Penny Dreadful – 3×05 – This World Is Our Hell

Imagem: Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

[spacer size = “20”]

Continua após publicidade

“There is only one way to free yourself of guilt. Embrace your sins.”.

[spacer size = “20”]

Continua após a publicidade

Depois de um episódio focado inteiramente na nossa amada Srt.ª Ives, Penny Dreadful nos leva de volta ao Novo Mundo para um episódio que traz a jornada de Ethan e Sir Malcolm de volta ao centro das atenções.

Continua após publicidade

Foi talvez a melhor escolha da produção escolher começar o episódio com esses plots, porque a previsibilidade deles é mínima. Embora sejamos capazes de imaginar exatamente o Kaetenay fará caso não consiga salvar Ethan, o que o rapaz fará quando finalmente alcançar a terra de seu pai ainda é um mistério, embora a pessoa que vá chegar lá não seja tão misteriosa assim. Cada dia mais, Hecate consegue brilhar com seu idealismo. Na temporada passada, a personagem era muito mais revoltada, muito mais rebelde contra a cegueira da mãe, em seu antagonismo com Vanessa, do que realmente uma “true believer”. Agora, Hecate fica mais e mais fácil de se entender a cada dia que passa. Ela quer o trono do Lupus Dei, e não se importará de quebrar Ethan permanentemente se isso for necessário.

Na verdade, a logística da bruxa continua a me surpreender. Ela não força a mão de Ethan, mas é inegável que ela esperava conseguir, como conseguiu, seja por empatia, filosofia ou ódio, convencer Ethan a abraçar seu lado bestial, tanto para destruir aqueles que os perseguem quanto para que ele possa obter a vingança que ele parece desejar.

Continua após publicidade
Penny Dreadful – 3x05 – This World Is Our Hell (1)
Imagem: Captura de Tela/Reprodução

A cena da invocação das cobras foi espetacular! Ver finalmente que o poder de uma Nightcomer é muito maior do que o voodoo que Evelyn nos mostrou na temporada passada, que existe muito mais poder no sangue do Lupus Dei do que era possível imaginar, sonhar com um dia em que Vanessa invocará sua horda de escorpiões para lutar contra seus inimigos… Enfim, uma cena verdadeiramente fantástica. O momento “vamos conhecer o lore” de Ethan também foi muito legal. Ver o morcego, o escorpião e a serpente entre as criaturas que teriam sido liberadas pelo coiote só nos leva a ter certeza que o papel de Kaetenay e suas crenças, assim como o papel do Lupus Dei e de toda a trama com Drácula que se fixa aqui logo convergirá para formar algo ainda mais espetacular.

Gostei muito da “humanização” feita com ela. Mesmo detestando os humanos, agora é difícil ver só a assassina nela, porque mostrar um lugar em que ela possa ter sofrido por ter sido entregue ao Mestre, e até mesmo usar os animais – uma fonte infinita de empatia – foram jogadas de mestre para torná-la uma personagem de psique mais complexa. Além do mais, “I adore all the honest creatures of this world. It’s humans I hate.” faz muito sentido.

A trama de Rusk foi quase tão interessante quanto a de Hecate e Ethan. Gostei de ver, nem que seja por um breve momento, que um personagem que foi inserido de maneira tão lenta, e que foi tão desnecessário por uma temporada inteira – servindo apenas ao propósito de trazer Ethan para a América – tenha um lado tão guerreiro em si. Talvez o bom inspetor ainda possa nos surpreender. Afinal, agora mais do que nunca, o colonizador se aproxima de tornar-se o colonizado. Rusk, ao abandonar aquilo que faz dele quem ele é para abraçar a brutalidade que ele acredita definir o outro, transforma-se nesse outro, e nada é tão perigoso e tão cheio de possibilidades como esse ato.

Enquanto isso, em Londres… A embora desnecessária, porém visualmente brilhante, trama de Victor e Jekyll traça seus novos rumos também. E mesmo achando que a busca dos dois para purificar Lily só vá render, de bom, a transformação de Jekyll, não posso negar que foi ótimo ver o Dr. Frankenstein perfurar a cabeça de um homem acordado, vivo e não anestesiado só para testar seu novo brinquedo. Reclamações deixadas de lado, amei que o tom poético tenha retornado ao personagem finalmente. Depois de vê-lo se entregar a seu vício no fim da temporada passada, nunca achei que ouviria o doutor dizer algo como “After all… it is our memories which make us monsters… is it not?”. Algo que tanto nos lembra o entusiasmo do jovem Victor que conhecemos na Season 1.

Mas talvez, o momento mais aguardado do episódio tenha sido o plot twist trazido pela chegada do pai, isso mesmo, do pai de Ethan. Jared Talbot foi a melhor surpresa que poderia ter sido acrescentada na série a essa altura, porque comprova que a quest de Ethan é só uma parte, e não o todo do papel que ele desempenhará nesta temporada.

Mais um episódio chega ao fim, e se temos uma certeza, é que, assim como “This World is Our Hell”, os episódios que virão prometem fazer desta mais uma temporada memorável. A promo do próximo episódio, por exemplo, não só nos mostra que Kaetenay não morreu, mas que haverá muito mais derramamento de sangue no rancho Talbot. See you there!

[spacer size = “20”]

[youtube] https://www.youtube.com/watch?v=-ohX1efUBNU [/youtube]