Penny Dreadful: crossover do terror de mil anos atrás

Adoro dizer que tenho ~estômago para assistir algo, dá uma sensação de que sou forte, sabe? Só que não nesse caso. Com cenas extremamente expositivas, tanto de mortes, sexo e carnificinas, temos que admitir que Penny Dreadful é uma série para os fortes. Lançada no mês de maio pelo Showtime, ela foi criada por John Logan e produzida por Logan e Sam Mendes. O título tem referência às publicações extraordinárias da época que contavam contos de terror e custavam apenas uma moeda, no Reino Unido.

Criada com o intuito de ser um grande e bizarro crossover de figuras literárias, todo seu cenário se passa em Londres no ano de 1891. Logo no primeiro episódio somos apresentados a três figuras muito importantes: Vanessa Ives, Malcolm Murray e Ethan Chandler. Ives é uma médium muito poderosa, Murray procura sua filha desaparecida e Chandler é um matador de aluguel. Todos seguem numa expedição atrás de Mina, a pequena sequestrada por seres que não são ~humanos. Logo de cara a gente já vê um estúdio fantástico, uma maquiagem impecável e um clima superamedrontador. Esse primeiro episódio deixa o espectador um tanto quanto perdido, porque muita coisa importante acontece sem nada ser explicado. Porém, ao mesmo tempo, os acontecimentos demoram a se desenvolver causando até um pouco de agonia. Tanto que na parte final, um novo personagem aparece, deixa a gente mais confuso ainda e dizendo: será que alguma coisa fez sentido nesse episódio?

 

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Porém, a curiosidade é maior e o segundo episódio já vale mais a pena. Os acontecimentos são uma sequência quase que cronológica do final do primeiro episódio. O último personagem apresentado ao público só recebe um nome nesse início, Frankstein. A criatura que ele recém deu vida, já fala, usa roupas e tem nome próprio. Outra novidade é a aparição de Dorian Gray, que tem um ar um tanto quando sexual e Brona Crofi, uma tuberculosa que vira parceira de Chandler no hotel em que estão hospedados. Murray e Ives fazem uma busca através de pistas encontradas na sua primeira expedição (onde foram atacados por um ser não identificado cheinho de hieróglifos pelo corpo) e descobrem que um professor universitário poderia ajudá-los. Em forma de gratidão, ambos participam de uma seção espírita e Ives vira receptáculo de uma das deusas contatadas. Muito atordoada após esse evento, onde um pouco da história começa a se revelar, a descoberta é que quem está com Mina quer reunir dois grandes deuses. Porém juntando Amun Ra e Amunet, como são chamados, uma era de escuridão pairá por toda a terra e todas as vidas serão ceifadas. Até aí, tudo bem, estamos começando a entender. Até que no fim, a cena mais tensa/nojenta acontece e ninguém sabe mais por onde a coisa vai. Tá conseguindo acompanhar? Nem eu!

 

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Mas no terceiro episódio já estamos mais familiarizados com os nomes dos personagens, suas atitudes e todo o contexto da narrativa. Amém! E então é que começa a ação! Ives é contatada por Mina através de uma visão e são levados a mais uma nova expedição. Em contrapartida, o primogênito de Fransktein mostra para seu “pai” o quanto sofreu por estar sozinho e exige que ele crie uma esposa imortal para ser sua cônjuge. Nisso, mais mistérios começam se desenrolar e esse sim posso dizer que foi um bom episódio. Afinal, eu e muitos espectadores já estávamos cansados de não entender muito o rumo que o roteiro vinha levando. Sim, essa é uma série superfantasiosa e óbvio, com uma força muito imponente.

Eva Green está esplêndida em seu papel e eu realmente estou curiosa para ver como todos esses personagens vão acabar se juntando na mesma trama. Até já houve boatos de que o Drácula e Van Helsin estão a caminho, viu?

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

9 comments

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  1. Avatar
    Fernando Sigs 1 junho, 2014 at 23:39 Responder

    não acho que o primeiro episódio tenha ficado confuso mais curti bastante sua escrita e seu texto sobre Penny.

    • Avatar
      Jé Mazzola 2 junho, 2014 at 10:10 Responder

      Obrigada Fernando! Achei confuso assim como todo episódio piloto, quando a gente não conhece a história e tal. Mas confesso que achei mais ainda justamente porque eu tava com uma expectativa de ação bem maior :s

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    Fernando Sigs 1 junho, 2014 at 23:39 Responder

    não acho que o primeiro episódio tenha ficado confuso mais curti bastante sua escrita e seu texto sobre Penny.

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      Jé Mazzola 2 junho, 2014 at 10:10 Responder

      Obrigada Fernando! Achei confuso assim como todo episódio piloto, quando a gente não conhece a história e tal. Mas confesso que achei mais ainda justamente porque eu tava com uma expectativa de ação bem maior :s

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