Os melhores episódios de séries de 2021

Sabe aquele episódio impactante e inesquecível? Listamos os melhores de 2021.

Melhores episódios de 2021

Sabe aquele episódio que você vê e pensa: “nossa, senti o impacto!”. Pois é. Reunimos, então, os 12 melhores episódios (ano que vem é 13) do ano. É uma lista que mistura drama, comédia e minisséries e celebra o que houve de melhor na nossa amada TV.

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De superproduções a dramas intimistas, passando por comédias descompromissadas, tivemos grandes momentos em 2021. Os episódios aqui listados, entretanto, não representam necessariamente as melhores séries. Às vezes o programa nem teve uma temporada tão boa, mas entregou um capítulo especial, de impacto e qualidade.

Sem mais delongas, confira abaixo, em ordem alfabética, os melhores episódios de 2021.

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1883, episódio 1883

Yellowstone tem sido um sucesso estrondoso nos Estados Unidos. Não é de se surpreender, portanto, que um derivado tenha sido encomendado. 1883 conta a história dos antepassados da família Dutton, num país ainda inóspito, prestes a ser desbravado à base de sangue e suor. O primeiro capítulo, 1883, é o exemplo de piloto bem feito. Apresenta os personagens sem atropelos, estabelece o ritmo e garante a atmosfera. Sam Elliot, como sempre, está ótimo, e a série promete muita ação e dramas bem escritos. O episódio bateu o recorde de estreia mais assistida da TV à cabo.

Evil, episódio S is for Silence

Evil é uma das séries mais subestimadas da TV. Corajosa em sua mistura de horror e humor, a produção da Paramount entrega capítulos notáveis com frequência. A impressão, portanto, é que os roteiristas estão sempre buscando inovação, quebra de barreiras. Em S is for Silence temos um capítulo sem falas. Os personagens vão investigar um caso sobrenatural em um mosteiro onde todos fizeram votos de silêncio. Assim, para entrar, não podem falar. Evil, então, capricha no áudio e vídeo, entregando um dos episódios mais divertidos do ano.

The Handmaid’s Tale, episódio The Wilderness

A última temporada de The Handmaid’s Tale não foi ruim. Ao contrário: retomou boa parte da força e frescor de sua temporada inicial. Finalmente dando liberdade e novos ares à June, o roteiro caminha até culminar na vingança tão esperada pelo público. The Wilderness, portanto, é Handmaid’s Tale se entregando às aspirações do público e deixando de lado as amarrar que prejudicaram grande parte de sua trajetória. Então, ao colocar um ponto final em alguns elementos, a série tem muito para crescer e agradar. The Wilderness marca essa virada de chave.

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Heels, episódio Kayfabe

Quem diria que uma série sobre luta livre com o ex-Arqueiro Verde seria tão boa? Assumindo a atmosfera que tão bem fez à Friday Night Lights, Heels troca o futebol pela luta e revela as cicatrizes e traumas de uma cidadezinha pequena, onde a arte, tão bruta e direta, é uma das válvulas de escape mais potentes. Kayfabe mistura com destreza as características da luta livre com os altos e baixos pessoais dos personagens e seus vizinhos. O resultado, então, é um dos pilotos mais bem enjambrados dos últimos anos e que dá o pontapé inicial em uma excelente série.

Maid, episódio Dolar Store

Dirigido com exatidão por John Wells, Dollar Store estabelece todos os elementos que fazem de Maid um dos melhores lançamentos de 2021. Veterano de ER, Wells sabe como conduzir um drama deixando-o divertido e sempre envolvente. Assim, o diretor traz elementos visuais que constantemente tiram Maid do lugar comum e o transforma no drama potente que aprendemos a admirar neste ano.

Mare of Easttown, episódio Illusions

Apesar de acontecer no início do terceiro ato, Illusions serve como clímax de Mare of Easttown. Trazendo uma das cenas mais chocantes e inesperadas do ano, o capítulo estabeleceu Kate Winslet e Evan Peters como uma dupla de química invejável. Além disso, deu uma sacudida no drama contemplativo que vinha ditando o ritmo da minissérie até o momento. Peters, aliás, tem o melhor momento de sua carreira no show, podendo crescer como ator ao estar longe das garras de Ryan Murphy.

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Midnight Mass, episódio Book VII: Revelation

Quando a criatura de Midnight Mass finalmente dá as caras, estamos completamente rendidos. Mike Flanagan conseguiu mais uma vez e entregou um show ainda mais corajoso que The Haunting of Hill House e Bly Manor. Ancorado em monólogos e dramas pessoais, Missa da Meia Noite revela sua verdadeira ameaça só no terceiro ato. Até então a única ameaça era a de sempre: o ser humano mais próximo. Em Revelation temos a culminação de tudo que a série construiu até ali, e os resultados são excelentes. O desfecho tem impacto e deixa a melhor sensação: a de rever tudo novamente, do início e com outro olhar.

The Premise, episode Moment of Silence

The Premise está longe de ser um dos melhores programas do ano, mas seu segundo capítulo, Moment of Silence, é um dos momentos mais impactantes deste ano. Na trama, um sujeito misterioso começa a trabalhar em uma empresa que vende armas de fogo. Atormentado pelo passado, o homem torna-se uma bomba relógio no pior lugar possível. Seria ele a ameaça? Com roteiro conciso, Moment of Silence é uma experiência enervante. Apesar de desconfiarmos do que irá acontecer, cada desdobramento surpreende e o resultado final é de forte impacto.

Scenes from a Marriage, episódio Poli

Poucos programas atingem o ápice logo no segundo episódio. Scenes from a Marriage, entretanto, entrega todo o seu poder dramático em Poli e constrói e desconstrói a triste história do casal central. Entre palavras de amor e ódio, os personagens de Oscar Isaac e Jessica Chastain chegam em momento de decisão. No momento de dor, então, abre-se espaço para a verdade, e o que vemos aqui é uma verdadeira guerra, sangrenta e desoladora. Texto e direção impecáveis fecham o pacote deste que talvez seja o melhor episódio do ano.

Succession, episódio All the Bells Say

Pelo menos três – ou quatro – episódios de Succession poderiam entrar nesta lista. O sétimo ou o oitavo eram fortes candidatos. O final, entretanto, decretou, e não havia espaço para mais ninguém. All the Bells Say é a explosão de uma bomba que vinha tiquetaqueando há semanas. E, assim, há caos para todo o lado. Os minutos finais do desfecho são de arrancar os cabelos e o golpe fatal não deixa dúvidas: estamos diante da melhor série da atualidade.

Ted Lasso, episódio Man City

Mais do que na primeira temporada, a segunda estabelece episódios bem definidos para cada personagem ou núcleo. Há um capítulo para Roy, para Nathan, Rebecca. Man City se destaca ao aumentar o escopo da série e se dividir entre todos os personagens principais. O resultado é um capítulo engraçado que jamais ignora os temperos dramáticos que se sobressaíram nesta segunda temporada.

What We do in the Shadows, episódio The Escape

A terceira temporada de What We do in the Shadows tem vários episódios hilários. The Escape, entretanto, é de rachar o bico. Depois de mais uma trapalhada, os vampiros mais queridos da TV deixam uma criatura milenar escapar. O futuro do monstro, contudo, pode afetar o destino de todos, e o grupo precisa encontrar o desgarrado. Com roteiro redondo, The Escape ainda traz de volta um dos personagens mais legais da série. Assim, cada segundo vale a pena.

Jornalista, curioso e viciado em cultura. Escreve há quase 10 anos no Mix e Six Feet Under é sua série favorita.