Parenthood – 6×12 – We Made It Through the Night

Parenthood

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Seis temporadas se passaram e eu ainda fico abismada com a qualidade do roteiro, direção e atuações dessa série, que nos passa tanta veracidade. E não é apenas tecnicalidade, as situações também são críveis e passíveis de identificação para todo mundo, de uma forma ou de outra. E se tem um episódio que prova que são verdadeiros esse elogios, é esse penúltimo. Sim, penúltimo, mas tentemos esquecer isso por um momento e focar no quão sensacional foi tudo isso.

A cena no hospital, se eu tenho que destacar uma, é um perfeito exemplo dessa qualidade toda a qual eu me referi. O quão “normal” foi a família discutindo problemas paralelos enquanto reunidos na sala de espera do hospital onde provavelmente o mais novo membro dela estava prestes a nascer? Todo mundo falando ao mesmo tempo, o desconforto de quem estava de fora… Acho isso tão bom quanto “vendável”, então como essa série não tem público o suficiente para ser finalizada só quando desse na telha dos criadores é algo que eu nunca vou entender. Pelo que eu conheço do povo, ela adora um dramalhão, daquele tipo que o faz se debulhar em lágrimas, identificando ali seus próprios problemas. Então acho que ser bem feito acaba com o encanto, só pode ser isso. Ser realista demais deve ser um problema, afinal, ficção deveria ser uma fuga. Mas fica como consolo ao menos o apreço de quem soube reconhecer que, ao abordar um tema que já foi exaustivamente abordado, pode-se fazer algo infinitamente mais admirável do que aquilo que já foi feito antes.

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E um pouco daquela felicidade toda do episódio anterior veio abaixo nesse. Mas não com Sarah e Hank, que continuam bem e cada vez mais próximos desde a resolução do casamento, então já está consumado o final feliz de Sarah, finalmente. Zeek só está faltando andar por aí com uma to do list ou algum daqueles livros de 1001 coisas pra fazer antes de morrer, então acredito que os dias dele estão contados (literalmente, tipo, próxima quinta). E se não acontecer, além da sensação de frustração daquelas pessoas que gastam todo dinheiro porque vão morrer e depois descobrem que era alarme falso, vai comprometer todo o sucesso do episódio final, porque, como eu já repeti várias vezes, dar TUDO certo no final é muito novela das nove e, se isso acontecer, eu terei que morder muito a minha língua que tão repetida e convictamente falou em realismo. Mas que seja.

Como eu havia falado antes em felicidade vindo abaixo, era sobre Adam e Crosby com a Luncheonette e, em parte, sobre Julia e Joel. Mas antes, um questionamento: quem achou uma boa ideia transformar a Kristina na chata que fica vagando por aí com cara de dona de casa desesperada comprando briga em momentos inoportunos? Eu não. Sempre a mesma rotina: aquela cara de cansada, alguns olhares de reprovação, algumas lágrimas, e agora, finalmente, um bate boca com a cunhada sobre problemas dos maridos no meio do hospital. Mas claro, no fim tudo fica bem. Se a intenção era reduzir o nível de significância da personagem justo quando a série está acabando, conseguiram. Mas deixa pra lá. Voltando à Luncheonette: acabou de vez, se não voltarem atrás de novo no próximo episódio (talvez Kristina queira voltar a discutir o assunto durante o casamento de Sarah), o negócio está oficialmente fechado e resta a Adam e Crosby serem os exemplos de volta por cima no âmbito profissional, de descoberta do que fazer em seguida, já que a série aparentemente objetiva cobrir todos os dilemas da vida – e tem feito isso muito bem.

Já pra Julia e Joel o final feliz está decidido a não dar as caras assim tão facilmente, mas vou arriscar dizer de novo: agora, sim, as coisas estão definitivamente acertadas entre os dois. Já tiverem as brigas que tinham que ter, a série já cumpriu sua obrigação de introduzir o problema filhos que toda relação do tipo tem, então agora já deu, poupem-nos as lágrimas. Amber teve o bebê, que passará a vida odiando o bisavô de quem herdou o belo nome “Zeek”. E acho que é isso. Já chorei só com a preview da series finale, então não garanto que estarei em condições de resenha-la. Já não sabia como lidar com o fim dessa série linda e ainda nos aparecem com esse episódio que em todos os sentidos exemplifica perfeitamente porque nos apegamos tanto a ela, então agora é apenas inconcebível.

Equipe Mix

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2 comments

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 27 janeiro, 2015 at 21:10 Responder

    É, chorei igual um bebê na cena final. Eu to meio despreparado para o episódio de quinta.

    O Zeek falou algo que me identifico: a Sara sempre foi minha preferida. Ela começou a série toda estragada e bem, chegará ao Series Finale mostrando que os pais dela tem sim motivos para se orgulharem da filha que criou.

    Vem que vem series finale!

    • Avatar
      Tainara Hijaz 28 janeiro, 2015 at 09:15 Responder

      Exatamente, Narciso. Sarah evoluiu muito na série e acredito que seja a mais humana das personagens. Apesar do Hank não ter agradado muito no geral, agora estou gostando dele e acho que foi o desfecho certo pra ela.

      Já estou chorando antecipadamente com essa series finale. :'(

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