Parenthood – 6×03 – The Waiting Room

Parenthood

Como havia sido previsto na review anterior, a série resolveu desenvolver aos poucos as diversas situações abordadas na temporada, o que se revelou a decisão mais acertada. Com as histórias principais já encaminhadas no episódio passado, nesse os plots secundários e personagens que haviam sido deixados um pouco de lado receberam a devida atenção. Teve gente que não se contentou só em voltar a dar as caras na série, mas também se reservou o direito de protagonizar a cena de destaque do episódio, calando a boca de gente como eu, que pensava que a série não gastaria o pouco tempo que lhe resta com personagem secundário. Me enganei e fiquei muito feliz com isso, devo ressaltar. O fato é que Parenthood simplesmente consegue adequar perfeitamente todos os elementos dos quais dispõe com uma facilidade e competência de dar inveja. Quisera eu que todas as séries tivessem essa habilidade.

Por mais que nesse terceiro episódio outras situações tenham sido abordadas, o destaque foi, ainda, Zeek e Amber. Ou ao menos era o que se esperava. Mas quem acabou roubando a cena com um discurso surpreendentemente sensato e maduro, ao colocar um pouco de bom senso na cabeça de Amber, foi Drew. Amber se revelou mais parecida com a mãe do que pensávamos, já que ao reencontrar Ryan com a vida completamente bagunçada, seu primeiro instinto foi tentar consertá-lo. Pior, acreditar que, no estado em que ele se encontrava, seria uma boa ideia tê-lo por perto durante a gravidez e nascimento do filho. Claro que não é errado ela achar que Ryan deveria saber da existência do filho e participar da vida dele, mas também não cabe a ela prepará-lo para isso ou aceitá-lo do jeito que estiver. Se ele realmente está disposto a fazer parte da vida deles, primeiro precisa dar um jeito na própria. Por isso, o mais que adequado sermão de Drew para Amber foi o ponto alto do episódio e devemos parabenizá-la por não sucumbir a seus instintos e ouvir a voz da sensatez. Mais uma situação que recebe o selo Parenthood de qualidade na resolução de problemas.

Quanto à Zeek, o próprio título do episódio já indicava que seria o centro das atenções. E não é para menos. Em algum momento durante o hiato foram espalhados boatos de que alguém morreria na série e, já na season premiere, todas as possibilidades apontavam para Zeek. Daí entra em cena uma cirurgia no coração, que não poderia ser mais propícia para tornar verdadeiros os boatos. Nesse momento cada um lidou com a ansiedade à sua maneira: Adam nervoso, Crosby agindo sem pensar, Julia comendo, Sarah aparentemente impassível e Camille apreensiva e a que melhor transmitiu a emoção do momento. Nesse meio tempo, notamos um esforço por parte do novo namorado de Julia em dissolver a má impressão que muitos tivemos dele, mas não acho que tenha sido efetivo. Descobrimos também que não é de hoje que os dois se conhecem e Julia revelar esse novo caso para os irmãos, dilui um pouco de nossas esperanças de que ela e Joel voltem, mesmo que este também esteja se esforçando. No fim, Zeek saiu intacto da cirurgia, revelando que a série, ou pretende reservar maiores emoções para o final, ou quer terminar a série só com paz e amor, pra compensar todo o sofrimento de seu fim. Percebe-se que nem todos os showrunners têm o instinto assassino de Shonda Rhimes.

Além de Drew, outro caso que voltou à tona depois de ignorado no episódio passado, foi a situação de Hank com a filha e a ex-mulher. Essa última se revelou completamente possessiva e fez com que nos arrependêssemos de ter comemorado a presença da eterna Marie (de Breaking Bad) na série. Já a filha é mais problemática do que pensávamos e a chegada das duas provavelmente será fonte de problemas para Hank e Sarah, ou pelo menos parece que foi para isso que apareceram na série. Uma pena, já que por mais que não sejamos grandes fãs de Hank, foi bom ver que Sarah finalmente tinha sossegado no âmbito romântico, mas parece que os roteiristas não estão dispostos a dar a ela essa folga. E parece que Mr. Cyr vai voltar à série, então aguardemos.

Como sempre, mais um episódio praticamente impecável de Parenthood, revelando-se um dos dramas mais coesos e equilibrados dos quais dispomos. Pena que não por muito tempo. Estamos partindo para os dez episódios finais da série e, contrastando com as lamentações estão as esperanças de que ela vá terminar da melhor maneira possível, o que esses três primeiros episódios trataram de confirmar. Talvez se a estendessem por muito mais tempo ela se perderia em algum momento, então, tendo isso em mente, podemos nos conformar com o fim e lidar com a falta.

Equipe Mix

Equipe Mix

Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

No comments

Add yours