Preacher – 1×04 – Monster Swamp

Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

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Embora não seja de todo uma surpresa, especialmente quando consideramos que outras produções do canal – como The Walking Dead, por exemplo – gostem de brincar com a qualidade, não posso dizer que estivesse esperando por mais uma variação (que não é bem sinônimo de queda, por assim dizer) na qualidade de Preacher. O título do episódio – “Monster Swamp” – sugira conexões com um dos mais tradicionais personagens da Vertigo, o Swamp Thing, mas a ausência dele não é realmente a culpada por não termos ficado realmente satisfeito com o que vimos.

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O começo do episódio talvez seja uma de suas melhores partes. Abusando de clichês de terror com gotas de slasher movie, a perseguição de Clive a uma garota seminua por uma paisagem dominada por escuro e névoa – is it me or sounds like a Freddy Kruger’s movie? – acaba por prender a atenção do espectador quase que instantaneamente. E nem mesmo quando a cena é convertida em alívio cômico/suspense você perde o interesse. É uma pena que isso seja deixado de lado para vermos memórias/reflexões de Jesse.

É claro que a trama de Jesse e suas reflexões sobre como encher a igreja não foi de todo um desperdício. Gostei de conhecer a casa de Emily e um pouco mais do cotidiano dela como mãe. Certo, foi meio que um fan service, porque só deixa mais e mais claro o quanto ela está escondendo sentimentos por Jesse… mesmo assim, foi um bom direcionamento. Plus, o momento do band-aid foi cruelmente hilário.

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Falando em hilário, adorei Cassidy roubando os anjos. “Soon” e “Very soon” podem não ter sido as melhores tiradas do vampire, mas foram impagáveis de tão engraçadas mesmo assim. O uso que ele deu ao dinheiro dos celestiais foi a cereja do bolo da piada.

Noutra parte da cidade, e ainda na trama que funciona menos com todo o resto, Odin Quincannon aterrorizou levemente o prefeito e a todos nós depois de deixar claro o que acontecerá caso o prefeito continue a cogitar se relacionar com outras companhias de fornecimento de energia. E embora a aura de mistério combine um pouco com o que sabemos do personagem nos quadrinhos, não consigo ver ainda como ele se encaixará no resto da trama. Bom, pelo menos tivemos o velho Quincannon urinando na pasta do prefeito… taí um alívio cômico incomum. Mesmo assim, a trama de Quincannon não melhora. Seja falhando em fazer um discurso pela garota que morreu ou brincando de bonecos com Jesse, ainda falta algo que realmente coloque o personagem realmente na trama, porque não acho que o que tivemos aqui foi suficiente.

Talvez a melhor cena do episódio, não só pela atuação de Ruth Negga, mas por ser aquilo que todos nós queríamos dizer àquelas garotas sem noção, foi a revolta de Tulipa com o “funeral” das garotas. Foi uma ótima maneira de aproximar Tulipa e Cassidy – you know, minus the “almost killing” part – e de mostrar que a moça pode ser um alívio cômico tão bom quanto o vampiro.

Mas, no fim do dia, Preacher nos entrega mais um episódio… menos. Não há real motivação, a história não atrai, e acho que, dos quatro episódios, já vimos mais sermões de Jesse Custer a sua congregação do que qualquer outra coisa na série. Certo, por um segundo ou dois esperei que Quincannon tivesse carne de um boi ou vaca chamado god… isso sim faria uma boa piada, mas fora isso, nem mesmo o toque do bigfone dos anjos foi realmente interessante. Não há cliffhangers atrativos, e cada dia mais fica difícil esperar por um próximo episódio.

Tags Preacher
Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.

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