Os Melhores Filmes de 2016 – 1º Semestre

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A maré está calma na televisão. Estamos em um período atípico, entre o final da summer season e o início da fall. Assim, as estreias são poucas, e as remanescentes da última temporada já caminham para um desfecho. Para preencher o tempo de quem é viciado em séries, é possível fazer algumas maratonas, retomar alguns programas antigos e terminar aqueles episódios que restaram daquela série que você não conseguiu terminar. Ainda assim, temos outra possibilidade: mergulhar nos filmes que ainda não conseguimos assistir.

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Assim, aproveitamos que a primeira metade do ano já passou e listamos alguns dos melhores filmes lançados neste semestre. Aqui, decidimos não numerar a lista (o melhor é que deixemos as classificações para o fim do ano); logo, os filmes aqui citados encontram-se em ordem alfabética. Vale apontar que dividimos a seleção em duas partes: na primeira, elencamos os melhores filmes lançados comercialmente no Brasil de 1º de Janeiro até 30 de junho. Na segunda parte, apontamos alguns dos melhores longas ainda não lançados em terras tupiniquins, mas que podem chegar em breve aos nossos cinemas, lojas e/ou plataformas online (em 2016, 2017 ou nunca…).

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Os Melhores Filmes de 2016 – 1º Semestre (lançados no Brasil)

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Quem diz que o horror está morto e não é como antigamente, não deve acompanhar a recente safra do gênero. Corrente do Mal, Quando as Luzes se Apagam, Invocação do Mal 2 e A Bruxa são apenas alguns dos filmes provando que o horror está vivo e vai bem. De todo modo, A Bruxa é um filme difícil, que foge das convenções e está longe do estilo popular desenvolvido por James Wan em suas franquias. The Witch é um horror dramático calcado na ambientação, na introspecção e contemplação. O projeto de Robert Eggers é o que chamamos de experiência imersiva. Você precisa comprar a ideia e embarcar na jornada, do contrário, nada fará sentido. Caso esteja disposto a dar uma chance, A Bruxa oferece uma abordagem diferenciada e pode ser o filme mais assustador sem sustos que você verá.

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oconvite

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Lançado no Brasil pela Netflix, O Convite é uma das maiores surpresas de 2016. Vindo do nada e fazendo pouco barulho, o longa tem uma proposta simples que se desenvolve em um roteiro esperto e envolvente que nunca perde o ritmo. Na trama, Will vai a um jantar organizado por sua ex-mulher, que desaparecera anos antes depois que uma tragédia abalara o casal. Agora, Will está com outra pessoa e Eden, sua companheira de outrora, também. O jantar ocorre na bela casa de Eden e conta com a participação de vários amigos do antigo casal. Will, contudo, começa a desconfiar do comportamento de seus anfitriões. O resto, você precisa conferir neste suspense enervante que ainda garante um final insanamente incrível.

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creed

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A fórmula de Rocky não falha. A história do azarão que faz de tudo para se tornar um vencedor é tão clássica e acessível que já funcionou em seis (!) filmes da franquia de Sylvester Stallone e em mais um pá de filmes que seguem a mesma cartilha. Em Creed, a ideia é a mesma de sempre, mas a execução é tão boa que a simplicidade do roteiro não importa. A começar pela direção de Ryan Coogler, que garante algumas das melhores lutas já vistas no cinema. Michael B. Jordan prova que está preparado para se tornar o mais novo astro de Hollywood e Stallone está em um dos melhores momentos de sua brilhante carreira. Para quem não é fã da franquia, Creed funciona como um ótimo drama cheio de emoção, para quem já ama a série há anos, o novo exemplar é uma experiência imperdível.

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Deixa eu te falar uma coisa: Deadpool é o melhor filme de super-heróis do ano. Ponto. Nada de Capitão América, Homem de Ferro, Superman, Batman (e eu gostei muito de Guerra Civil e Origem da Justiça), Esquadrão Suicida ou então de X-Men; o herói do ano é o Deadpool e não se discute mais. Divertido do início ao fim, a fita de Tim Miller é uma mistura certeira de ação e comédia que ainda se arrisca em um roteiro comprometido em desenvolver seu personagem central. Ao fim, depois de uma infinidade de piadas, referências e sequências de ação bem feitas, Deadpool, quem diria, deixou o primeiro time da Marvel e da DC brigando pelo segundo lugar.

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Além da história emocionante e da atuação irrepreensível de seu protagonista, O Filho de Saul se destaca pela abordagem visual adotada. Na trama, Saul é membro do Sonderkommando, grupo de prisioneiros nos campos de concentração responsáveis pelos serviços mais críticos, como cremação de corpos, limpeza das câmaras de gás, etc. Em um dia de trabalho, Saul encontra o corpo de um menino que julga ser seu filho. Ele então parte em busca de um rabino que possa dar um enterro digno ao garoto. Como se pode suspeitar, O Filho de Saul não é um filme fácil. A crueldade dos campos é mostrada de forma crua, direta. E o visual adotado pelo diretor László Nemes é um dos mais corajosos do ano: calcado em planos fechados, o longa é repleto de extensas sequências sem cortes e ainda possui uma razão de aspecto reduzida que aumenta a sensação de claustrofobia e angústia.

