Os bastidores de This Is Us: curiosidades por trás das câmeras

Imagem: Variety/Bryce Duffy

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Desde quando a FOX colocou Empire no ar e a série rapidamente se tornou um dos maiores sucessos daquela temporada e da emissora por trazer elementos clássicos da novela de volta, e que certamente carregava uma homenagem a Dynasty e Dallas, o telespectador afro-americano finalmente se viu representado numa história cujos protagonistas eram negros, bem sucedidos e que ganhavam a vida com sua música. Os grandes centros populacionais como a região metropolitana de Atlanta, Cleveland, Detroit, Chicago, Filadélfia e entre tantas outras paravam para assistir algo que nem sempre aparecia nas televisões.

Os anos se passaram, a audiência da série começou a definhar e a televisão aberta se viu carente de um sucesso, desta vez para falar e se comunicar com o telespectador médio, aquele que compõe grande parte da classe média americana. Com os canais cada vez mais fora de contato com tal americano, como produzir alguma coisa que consiga prosperar? Dan Fogelman tinha recentemente fracassado com Galavant e The Neighbors, mas tinha uma ideia que a NBC achou interessante dar uma chance. O nome do projeto? This Is Us.

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O cheiro do sucesso veio a partir dos acessos impressionantes que o trailer da série marcava em diversas plataformas, desde Facebook, Twitter e Instagram até no próprio site da NBC e no YouTube. A questão é que visualizações não são números de audiência e não vendem sabão em pó, então no restava espera para a estreia. O piloto foi ao ar e desde então a audiência não parou de crescer. Os telespectadores começaram a sentir a emoção, a chorar com as histórias e fazer algo que ninguém fizera desde então – atrair a atenção de americanos vivendo em Los Angeles e em Topeka.

This Is…..36?

“Originalmente o título da série era para ser 36, idade que todos os irmãos tem no episódio piloto,” revelou Fogelman recentemente. O problema é que ele mesmo não gostou da ideia. “Eu não gostei. Eu tinha feito uma série de filme onde não pude batiza-los e ninguém conseguiu chegar num consenso. Eu joguei a ideia de 36 na rede de sugestões, mas eu nunca gostei de qualquer maneira. Eu mesmo tive a ideia de This Is Us, eu penso, no momento que estava fazendo o editorial do roteiro. Eu decidi que tinha gostado da ideia no início da série, e então eu dei a ideia. Mas um dos maiores debates que tivemos foi em relação ao título da série,” confessa Dan.

https://www.youtube.com/watch?v=cb_9lNTprLo

Pedidos de Natal da NBC

Num rasgo de liberdade quase que inédito hoje em dia, a NBC deixou que Fogelman criasse e desenvolvesse a série da sua maneira, mas eles fizeram um pedido antes que o último episódio fosse exibido em 2016. “Eles falaram desde o início, ‘Quando nós entrarmos de férias perto do Natal, seria bom ter algum cliffhanger e em seguida começar o hiatus,” conta Fogelman mas sem revelar nomes. “A gente sabia que essa situação com Toby iria acontecer mais ou menos naquele momento, então eu fui um pouco guiado pelo pedido deles. Na maior parte tempo, entretanto, as sugestões da NBC eram pequenas e muito inteligentes,” completa.

O fim está próximo….ou será que não?

Quando questionado numa entrevista com a revista Glamour sobre uma ideia para a Series Finale, Fogelman, curiosamente, foi honesto ao responder que – “Sim, sei sim. Mas não será daqui uns dez anos. Eu estarei morto se continuar fazendo essa série por mais dez anos porque é “muito” difícil! Mas eu penso que sei bem como que as próximas cinco ou seis temporadas serão. Eu não tenho todos os passos planejados, mas eu sei quando e onde que o grandes movimentos acontecerão. Porque essa série mexe comigo de uma maneira, que você precisa estar planejado,” diz.

O bigode não faz parte do contrato

Imagem: NBC/Divulgação

Milo Ventimiglia, até então mais conhecido pelo seu trabaho em Gilmore Girls, revelou recentemente que seu contrato não incluia a impossibilidade de cortar o bigode de Jack, mas ele não tiraria sem permissão. “Eu nunca faria isso ao departamento de cabelo e maquiagem,” disse o ator em tom de brincadeira. De qualquer maneira, os telespectadores nem sempre terão a oportunidade de ver o ator com o bigode. “Nós veremos uma versão diferente de Jack,” explica Ventimiglia. “Nós assistiremos ele de roto limpo num determinado momento. “Vocês nunca terão Jack com uma barba soul-patch,” brinca.

A vida imitando a arte ou o contrário?

O elenco de This Is Us ocasionalmente percebia que aspectos e problemas das suas próprias vidas faziam parte das características dos seus próprios personagens, o que os tornavam uma espécie de alter ego deles mesmos. Chris Sullivan (Toby) revelou numa conversa recente com jornalistas que “quando os produtores descobriram que Chrissy Metz sabia cantar, eles imediatamente arranjaram uma maneira de incluir o talento num episódio. A atriz cantou ao vivo no set de gravações por pelo menos duas vezes, o que fez com que os produtores gravassem e incluíssem num dos episódios”.

Quanto a Justin Hartley, ele começou a se questionar se o criador Dan Fogelman estava lhe seguindo pelos ligares. “Há muitas similaridades [entre eu e Kevin],” admite Hartley. “Eu fiquei me questionando, ‘Será que Dan está me seguindo?’ Eu acredito que Kevin tem medo de altura, exatamente como eu. Ele fica enjoado em viagens marítimas, igual a mim. Ele é insuportável, como eu,” brinca o ator.

Rapidinhas

Imagem: Walt Disney Pictures/Divulgação

Mesmo interpretando sua mãe, na vida real Mandy Moore é oito anos mais nova que Sterling K. Brown.

Mandy Moore participou das audições por indicação de Dan Fogelman, amigo que ela conhecia dos tempos que fizeram juntos o longa de animação Enrolados.

Assim como seu personagem, o pai de Sterling K. Brown também morreu quando ele era uma criança.

Milo confessa que nas cenas que troca a fraldas dos bebês, ele realmente faz aquilo porque, de acordo com o próprio ator, “elas precisavam ser trocadas”.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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