Preacher – 2×01/02 – On The Road/Mumbai Sky Tower

Imagem: AMC/Divulgação

Nossa espera finalmente chegou ao fim. Depois de ver uma primeira temporada que dividiu opiniões, agora veremos, de fato, o pastor Jesse Custer na sua jornada para chamar Deus na xinxa.

O primeiro capítulo começa com uma conversa bem esquisita na qual Cassidy expõe mais uma de suas mirabolantes teorias de conspiração (grande novidade). Logo nesse comecinho, já vemos um banho de sangue e tripas com o primeiro ataque do Santo dos Assassinos à entidade Gênesis. Essa sequência já foi o suficiente para nos mostrar que a segunda temporada vem pra ser tão sanguinolenta quanto à primeira. Depois que eles voltam à estrada, já longe do Santo, fiquei tentando imaginar como a Tulip fez pra passar gasolina de um carro pra outro usando uma tripa, tenso, hein!?

A conversa de Jesse com seu amigo Mike – que também era um pastor e também possuía métodos peculiares de lidar com os problemas de sua congregação – revela um pouco sobre a infância do protagonista e sobre seus pais. Ao assistir televisão, o trio vê um comercial sobre um artista cuja silhueta soa bem familiar para Cassidy. Estava bem na cara que aquele era um dos agentes celestiais que, na primeira temporada, estavam atrás da entidade. Ainda na casa de Mike, ver os três dormindo na mesma cama representava uma situação bem constrangedora, mas o vampiro conseguiu piorar com sua explicação de que não haveria problemas se o casal 20 quisesse partir para um rala e rola com ele ali do lado. Pior ainda foi ver o Jesse considerando a possibilidade.

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Então quer dizer que Deus foi num clube de strip para ouvir um jazz bem tocado? Como não pensamos nisso antes? Nessa sequência, eu vi uma das cenas mais fantásticas da série: a dona da casa de strip mandando a real para o Jesse, que até então estava considerando que ia tirar satisfações com Deus de homem pra homem: “Ele o encarará como se você fosse transparente. Você se sentirá tão nu e aterrorizado que vai se borrar.” – que fala sensacional! Mais alguém aí ficou extremamente ansioso por esse encontro?

Outro ponto bem interessante foi ver que Tulip tinha princípios morais bem claros quanto ao uso de Gênesis. Tanto que não quis que Jesse usasse o poder na velha do strip club. Talvez o resultado tivesse sido bem mais eficaz se não fosse pela confusão que Cassidy causou ao confundir as regras de comida com as regras de garotas de strip e estragar as chances de uma conversa mais prolongada com a adorável senhora que havia visto Deus de perto.

A cena bem caliente de romance entre Jesse e Tulip foi mais uma cena estranhamente curiosa. Depois de assistir, fiquei pensando que talvez o cara do filme “O Iluminado” talvez só estivesse tentando seduzir sua esposa num estilo “preacheriano”, né não? Brisas à parte, “On The Road” termina com uma dedicatória a Steve Dillion, parceiro de Garth Ennis nos quadrinhos da série. Steve morreu no final do ano passado por complicações de uma apendicite.

A segunda parte começa com uma segunda tentativa do Santo dos Assassinos de matar o Gênesis. A partir daí, Jesse descobre que seu poder não funciona com o pistoleiro e começa a se preocupar. As teorias de Cassidy sobre quem era o cara que os perseguiam são as melhores. Pena que o colocam sempre em descrédito, a ponto do pastor soltar um “Se você disser ‘Gandalf’, eu vou te bater!” bem na hora em que o vampiro daria a melhor das ideias: ir atrás de Fiore, o agente celestial.

Na busca por Fiore, um dos problemas do passado de Tulip reaparece e os segredos compartilhados entre ela e Cassidy aumentam. Penso o que acontecerá quando essa bomba estourar. Um ponto interessante foi ver como a notícia da destruição da cidade – que sempre passava despercebida pelo trio – afeta tanto o psicológico de Tulip. Um pouco depois ela revela a falta que sentirá de seu tio e nos dá uma noção do quanto ela se importava com ele.

Enquanto isso, no hotel tema do episódio, Fiore se apresentava morrendo das formas mais bizarras possíveis e inimagináveis para entreter o público. Ali pudemos ver a situação depressiva do anjo. O agente se sentia tão solitário e vazio que não encontrava motivos para viver. O pior é que também não conseguia morrer – e olha que ele tentou hein! – sua conversa com o garotinho com câncer foi de um humor tão negro e pesado que eu… gostei. Juntando esse fato com o discurso sentimental dele para Jesse e seus amigos, ao dizer que não estava nem aí para o problema deles, mostra também que o senso moral dele havia sido afetado.

Imagem: AMC/Divulgação

Agora, a cena entre Fiore e o vampiro beberrão no quarto do hotel foi muito hilária. Desde as drogas e as conversas até chegar ao limite da brotheragem e rolar um abraço sem roupas. Cassidy realmente possui uma noção de tempo e uma técnica de planejamento impecável e, depois de exatas 2h45min, ele finalmente conseguiu convencer o agente a cancelar o contrato com o pistoleiro do inferno.

Perto do final do episódio, Tulip muda de ideia quanto a casar com Jesse e o deixa reflexivo. Após a execução do plano de Cassidy para convencer Fiore, Jesse usa o Gênesis e manda que o anjo encontre paz. Mal sabia o pastor que a entidade o deixaria em maus lençóis mais uma vez com aquele comando muito pouco específico que ele dera a Fiore. Na verdade, aquilo era tudo o que o agente precisava ouvir. Quando o Santo o encontra no hotel, ele finalmente enxerga a solução definitiva para o vazio que sentia pela falta do seu parceiro.

O episódio termina com Fiore encontrando a paz que Gênesis o mandou procurar. Deu pra ver o quanto sua amizade com DeBlanc era legendária. O que será que ele viu em seu último momento pra ficar com aquela expressão? Bem possível que descubramos nos próximos episódios. O Mix te aguarda para acompanhar as próximas cenas da aventura de Jesse e seus amigos em busca de Deus. Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

2 comments

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    Bruno D Rangel 6 julho, 2017 at 15:32 Responder

    Eu não li os quadrinhos e mesmo assim resolvi assistir a série pela fama. A primeira temporada eu não gostei. Achei ruim e resolvi não continuar. Assisti aos trailers e comentários das pessoas dizendo que agora sim iria começar a série de verdade e resolvi dar outra chance. Não me arrependo. Esses dois primeiros episódios foram muito bons. E estou até pensando em começar a ler as HQ’s!
    Mas se tem uma coisa que ainda não me desceu foi a relação Jesse/Tulipa. Não consigo sentir química entre os dois, acho que muito por conta dos atores.
    Uma pena a morte do Fiore, acho que ele poderia acrescentar mais a serie.

    • Avatar
      Albert Moura 18 julho, 2017 at 22:42 Responder

      Bruno, depois que vi a primeira temporada, também fiquei curioso pra ver os quadrinhos. A morte do Fiore foi uma decepção pra mim tbm. Apesar de ter curtido a primeira temporada, confesso que a segunda tá muito melhor!

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