Os bastidores de American Horror Story: curiosidades por trás das câmeras

Imagem: FX/Divulgação

A tão esperada sétima temporada de American Horror Story chegou na noite da última terça-feira (05) nos Estados Unidos, mas diferentemente das outras, com uma importância política e social únicas pelo fato de trazer a infame campanha de 2016 de volta ao debate, mesmo que alguns analistas afirmem que ela ainda não terminou.

Entretanto, vale ressaltar que antes mesmo de chegar até aqui essa série antológica já contou várias histórias, retratou personagens icônicos do mundo e também comentários sociais de suma importância para a sociedade atual. É claro que a principal oferta sempre esteve lá – o terror e suas mais diversas formas de manifestação. Tivemos criaturas sobrenaturais, bruxas, neonazistas, palhaços do capeta e reality shows sanguinários, literalmente.

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São por esses, e outros motivos, que escolhemos falar da série nesta semana. Será que tem muita coisa para descobrir? Vamos em frente porque temos muito o que discecar.

Vida real

A casa assombrada da primeira temporada realmente existe na vida real, no 1120 Westchester Place em Los Angeles, mais conhecida como a Mansão Rosenheim. A casa foi construída em 1908 pelo arquiteto Alfred Rosenheim para que servisse como sua própria residência.

Rosenheim era um dos profissionais mais influente da cidade durante o início dos anos de 1900. As cenas da residência presentes no episódio piloto foram filmadas na locação, mas para os próximos episódios as cenas foram filmadas num estúdio por meio de uma réplica.

De acordo com o Curbed Los Angeles, a casa foi vendida em 2015 para Angela Oakenfold, ex-esposa de um dos DJ’s mais bem sucedidos do mundo, além do seu marido.

Amigos amigos, trabalhos….em conjunto

Ryan Murphy e Jessica Lange se tornaram amigos muito próximos durante a primeira temporada, tanto que o produtor consultava a atriz quando começava a escrever sobre outros personagens. Por exemplo, Lange queria fazer uma cena bêbada e com dança na segunda temporada, tudo o que Irmã Jude  acabou fazendo.

Já na terceira temporada, o desejo de Lange era para interpretar alguém que só usasse Chanel e roupas caras, o que foi exatamente isso que aconteceu com Fiona. Já o gosto por fotografia, principalmente dos circos dos anos de 1950, fez com que a quarta temporada fosse toda modelada ao redor de um Freak Show.

Eles nem sempre tiveram um bom momento. Jessica recusou a primeira oferta de Ryan para interpretar Constance por julgar “muito estranha” para sua fase da carreira, mas após uma grande insistência do produtor, acabou cedendo.

Reprovado

Imagem: FX/Divulgação

Na quarta temporada, subentitulada de Freak Show, o personagem Twisty, o palhaço, se tornou um dos preferidos por grande parte da audiência. O problema é que ele não foi unânimidade. A Associação Nacional de Palhaços dos Estados Unidos não gostou e enviou uma carta para Ryan Murphy deixando bem claro que eles não gostaram da maneira na qual o personagem foi construindo, pois dava “má reputação” aos palhaços “sérios”.

É tudo coincidência

Sempre acreditou-se que o personagem de Edward Mordrake, que apareceu em Freak Show, era uma pessoa da vida real, o problema é que essa história é uma mentira. A invenção, entretanto, é ainda maior – ele foi um aristocrata do século 19 que aparentemente sofreu de diprosopus, uma doença onde o bebê nasce com uma deformação facial que remete uma pessoa com “ducas caras”.

Ele tinha uma “face extra” na parte de traz da cabeça, que não conseguia comer e nem falar apesar de “saber” rir e chorar. Contou-se que Edward implorou para que seus médicos removessem seu rosto “de demônio” já que “se comunicava” no meio da noite. Nenhum médico quis tentar uma cirurgia, fazendo com que o homem cometesse suicídio aos 23 anos. O problema é que tal história foi realmente provada falsa.

Descobriu-se que Mordrake foi um personagem ficcional criado por Charles Lotin Hildreth, que inventou a história para um artigo sensacionalista no Boston Sunday Post em 1895.

A vida segundo Kathy Bates

Imagem: FX/Divulgação

A personagem horrível de Kathy Bates em Coven, a racista Delphine LaLaurie, realmente existiu durante os anos de 1800. Conhecida pela sua brutalidade impressionante contra seus próprios escravos, muitos acreditavam que ela realmente era uma serial killer, o que a série acabou retratando.

Diferentemente da ficção, ela não foi assassinada por uma máfia e muito menos tornou-se imortal. Na verdade, uma gangue expulsou-a de casa e ela foi obrigada a se mudar com sua família para França, onde ela morreu anos depois de razões desconhecidas.

Ainda em referência às personagens de Bates na série, sabe-se que na quarta temporada seu sotaque de Baltimore ficou maior e mais afinado. Para ser o mais fiel possível às raízes da cidade, a atriz assistiu repetidas vezes entrevistas com Barbara Ann Mikulski, grande Senadora do Estado de Maryland, além de consultar o dicionário local do município, o Baltimorese.

Barrados

Sabe-se que Eric Stonestreet (o Cam de Modern Family) fez uma participação especial na segunda temporada como um serial killer que dividia algumas cenas com Lana Winters (Sarah Paulson). O problema é que por alguma razão, tais cenas nunca foram levadas ao ar.

O mesmo teria acontecido com Mr. Capshaw, interpretado por Max Adler que não viu a luz do dia.

Rapidinhas

Imagem: Prashant Gupta / FX.

A segunda temporada, a mais famosa e celebrada batizada de Asylum, foi filmada num tribunal no Condado Orange na Califórnia.

O mais difícil de Constance Langdon, de Murder House, eram os penteados segundo a própria Jessica Lange.

Mesmo aparecendo em telefilmes anteriormente, American Horror Story foi a primeira experiência de Jessica Lange na TV.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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