Peaky Blinders | Filme ‘O Homem Imortal’ é detonado e divide fãs com tom irregular

Parece que os fãs não gostaram do filme de Peaky Blinders. Muitos estão chamando o projeto de “sem alma”.

O tão aguardado Peaky Blinders: O Homem Imortal finalmente chegou, mas a recepção não está sendo nada calorosa. Depois de seis temporadas construindo um dos universos mais marcantes da TV, o filme era tratado como um evento. Só que, para parte da crítica, o resultado ficou bem abaixo do esperado.

E o principal problema parece estar justamente no que fez a série ser tão amada.

Um filme que parece não saber o que quer ser

A história segue um caminho clássico: Tommy Shelby retorna para um “último trabalho”, motivado por questões familiares envolvendo seu filho, Duke. É uma fórmula conhecida, quase um clichê dentro do gênero.

O problema é que, segundo críticas, o filme segue essa estrutura sem conseguir dar a ela peso emocional suficiente. Em vez de soar épico, o resultado muitas vezes parece mecânico, como se estivesse apenas cumprindo etapas. E isso pesa ainda mais quando falamos de um personagem como Tommy Shelby.

Tommy Shelby virou um símbolo — e isso atrapalha

Interpretado novamente por Cillian Murphy, Tommy continua sendo o grande destaque. Mas há uma sensação clara de que o personagem deixou de evoluir. Ao longo da série, Tommy era complexo, imprevisível e profundamente humano. No filme, ele surge quase como um “monumento”, uma figura já pronta, difícil de transformar ou surpreender.

E isso faz com que a história perca força.

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Imagem: Divulgação/Netflix.

Os poucos momentos que realmente funcionam

Curiosamente, o filme acerta justamente quando não se leva tão a sério.

Duas cenas específicas têm sido apontadas como os grandes destaques: uma sequência explosiva em um bar, com o estilo clássico de Tommy, e um confronto físico brutal entre ele e Duke.

Nesses momentos, o longa reencontra a essência de Peaky Blinders: violência, tensão e até um certo humor sombrio que sempre fez parte da identidade da série.



O problema é que esses momentos são exceções, não a regra.

Falta alma e sobra pretensão

Um dos pontos mais criticados é o tom do filme. Quando tenta ser grandioso demais, o longa acaba escorregando para algo artificial. A comparação com clássicos do gênero, como O Poderoso Chefão, só reforça isso: falta profundidade, falta impacto, falta alma.

Até novos personagens, que poderiam renovar a história, acabam pouco desenvolvidos. A sensação é de que o roteiro não dá espaço suficiente para eles brilharem.

Um filme que parece mais um “episódio estendido”

Outro ponto que incomoda é a estrutura. Em vez de funcionar como um grande encerramento cinematográfico, O Homem Imortal passa a impressão de ser um episódio alongado. Uma ponte entre o que foi a série e o que ainda pode vir.

E isso pode frustrar quem esperava algo mais definitivo.

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Imagem: Divulgação/Netflix.

Ainda assim, há um propósito

Mesmo com as críticas, o filme cumpre uma função importante: relembrar por que Tommy Shelby se tornou um dos personagens mais icônicos da televisão. A relação com a família, a violência crua e o peso das escolhas continuam ali. Só que, desta vez, tudo parece menos intenso do que deveria.

No fim das contas, Peaky Blinders: O Homem Imortal não é um desastre. Mas também está longe de ser o grande final que muitos imaginavam. Se a ideia era construir uma ponte para o futuro da franquia, ela existe.

Só que, para muitos, parece mais uma corda bamba do que uma obra sólida.



Peaky Blinders | Filme ‘O Homem Imortal’ é detonado e divide fãs com tom irregular
SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.