Penny Dreadful – 3×03 – Good and Evil Braided Be

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

[spacer size = “20”]

Continua após publicidade

“Shall we walk together?”

[spacer size = “20”]

Continua após a publicidade

A jornada pela mente – e pelos poderes ainda não descobertos – de Vanessa Ives continua a ser o centro desta terceira temporada de Penny Dreadful. Embora a trama central com certeza seja a trama de Drácula, é quase inegável que nem mesmo a obsessão de Hecate com o Lupus Dei prenda a nossa atenção mais do que as consultas de Vanessa com a Dr.ª Seward.

Continua após publicidade

Começo sempre por essas duas, e continuarei a fazer isso, não só pela minha enorme admiração por Eva Green, mas porque, a cada episódio que passa, a versatilidade da atriz continua a ser evidenciada numa sucessão de cenas simplesmente brilhantes. Gostei da teoria cética de Seward sobre Vanessa, e gostei mais ainda da nossa Amunet usando seus poderes para infiltrar as memórias da terapeuta, mostrando a ela um pouco da real natureza daquilo que ela narrou.

Já em lugares mais sombrios da escura Londres, Jekhyll já começa a mostrar a sua loucura, logo depois de vermos que o soro dele não é tão infalível assim. É claro que Victor, cego por seu desejo de reaver sua amada Lily, não deixa de oferecer a ajuda daquilo que ele sabe – isso quando ele devia, como acredito, todos concordam, estar achando uma forma de destruir Lily.

Continua após publicidade

E falando da diaba, como a personagem de Billie Pipper continua a impressionar! Em meio a uma trama bem Vitoriana, o sufrágio, Lily dá uma verdadeira aula do que a diferencia daquelas que meramente lutam por igualdade. Pela primeira vez fica claro exatamente o tipo de superioridade, de dominação que a Criatura deseja. Sua lição de como se conseguir alguma coisa na vida – “How do you accomplish anything in this life? By craft. By stealth. By poison. By the throat quietly slit in the dead of the night. By the careful and silent… accumulation of power.” – bem como sua declaração de guerra são uma das sequências mais lindas da temporada até aqui.

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Sua mais nova mascote também não deixa a desejar. No culto ao arrepio criado por ela e por Dorian Gray, Justine parece cada dia mais preparada para aceitar ser como seus mestres, abraçar a maldade e a vilania como um caminho para a supremacia que Lily prometeu. A orgia sangrenta desses três é só mais uma prova do quanto esta trama melhora a cada episódio.

Continua após a publicidade
O MIX DE SÉRIES atingiu 10 milhões de visitas mensais e vamos ensinar tudo que aprendemos nessa caminhada! Aumente o tráfego do seu site com técnicas avançadas de SEO.
Faça seu pré-cadastro aqui!

Mas deixando esta parte de Londres por hora, finalmente revemos John Clare, que continua em sua busca pelo passado que ele finalmente conseguiu se lembrar. Foi bom vê-lo retornar, porque a nossa adorada Srt.ª Ives cada dia mais se envolve com o Conde Drácula, e logo, toda a ajuda será necessária.

E, em climas mais quentes, Sir Malcolm e Kaetenay agora tem sua busca ainda mais clara do que nunca. Ou o Lupus Dei é encontrado, ou o mundo como conhecemos cairá. E, como bônus, que discurso espetacular de Malcolm! “Before you speak another word… I ask you to consider this… How valuable is your life? Do you hold it dear? Does your wife value your company? Do you favor growing old to one day teach your ugly inbred children your grotesque manners? Lay hands on him… that’ll be your end.”, este sim é o personagem que tanto queríamos ver! Um explorador? Sim. Um vilão? Com toda certeza. Mas, acima de tudo, uma força a ser reconhecida.

Hecate também não tem deixado a trama esfriar no lado dela do Oeste. Depois de se reunir ao seu mais desejado aliado, ela agora dá lições de moral a um Ethan mais moralista do que eu esperava.

De volta a Londres, adorei como a série decidiu tomar mais um dos muitos truques que os filmes de terror legaram ao cinema para brincar com a nossa percepção.Não sei vocês, mas eu senti toda a claustrofobia de se perder na casa de espelhos como se estivesse acontecendo comigo. Foi ao mesmo tempo brilhante e assustador se sentir tão perdido e preso quanto Vanessa, mais ainda porque, o acólito de Drácula é responsável por iniciar uma jornada muito singular na temporada.

Eu particularmente achava que Vanessa seria colocada na sala branca pela Dr.ª Seward e, de certa forma, eu estava certo. Só que isso não acontece como eu achei. Seward não prende Vanessa, ela conduz Vanessa pelo subconsciente, em direção ao que aconteceu com ela no passado. Um passado que, para nossa surpresa, envolve John Clare. Mas, como era de se esperar, bem quando esse cliffhanger gigante é jogado em nossa cara, somos entregues ao fim do episódio.

Agora resta-nos sofrer pela até o próximo episódio (não deixem de conferir a promo logo abaixo) para tentar desvendar mais desses mistérios. Au revoir!.

[spacer size = “20”]

P.S.: Os easter eggs também têm lugar à mesa em Penny Dreadful. Uma usina muito similar a de Battersea, capa do álbum “Animals”, do Pink Floyd, é vista durante o passeio de Vanessa e Drácula.

[spacer size = “20”]

[youtube] https://www.youtube.com/watch?v=uwlALunLOsc [/youtube]