os Assassinatos da Mandala indica que a história de Rea e dos Aayastis está longe de terminar.