Outcast – 2×02 – The Day After That

Imagem: Banco de Séries

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O retorno de Outcast me lembra muito a primeira temporada: aquela série com episódios arrastados, mas que ainda provoca certo querer nas pessoas. Tudo está consideravelmente devagar e isso é o que mais desestimula a todos. A premissa da série carrega um mistério incrível mas que não é tão bem trabalhado. Realmente muitas vezes me pego pensando em outras coisas durante o episódio. Contudo, ainda tenho esperanças de que teremos uma continuação favorável em breve, principalmente com a belíssima atuação de Megan do final da temporada passada para cá.

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Dentre tantos personagens ainda obscuros, Sidney é o que mais me confunde. O demônio mor me traz um sentimento de incapacidade por algum motivo. Gosto muito de como ele articula as coisas a seu favor, mas na prática ele é mais lento que o sermão do reverendo – outro pé no saco, por sinal. Seu retorno foi longe da esperança triunfal que eu aguardava. Um antagonista que não provoca e desestabiliza, é um antagonista morto. Com toda sua gama de seguidores, era mais do que esperado as batalhas épicas entre Kyle e seus demônios, mas só estamos com drama até o momento.

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Falando do protagonista, esse é outro que não inspira confiança. Kyle nunca foi um personagem de expressões fortes, mas desta vez ele se encontra mais apático que o normal. Tudo bem que tivemos uma movimentação inicial com o xerife, mas tudo não passou muito do lero-lero. A chegada da sua filha em seu convívio fez com que ele pisasse mais em ovos em relação a seu posto. O fato de toda a trama girar ao seu redor o coloca em posição desconfortável quando não está evidente. Neste episódio mesmo, percebemos que sua participação foi reduzida à busca de Sidney.

Enquanto tudo caminha a lentos passos com seu irmão, Megan está cada vez mais inserida na trama e carregando a série nas suas costas. As mulheres de Outcast costumam ter esse poder, independente da idade. O trauma de Megan é muito bem caracterizado pela atriz, que traz o envolvimento necessário para a cena. Não podemos negar que o final foi angustiante, com seu plágio próprio de Titanic e os momentos do suicídio. Fica no ar o rosto que salvou a garota da morte e provavelmente só se revelará na semana que vem.

E não é que o pequeno demônio ruivo vive!? Poderia jurar que o reverendo tinha queimado ele dentro da casa, mas tudo indica que não. As maiores dúvidas e revelações do episódio giram em torno dessa trama e dos mistérios que circundam a vida de Sidney. Espero que as coisas fluam naturalmente a partir de agora e que possamos ter episódios envolventes. Outcast merece sua glória mas deve fazer por onde.

E vocês, o que acharam? Nos vemos na próxima semana e não deixem de acompanhar o Mix para mais novidades. Até lá! 😀

Tags Outcast
Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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    Bruno D Rangel 27 abril, 2017 at 15:52 Responder

    Concordo que a série é lenta e que Megan é o grande destaque. É realmente muito difícil acreditar que foi possuída por alguma coisa e que essa coisa a fez matar o marido. Acho a reação dela normal para uma pessoa que passou por isso, mas ela tem que lembrar que ainda tem uma filha para cuidar e um bebê na barriga.

    Kyle e sua busca sem fim por algo que nem ele sabe o que é cansa. Amber não é uma atriz excelente (logicamente pela idade), mas acho que se sai melhor que o pai por enquanto. E o Reverendo consegue ser mais chato que qualquer outro nessa série. Páreo a ele somente o renascido Aaron.

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