Parenthood – 6×02 – Happy Birthday, Zeek

Parenthood

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Se o primeiro episódio dessa temporada foi mais apressado e introdutório, relembrando os assuntos que permearam a temporada anterior e o que será abordado nessa, o segundo já trouxe a série de volta à sua essência. Um ponto que sempre destacou Parenthood dos demais dramas é sua naturalidade e realismo. Não é tão exageradamente trágica quanto a maioria, não escapa de temas polêmicos, não traz soluções fáceis para problemas comuns à nossa realidade… É uma série com a qual conseguimos nos identificar e o fato de trazer várias famílias com problemas distintos torna essa identificação ainda mais ampla. Ainda assim, muitas vezes conseguimos rir mais do que fazemos com muitas comédias cujo único objetivo é esse. A naturalidade de todos falando ao mesmo tempo, daquela agonia em se fazer entender, das discussões paralelas, é tão a nossa família que chega a assustar. Por vezes esquecemos que estamos assistindo a uma série de TV, que aquilo tudo é fictício, de tão absorvidos que ficamos na história e de tanta veracidade que os atores e o roteiro passam. Tudo isso torna muito difícil aceitar o fim e incompreensível o fato da série não ter espectadores suficientes para mantê-la no ar.

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Levantados esses pontos mais do que necessários, vamos ao episódio. Como já mencionado, passada a apresentação dos assuntos nos quais essa temporada final será focada, temos a série de volta a seu ritmo natural e ao cotidiano da família. Começando pelo lado de Adam, que mais uma vez se provou o mais estável, temos apenas problemas corriqueiros relacionados à escola, com os quais eles lidam da melhor maneira possível, provando novamente que Kristina e Adam são o melhor casal. Já Crosby voltou a seu posto de representante cômico da família, sendo responsável pelo lado mais leve da série. E provavelmente fizeram um novo acordo salarial com a atriz que interpreta a Jasmine, limitando sua participação a duas palavras. Já Julia e Joel, além de terem que enfrentar problemas entre eles, referentes à dissolução do casamento, agora precisam lidar também com o comportamento de Sidney. Aliás, até demorou, já que não é de agora que ela apresenta um temperamento questionável. Ditas por Julia as verdades pertinentes ao que levou a ruína do casal e, consequentemente, da família, acho que o caso de Sidney pode aproximá-los.

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Quanto aos assuntos principais, a gravidez de Amber e a saúde de Zeek, podemos dizer que foram problemas que se resolveram mutuamente. Enquanto Amber conseguiu do avô o apoio que esperava da mãe, Zeek conseguiu de Amber o estímulo para a vida que a pressão dos filhos jamais conseguiria. Receio que esse tenha sido o ponto alto do episódio e o maior exemplo da relação familiar que a série tanto preza. Com isso veio a já esperada aceitação e apoio de Sarah para com a situação da filha e a esperança de que, afinal, ninguém vá morrer e ainda podemos muito bem acreditar que Zeek viverá sim até os 80 anos para que as crianças gravem para ele uma música com banda completa. A preview do próximo episódio meio que deu a entender que haverá complicações na cirurgia e diluiu um pouco dessa esperança, mas só um pouco. E pra tristeza geral da nação, também indicou a volta de Ryan à série. Ah, e sim, tivemos uma reunião (quase) completa dos Braverman no aniversário do Zeek!

Gostei muito da forma dividida como parece que desenvolverão os plots, sem o imediatismo e a confusão que a season premiere apresentou. Gostei mais ainda da perfeita dramédia que foi o episódio e do realismo de alguns finais felizes e outros nem tanto. Enfim, o amor é tanto que nem me sinto apta a escrever críticas sobre a série. O que me conforta é que a maioria parece concordar com a minha posição, o que me leva a crer que não tem outro caminho: é excelente e pronto; deveria ser eterna e pronto.

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