Preacher – 2×03 – Damsels

Imagem: AMC/Divulgação

Os cenários vivos e ensolarados do Texas foram deixados para trás, deram lugar as noites agitadas e o clima boêmio da cidade do Jazz. A boa notícia é que isso não teve influência negativa na qualidade da série.

Os produtores desse episódio fizeram bonito ao explicar o que havia acontecido com Eugene. Não que eu seja uma pessoa de coração frio, mas tive a impressão de que a situação foi um pouco forçada para se terminar em suicídio. Vamos aos fatos: primeiro ela foi traída pelo namorado com uma garota mais feia. Achando que ia sofrer bullying na escola, ela decide se matar. Daí Eugene mostra que ela não precisa fazer aquilo e a faz mudar de ideia, pinta um clima entre eles, e ele acha que aquele é o momento certo para dizer o que sente e expressar isso com um selinho. Aí a garota decide se matar novamente só porque o melhor amigo, vulgo capacho,  ̶m̶e̶m̶b̶r̶o̶ ̶e̶m̶é̶r̶i̶t̶o̶ ̶d̶̶̶a̶̶̶ ̶̶̶f̶̶̶r̶̶̶i̶̶̶e̶̶̶n̶̶̶d̶̶̶z̶̶̶o̶̶̶n̶̶̶e̶̶̶, lhe deu um selinho? Muito dramática a garota, mas mesmo assim reconheço que nenhum dos dois mereceu o destino que tiveram. Outra coisa que intrigou-me, se foi isso o que realmente aconteceu, por que Eugene nunca disse nada – mesmo que por escrito -, haja vista que seu sotaque e dicção não são muito fáceis de entender? Espero que essa parte da história seja mais explorada futuramente.

Voltando à trama central, no primeiro bar que entram, os três já são levados para encontrar com Deus… isso mesmo, eles três. Estava muito fácil para ser verdade, mas eu não esperava ter visto aquela cena do cão e os apetrechos sexuais. O que mais me espantou nessa sequência foi a naturalidade com a qual Cassidy começou a juntar seus trocados, cogitando participar da diversão esquisita com a criatura. Essa cena me fez pensar no quanto ele já havia vivido para ter experimentado coisas tão excêntricas nessa terra. Tanto que quando algo grotesco lhe é oferecido, ele simplesmente aceita. Que Raul Seixas que nada, Cassidy sim é o “Vampiro Doidão”. Queria muito entender francês só para saber qual a queixa que o “amigo Denis” tem do vampiro beberrão. A coisa é tão grave que nem aquela camiseta linda de borboleta foi capaz de deixar o francês mais tranquilo?

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Achei a cena de luta do Jesse meio sem graça. O cara deu porrada em todo mundo, mas quase não apanhou. Temos um novo Steven Seagal por aqui? Ou a cena foi mal feita ou os vilões do Graal não estavam muito afim de atuar e deixaram logo o pastor salvar a “mocinha do Jazz”. Por mim, o pastor usaria o poder de Gênesis com mais cuidado, já que o Santo está atrás dele e fareja a voz da entidade. Jesse não precisava ter usado seu poder para evitar o beijo, mas o usou, mesmo sabendo que corria o risco de ver novamente o Santo dos Assassinos. Por falar nele, acho que ele não apareceu nesse episódio porque está sempre perseguindo seus alvos a pé e do Texas a Nova Orleans são mais de mil quilômetros. Demora mesmo para chegar, não é?

Foi legal perceber que a notícia do sumiço de Deus está se espalhando, bem como a fama do poder de Jesse. Com isso, outros personagens importantes começam a ser introduzidos na trama. Agora, além do Santo dos Assassinos, o pastor e sua trupe também terão que se preocupar com a terrível organização fascista, religiosa e secreta que pretende controlar o mundo, o Graal. Fiquei impressionado ao perceber que a cantora de Jazz na verdade estava à serviço da organização e do Herr Starr. Ainda não sei muito sobre essa parte da história de Preacher, mas fiquei animado para ver do que são capazes os famosos Agentes do Graal.

Imagem: AMC/Divulgação

Hittler aparecendo numa das celas do inferno foi engraçado. A representação do inferno que a série mostra é um ponto bastante interessante, foi bem parecido com a representação mostrada na última temporada da série de Lúcifer, que também trata-se de um live action da Vertigo, que é o selo de quadrinhos “adultos” da DC. A ideia da repetição de um ato que os fazem ter vergonha de si mesmo, um sofrimento sem fim e sem que a pessoa que o sofre tenha a noção de que está num looping infinito, cometendo o mesmo erro vez após vez. Bem medonho!

Quando aparece a cena de Tulip na lavanderia, eu esperava que o episódio terminasse com pancadaria, pena que não foi assim. Mas fiquei bem curioso para saber do que houve entre ela e o famigerado Viktor, que parece mandar na cidade toda e mais um pouco.

Agora, a dúvida que não quer calar: o que será que “A Walk to the Peak” tem de tão especial para Deus? Fui ouvir para ver se descubro. Enquanto isso, se você tem alguma teoria sobre, bem que poderia compartilhar com o Mix aí nos comentários não acha. Ah, não foi uma pergunta, foi uma afirmação! Até a próxima.

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

2 comments

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  1. Avatar
    Bruno D Rangel 7 julho, 2017 at 13:05 Responder

    Eu achei que o Eugene tinha morrido com todos na cidade, mas pesquisei e não sei de onde eu tirei que ele tinha saído do inferno. Achei que ele nem apareceria mais hahaha. Mas achei legal ver que ele ainda vai ter uma história.

    • Avatar
      Albert Moura 8 julho, 2017 at 00:37 Responder

      Boa Bruno! Eu não havia pensado na possibilidade de o Eugene ter morrido na explosão da cidade. Eu confesso que fiquei bastante animado ao ver que a história dele ainda não acabou.

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