Parenthood – 6×08 – Aaron Brownstein Must Be Stopped

Parenthood

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É, parece que, afinal, a série não está lidando tão bem assim com os problemas contratuais… Uma coisa é a falta de determinados personagens no episódio, outra coisa é quebrar completamente o maior cliffhanger apresentado até então, simplesmente o ignorando no episódio seguinte. Até onde eu sei, não é assim que cliffhangers funcionam. E agora, com que clima que vão retomar o assunto no próximo episódio? Continuar de onde parou é que não vão – e nem devem, em prol do bom senso -, então o ápice emocional do drama de Julia e Joel, que seria absolutamente mais denso se sequencial, acabou de perder parte do seu apelo. Sinto muito, mas esse erro não tem como justificar ou relevar. Se queriam guardar a revelação mais para o final da série, que deixassem o episódio anterior para depois, também. A cinco episódio do fim, a trama de destaque da temporada ser negligenciada dessa forma, passa longe de ser uma decisão sensata.

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No entanto, Parenthood é Parenthood, e até um episódio sem Zeek, sem Adam, sem Sarah, sem Julia e Joel e com mais Hank do que é aconselhável, conseguiu ser até satisfatório. Claro, isso deixando de lado o grande erro mencionado anteriormente. Com as possibilidades de plots consideravelmente reduzidas pelas ausências, Max foi certamente o grande destaque do episódio.

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A série voltou a retratar com maior profundidade as dificuldades providas pela síndrome de asperger, que havia sido reduzida junto com as crises de Max. No entanto, com o surgimento de seu primeiro real interesse amoroso, suas limitações voltaram a aflorar. Mas, diferente do que o olhar de reprovação de Kristina indicou, não culpo Dylan. Ela realmente não tem obrigação de retribuir os sentimentos de Max e tem todo o direito de arranjar outro que lhe agrade mais. Não acho que ela tenha sido insensível com a declaração dele, apenas reagiu de forma normal ao constrangimento e confusão causados pela expressão exagerada das intenções de Max. Chegou ao ponto dele gritar em protesto, ao fato dela ter dito educadamente que não gostava dele dessa maneira, então mesmo reconhecendo que ele não tenha pleno controle de suas ações, ela reagiu de forma completamente adequada. E a cena de Kristina conversando com o filho depois do ocorrido, apesar das belas palavras, foi um tanto fora do contexto. Pareceu que Max tinha acabado de fazer uma linda, e nem um pouco invasiva, declaração de amor, mas que tinha sido rejeitado por uma menina má e insensível que não soube dar valor aos sentimentos que estavam sendo berrados a ela na frente de todo mundo. E isso, depois que ele resolveu demonstrar todo esse amor agredindo a concorrência. Mas não, nada disso merece qualquer punição e um dia ele vai encontrar alguém que saiba valorizar essas adequadas demonstrações de afeto. Dylan é que é uma desalmada. Não querendo soar insensível com a condição de Max, mas realmente achei toda essa situação um tanto forçada. Normal que a mãe queira passar a mão na cabeça e, se desvencilhada do contexto em questão, tudo que Kristina disse a Max, ao fim da confusão, seria muito bem colocado e uma excelente demonstração de relação familiar com a sensibilidade inerente à série. Mas faltou equilíbrio para a coisa toda.

No que diz respeito à família de Crosby, o foco foi novamente os problemas financeiros, mas o que mais chamou a atenção foi sua interação com Amber. Quanto à ela, um pequeno susto referente à gravidez e o necessário esclarecimento com Drew de que não é responsabilidade dele dar um jeito de arcar com as despesas de seu futuro filho. Hank e família mais uma vez tiveram um destaque absurdamente maior do que é apropriado para esse momento da série. Mesmo que a situação em si tenha sido até tolerável, é inadmissível que um plot desligado de qualquer Braverman tenha tido apenas menos tempo de tela – e se teve – que o plot de Max. Pior que até compreensível, tido que não tinha outra forma de preencher o episódio sem todos aqueles personagens. E aí que está o grande problemas dessa temporada.

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Mas é isso. Episódio mais fraco da temporada. Não dá pra ignorar a grande lacuna que ficou nesse episódio e a evidente condição de série que ficou a um triz de ser cancelada e está se mantendo do jeito que dá, no improviso. Agora são só mais cinco episódios pela frente e esperamos que a partir de então eles planejem melhor essa divisão de aparição dos personagens, que deem um jeito de se redimir da gritante falha no caso de Julia e Joel e definam melhor as prioridades nessa reta final. O que temos a agradecer é que, em meio a tropeços e dificuldades exteriores à série em si, ela nunca perdeu sua essência. E é só por isso que esse não vai receber só as três estrelinhas que lhe seria de merecimento. Afinal, não é culpa de ninguém que Ray Romano e seja-lá-quem-interpreta-a-Ruby sejam tão mais baratos, ? Acho válido fazermos uma vaquinha para ajudar a série a bancar os atores que realmente importam…