Parenthood – 6×10 – How Did We Get Here?

Parenthood

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Às vezes eu penso que seria melhor se esses últimos episódios da série estivessem ruins, para que eu pudesse dizer “tinha que acabar, mesmo” ou algo assim. Mas não. Faltando três episódios para acabar em definitivo, nos trazem mais uma amostra perfeita da capacidade da série em desenvolver um drama convincente, tão hábil em nos emocionar quanto, por vezes, nos fazer rir em meios às lágrimas, essas que agora a gente não sabe se são pelos acontecimentos do episódio ou pela proximidade do fim. O fato é que a série está longe de apresentar qualquer desvio de qualidade que torne compreensível ou que nos conforme com seu final. O que nos consola é que, conforme o episódio em questão, as coisas estão caminhando de forma a dar à série um desfecho mais do que gratificante e, caso ela se arrastasse por mais temporadas, talvez não poderíamos dizer que Parenthood tem um conjunto de temporadas quase perfeito dentro do que se propôs a fazer.

Com dois cliffhangers cruéis deixados no episódio anterior ao hiato, a apreensão para esse era grande. E a série respondeu à altura, com a dose de drama que competia a um dos casos e a resolução que pedíamos para o outro. Assim como no início dessa temporada, tivemos aqui outro episódio que se passou, na maior parte, no hospital, e contamos com a tão aguardada reunião da família Braverman, que há muito não se via. Sim, exceto pelas crianças, mas convenhamos que não fazem tanta falta.

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Primeiramente, sendo o foco do episódio, falemos de Zeek. Novamente nos deixando receosos da veracidade dos boatos sobre a morte de um dos Braverman na temporada, tivemos Zeek à beira da morte em mais um episódio de apreensão no hospital e que mais uma vez foi alarme falso. Eu desejaria que essa suspeita se consolidasse por dois motivos: primeiro, nunca fui muito com a cara de Zeek e esse “morre ou não morre” já está ficando cansativo; segundo, terminar a série com todo mundo vivendo feliz para sempre, considerando todos os problemas em andamento, além de pouquíssimo verossímil é muito novela das 9. Mas existe um motivo tão ou mais convincente para que eu queria que ele permaneça vivo. Faltando três episódios para acabar, uma morte de um membro da família e um personagem tão significante, naturalmente teria que ocupar boa parte desses episódios e da vida e comportamento dos demais personagens durante esse tempo, ou seja, iria empatar o desenvolvimento da história de todos os personagens a partir de então, o que significaria um grande atraso no desfecho da série e comprometeria o sucesso do mesmo. Portanto, por enquanto prefiro a situação como ficou, mesmo, mas existe um limite de quase-mortes que a gente pode tolerar.

O outro caso deixado à mercê de nossas suposições e mais empolgadas esperanças durante esse hiato foi Julia e Joel, e a representação do casal nesse décimo episódio não poderia ter sido melhor disposta, já que nos poupou do imediatismo inerente aos outros dramas do gênero, ao mesmo tempo que satisfez nossa predileção. Precisamos concordar que seria pouco realista se, de uma hora pra outra, logo após quase consolidar um divórcio, o casal aparecesse explicitamente nos braços um do outro como no final de um filme de romance adolescente. Então a sutileza como introduziram a volta dos dois, revelando o receio de ambos quanto à sua própria situação, fez-se na medida certa. E mesmo ainda não estando exatamente definido, acho que depois do “he’s my husband”, dos olhares e da perfeição de Joel, já podemos respirar aliviados e concluir que sim, Julia e Joel ficarão juntos no final.

Também tivemos o problema de Crosby e Adam com a Luncheonette, o que já está me dando preguiça, mas é algo para ocupar esses personagens e pode – como já está – render boas reflexões acerca do que realmente significa realização profissional e o que pode ser colocado acima do dinheiro e estabilidade, sobretudo quando se tem uma família. Acho que esse é um bom dilema a ser explorado em uma série com tal foco familiar e eu sempre fui propensa a uma crise existencial, então acho válido. Fiquemos no aguardo dos conflitos entre a maturidade e a tranquilidade desejada por Adam e a relutância de Crosby em desistir de seus desejos em favor de algo mais concreto, em consideração também à sua família.

Hank também teve uma participação louvável no episódio e, pelo visto, dessa vez não tão crucificada pelo público que passou a temporada protestando contra o grande foco que ele vinha tendo. Mas dessa vez não teve mesmo como criticar tanto, porque foi realmente muito propícia, sobretudo pela admirável aproximação que ele conquistou com Drew. E nunca alguém me representou tão bem em sua tamanha falta de desenvoltura em situações desse tipo. Um personagem muito crível, temos que reconhecer. E nesse ele conseguiu ainda ser responsável por parte do lado cômico do episódio e ainda nos brindou com um desajeitado pedido de casamento, o que é sempre bem vindo, ainda mais quando deixado assim, em aberto. Veremos no que vai dar.

Além disso tudo, há de se destacar a lindeza do chá de bebê da Amber, que conseguiram adequar às turbulências do dia no hospital.

Mais um episódio para nos fazer lamentar amargamente o fim dessa série linda.

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2 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 17 janeiro, 2015 at 01:59 Responder

    Achei covarde por parte dos roteiristas nao matarem o Zeek ali.
    Ele voltou pra casa, da mesma forma que no inicio! ZzzZz…

    Se tivessem matado ele ali, poderiam ter tido oportunidade para explorarem um drama ainda maior nestes 3 finais.
    Mas não…
    Resolveram esticar..

    Tirando isso, achei o episodio muito bom. Me emocionei bastante, e estou triste por estr acabando :((

    • Avatar
      Tainara Hijaz 17 janeiro, 2015 at 21:19 Responder

      Sim, foi justamente por esse motivo que eu critiquei isso na review, parece que recuaram da decisão na última hora por mera covardia, mesmo. Mas por outro lado fiquei feliz, porque temo que isso meio que “roubaria a cena” dos últimos episódios, não teria como simplesmente seguir o curso normal dos personagens tendo isso para eles ficarem lamentando, mas ainda há a possibilidade de acontecer, quem sabe no último episódio.

      E realmente, é muito triste o fim, nunca uma série me tocou de tal forma e não me lembro de ter me apegado tão rapidamente como o fiz com Parenthood. Apesar de existirem outras que eu gosto mais, essa tem um efeito diferente. Fará muita falta. =(

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