Preacher – 2×04 – Viktor

Imagem: AMC/Divulgação (Reprodução)

Estava bem curioso para saber quem era o Viktor, esse cara tão badass que colocava medo até na senhorita O’Hare. Confesso que esperava mais dessa parte da trama. O Viktor tem uma aparência calma que tenta transmitir uma certa frieza, mas não creio que o ator escolhido tenha passado a mensagem completa do personagem, um ponto negativo para a série: o cara simplesmente não assusta como deveria.

Por outro lado, foi bom ver a continuação da saga do Arseface em sua estadia no inferno. Ainda não me acostumei com o Noah Taylor fazendo o papel de Hitler, mas acho que com o tempo vou assimilar melhor. Fiquei me perguntando se todos os que estão presos naquele inferno são pessoas conhecidas dos anais da história real, mas meu conhecimento não foi capaz de identificar. Se você souber quem são ou suspeita de algo, compartilhe suas teorias com o Mix de Séries nos comentários lá embaixo.

Ainda não entendi bem o que está acontecendo lá no inferno. Achei interessante ver o Hitler compartilhando seu inferno com Eugene. Lógico que a série não explica a história real por trás do líder nazista, mas foi um tanto curioso perceber os pequenos detalhes no inferno dele que, possivelmente, o levariam a odiar o povo judeu. Deixando a história de lado e voltando à série, esse enredo “infernal” parece trazer algumas pistas de uma possível rebelião no inferno, ou pelo menos de uma sabotagem marota. A expressão facial do técnico que estava arrumando os problemas de aparelhagem no inferno de Eugene deixou muitas dúvidas no ar. Parece que a coisa vai esquentar por lá.

Outro ponto que me deixou bem curioso foi a descoberta da contratação de um ator para fazer o papel de Deus na ligação do último episódio da primeira temporada. Se ninguém nunca viu a face da Deus, por que que não escolheram um anjo para se passar por ele então? Certeza que ninguém iria notar. Isso me fez perceber que a moral dos anjos também está se deturpando, a ponto de contratarem um humano para fazer o papel do Todo Poderoso e matar esse cara para que ele pudesse ir para o céu para ajudá-los a mentir sobre o Criador de tudo. Mais um indício de que a falta de Deus, tanto nas regiões celestes quanto no planeta terra está começando a afetar o equilíbrio das coisas.

Agora, se tem uma pessoa na série que merece um crédito a mais por suas sacadas muito bem direcionadas, essa pessoa é o Cassidy. Impressionante como ele tem faro para perceber as coisas, principalmente se for na TV. Ok, reconheço que ele é cheio de teorias da conspiração, mas mesmo assim, dar crédito a ele – às vezes – rende boas pistas. Vans brancas são estranhas para uma seita que quer controlar o mundo, mas usar prepúcio de recém-nascidos para fazer tecidos de seda é super plausível. Pois é… Um outro ponto bem peculiar, mas já esperado, foi a sua preocupação excessiva com o bem-estar da Tulip, quando nem mesmo Jesse estava dando a mínima atenção.

Imagem: AMC/Divulgação (Reprodução)

Foi engraçado ver o vampiro se passar por um produtor de Game Of Thrones, gosto bastante quando a série envolve personagens que estão em outro universo ou até mesmo na vida real, como o caso de Hitler – que não está especificamente em vida, mas está lá – e o ator Frankie Muniz, interpretando ele mesmo na cena do comercial sobre o Katrina. O teste para o papel de Deus foi bem bizarro. Estou começando a me acostumar a usar essa palavra nas minhas reviews de Preacher aqui no Mix, mas a sacada de que eles teriam que matar o cara para que ele pudesse atuar como Deus lá no Céu foi sensacional.

Jesse tem usado sua habilidade com mais cuidado, achei sábio da parte dele usar o Gênesis para entrar na mansão do Viktor e salvar Tulip. Como eu havia mencionado na review do episódio passado, o Santo estava a caminho… a pé. Ele já está no rastro do Preacher e sua trupe e logo mais veremos os estragos que ele causará pelo caminho. Quero só ver aonde isso vai dar!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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