Outcast – 1×05 – The Road Before Us

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Imagem: TV Show Time

Mais uma semana e Kyle ainda nos traz grandes surpresas em meio a longos e lentos passos que anda a série. Depois de muitas indagações sobre a origem do título de Outcast, parece que finalmente as coisas vão se endireitar para esta vertente, e está mais do que na hora disso mesmo. Para um ideal de 10 episódios, é bom que as coisas comecem finalmente a caminhar para um sentido único. As apresentações da infância de Kyle, de seus problemas e conflitos familiares, tudo isso foi essencial para a construção de uma história, que agora merece um futuro e um processo digno do que foi apresentado.

Nosso protagonista tem um péssimo hábito de não aceitar as coisas como estão, e isso já conseguimos perceber. Sua obsessão por acertar as coisas com a ex-mulher faz com que ele tome medidas certamente psicopatas. Por mais inocente que o personagem pareça, acredito que ainda há um mistério não revelado sobre sua personalidade. Quase como uma dupla personalidade intensa, acredito que um Kyle obscuro ainda pode se revelar, uma vez que ainda vimos uma pessoa bondosa que busca rever os “erros” do passado.

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Quando eles vão aprender que esmurrar a pessoa até a morte não é o necessário para tirar o espírito do corpo? Toda cena de possessão é quase a mesma, Kyle esmurra a pessoa, ela começa a levitar junto com o rapaz, ele cai e um demônio estilo vômito negro sai e rodeia o protagonista. Enquanto isso, o reverendo fica lá do lado, como quem não quer nada, perplexo com toda a situação. Inclusive, o reverendo é o maior exorcista 171 da história. Qual trabalho de retirada que ele fez que deu certo nessa série?? Ou os demônios são realmente muito difíceis de abandonar um corpo, ou tem algo de muito errado nestes rituais aí…

E relembrando um pouco vítimas dos demônios, o que foi aquilo entre dona Mildred e o advogado do diabo? Sem mais nem menos, ela arrancou um beijo do senhor que até eu me assustei. São pontos como estes que ainda dão uma confundida em muitos fãs da série, principalmente naqueles que, como eu, preferiram não acompanhar as HQ’s. Estas cenas deixam uma grande brecha para suposições na parte de quem acompanha a série, em especial sobre a verdadeira identidade do homem com chapéu. Talvez pai de Kyle? O diabo? Um outro Outcast? Realmente paira uma dúvida.

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Imagem: TV Show Time

Pra fechar com chave de ouro, Alisson (ou Alissonsiane) vai atrás de Kyle, o que foi uma surpresa para mim. A filha deles realmente deve ter algum problema, porque quando vi aquela tinta vermelha semelhante a sangue no chão já tava dando a garota como morta ou possuída. Ela realmente sente falta do pai, e a presença de Kyle poderia dar uma acalmada nas coisas dentro daquela casa. O problema é a falta de pulso do Outcast, de contar toda a verdade para a ex-mulher. Por mais sonsa que ela possa parecer, melhor abrir o jogo de uma vez e se fazer de louco. O silêncio final deixa as coisas soltas ao vento e nos resta aguardar o rumo da trama.

A lentos passos ela vem me envolvendo bem durante os episódios, claro que nunca poderia ser um sucesso mundial com 22 episódios aguardados, pois nem história para isso a série tem, mas funciona bem como uma série da Mid. Por ser uma boa estreante, tem grandes chances de fazer um futuro bom com mais temporadas, só tem que acertar um pouco mais as pontas soltas e a atuação de certos personagens que deixa bem a desejar.

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Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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