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O Lagosta talvez seja o melhor filme que nunca chegue ao mercado brasileiro em 2016. Tendo percorrido festivais em 2015 e lançado no Estados Unidos em 2016, o longa do grego Yorgos Lanthimos entra nesta parte da lista pois já se encontra disponível em plataformas digitais acessíveis ao público nacional. Protagonizado por Colin Farrel, naquela que talvez seja a melhor atuação de sua carreira, The Lobster se passa em um futuro onde as pessoas solteiras que não conseguem encontrar um companheiro são levadas a um Hotel onde devem se envolver com alguém em até 45 dias. Os que não encontram parceiros no prazo são transformados em animais e largados na floresta. O Lagosta é o menos estranho dos filmes de Lanthimos, mas ainda conta com uma boa dose de invencionices e momentos bizarros.

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O Regresso é o melhor filme do ano. Ainda que esta lista não seja numerada, é bom deixar registrado que o primeiro lugar pertence ao longa de Alejandro G. Iñárritu. É praticamente certo que nenhum outro filme a ser lançado até dezembro me agradará mais que The Revenant. Brilhantemente dirigido e fotografado por Iñárritu e Emanuel Lubezki, respectivamente, O Regresso é um clássico instantâneo, visceral e com uma atuação impecável de Leonardo DiCaprio. O já famoso confronto entre DiCaprio e a ursa é apenas um dos momentos antológicos da fita. Fazendo valer o selo “épico”, O Regresso é uma inesquecível jornada de vingança e autoconhecimento em um dos cenários mais lindos já registrados num filme.

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Cloverfield, dirigido por Matt Reeves e lançado em 2008, é o melhor filme de monstro das últimas décadas. Nem a releitura de Godzilla, ainda que ótima, conseguiu atingir a qualidade daquele filme. Círculo de Fogo, de Guillermo Del Toro, é excelente, mas é algo diferente, que pega outros rumos. Cloverfield é sobre um monstro gigante destruindo uma cidade. Como uma grande surpresa, Rua Cloverfield 10 chega aos cinemas em 2016. Apesar do título e de ser parte oficial da franquia, este novo exemplar não é exatamente um continuação do original, nem sequer um prequel. É um monstro totalmente diferente (literalmente). A abordagem é outra (este não é found footage), o elenco mudou e a ameaça é distinta. É como se a franquia Cloverfield agora adotasse o formato das antologias, com cada filme contando uma história totalmente diferente tendo ameaças extraterrestres e monstros gigantes como ligação. O destaque aqui vai para o roteiro que se desenvolve em um bunker e a atuação de John Goodman.

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A verborragia de Quentin Tarantino nunca esteve tão afiada. Conhecido pelos diálogos rápidos e inteligentes, Tarantino extrapola em Os Oito Odiados. Sem parar, o roteirista e diretor joga palavras e mais palavras no espectador que tem de correr para não perder nada. Embora possa ser criticado por isso, Odiados é como uma peça de teatro filmada. Oito atores brilhantes reunidos em uma cabana conversando, batendo boca, cantando e dando tiros enquanto litros de sangue voam pelos ares. É bem verdade que The Hateful Eight não é tão bom quanto Django Livre (o melhor de Tarantino), mas ainda assim é mais um ponto alto na carreira do diretor e escritor que promete se aposentar depois do décimo longa-metragem.

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De tempos em tempos surge uma boa história sobre jornalistas. Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente, O Informante e tantos outros. Spotlight vem para engordar a lista e torná-la ainda melhor. Poucas foram as obras do audiovisual que retrataram os profissionais da área e o fazer jornalístico de forma tão fiel. Não temos o glamour que alguns produtos teimam em associar ao jornalismo, muito menos os exageros que alguns desavisados insistem em explorar. Em Spotlight temos jornalistas incansáveis pesquisando, fazendo entrevistas, escrevendo, errando, tentando novamente. Tudo com base em um roteiro afiado e um elenco certeiro, que tornam o trivial  em algo envolvente e emocionante. O melhor é ver a riqueza de detalhes sobre a profissão e os comentários pertinentes acerca do jornalismo impresso.

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3 grandes filmes sem previsão de lançamento no Brasil

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Depois de lançar aquela que talvez seja sua obra-prima, Boyhood, Richard Linklater retorna a um terreno conhecido e faz uma espécie de “sequência espiritual” de Jovens, Loucos e Rebeldes. Everybody Wants Some!! tem dois dos elementos que mais se destacam na filmografia de Linklater: o humor e a passagem inabalável do tempo. Aqui, o diretor e roteirista acompanha um grupo de jovens durante aproximadamente quatro dias que antecedem o início das aulas da faculdade. O senso de nostalgia é enorme e é impossível não se enxergar nos vários personagens criados neste que é um dos melhores filmes lançados em 2016 nos Estados Unidos. A data de lançamento no Brasil parece não estar 100% garantida.

Outro destaque sem previsão de lançamento é Sing Street. Do mesmo diretor de Apenas uma Vez, Sing Street, assim como Everybody Wants Some!! é sobre amadurecimento. Aqui, os personagens são mais jovens, mas encaram a passagem do tempo de forma igualmente divertida e rebelde. A trama é simples e encantadora: um garoto decide montar uma banda com o objetivo principal de conquistar uma garota mais velha que ele. É o ponto de partida para uma comédia dramática semi autobiográfica e repleta de canções sensacionais.

Para encerrar, temos Green Room, outro excelente exemplar do horror moderno. Na trama, membros de uma banda de rock ficam presos em uma sala sob a ameaça de um grupo de neo nazistas. É um dos últimos trabalhos de Anton Yelchin, morto em acidente recente. Green Room é o que podemos chamar de “filme sangue nos olhos”. Violento e impactante, o longa se beneficia com uma direção competente, fotografia elogiável e um elenco excelente, com destaque para Patrick Stewart, que tem grandes chances de surgir na corrida para Ator Coadjuvante no próximo Oscar.