Preacher – 2×08 – Holes

Imagem: AMC/Divulgação (Reprodução)

Parece que, depois de dois episódios extraordinariamente bons, os produtores decidiram dar uma diminuída no ritmo. “Holes” foi um episódio mais parado, mas ainda assim teve um desenrolar da trama bem interessante. Novamente, tivemos um pouco mais de informação sobre o Graal, Herr Star, mesmo sem dar as caras,  foi mencionado. Também ficamos sabendo um pouco mais sobre a vida de Cassidy e creio que o Santo não deve aparecer tão cedo, embora esteja bem certo de que ainda o veremos até o final da temporada, assim espero!

Então quer dizer que o Eugene tá bancando o valentão no inferno? E justo para cima do Hitler? Esse é bichão mesmo hein! Por falar nisso, o líder nazista dar uma de mocinho indefeso está me deixando bastante intrigado. Ele deve estar planejando algo, pois está sempre na dele, não arrumando confusão e aceitando a opressão e chacota dos outros. Esse não é o Hitler que conhecemos, aí tem coisa!

Ainda sobre o inferno, fiquei pensando: descobrimos que foi o Jesse que causou os problemas na estrutura local quando mandou o Arseface para lá. Certamente haverá grandes consequências por conta disso, quem será que arcará com elas? Outra coisa que me intriga é o que acontecerá com Eugene quando descobrirem que ele não pertence àquele ambiente. O inferno deveria ser mais organizado, acho que deveria existir algum protocolo de devolução de almas. Parecido com os processos bizarros da fábrica do Willy Wonka, sabe?

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A cena do Extrapolador foi bem sinistra, mas eu esperava mais do que uma desilusão amorosa envolvendo a amada de Eugene e o Preacher. Nessa versão não teve nem morte! Falando em Jesse e inferno, apesar do Arseface estar lá por causa do pastor, ele ainda não demonstrou nenhum sentimento de vingança. Será que tudo vai ficar numa boa quando as coisas se resolverem?

A jornada de Jesse em busca de quem estava por trás do teste para interpretar Deus trouxe uma reviravolta muito sensacional no enredo da série. Levando em conta que foi o Graal que contratou o ator, presume-se que eles estão por trás do sumiço de Deus e, logo, podem saber onde encontrá-lo. Perceber isso me deixou muito animado para saber o desfecho da história.

Não muito longe dali, nosso querido vampiro boêmio enfrentava uma crise das brabas por conta do pedido do filho moribundo. Alguém mais ficou curioso para saber quem era a pessoa para quem Cassidy ligou para saber se podia atender ao pedido do filho? Por falar nisso, já há alguns episódios que eu gostaria de ter entender melhor o passado dele e o porquê de o Denis não ser vampiro, já que era filho de um. Depois foi que entendi que o filho veio antes da mordida fatal que o tornou em um vampiro. Espero muito que essa parte do enredo seja explicada antes do final da temporada.

Pelo pouco que li sobre o Cassidy dos quadrinhos, há uma grande diferença de índole e caráter entre o do desenho e o da série. Comparando a primeira temporada com o que vimos até agora da segunda, percebo que o vampiro beberrão está se tornando mais depressivo. No começo ele era mais vida loka e agora está sempre com um semblante sério de quem não está mais de bem com a vida. E parece que o Denis está bem obcecado pela ideia de se tornar um vampiro. É o medo da morte!

Imagem: AMC/Divulgação (Reprodução)

A fixação de Tulip com os buracos no prédio onde teve o embate com o Santo deu ao Graal a oportunidade perfeita para que eles se infiltrassem ainda mais na vida do trio – não que a ideia de monitorá-los por câmeras já não fosse suficiente. Percebo essa obsessão como um reflexo do trauma por conta da experiência com o Santo dos Assassinos. Aquela conversa de Tulip com Lara Featherstone foi bem esquisita, mas parece que elas estão prestes a se tornarem melhores amigas.

Uma cena impagável foi a do homem das cavernas sendo “incinerado” pelo fogo da televisão e o Eugene abaixando o volume, dando a entender que aliviaria a dor do ser pré-histórico.

Hora da curiosidade: eu sempre tento entender a relação entre os títulos e os episódios e geralmente essa relação é bem clara, mas o nome do sexto episódio me deixou bastante cismado. O que diabos significava “Sokosha”? Acontece que é a tradução em japonês para o termo “carro blindado”, comumente conhecido como “tanque de guerra” e fazia referência ao carro da empresa japonesa que vendia frações de almas.
Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

2 comments

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    Bruno D Rangel 15 agosto, 2017 at 09:25 Responder

    Um epsiódio bem fraco. Apenas a parte do Inferno me interessou.

    Acho que eles poderiam ter colocado mais figuras conhecidas no inferno, e não apenas Hitler. Mas por outro lado, isso poderia gerar controvérsias sobre quem mereceria e quem não mereceria estar lá. É, não seria uma boa ideia. A única unanimidade é o Hitler mesmo hehe

    • Avatar
      Albert Moura 15 agosto, 2017 at 14:02 Responder

      Cara, minha review tava muito mais focada no inferno, tive até que reduzir um pouco pra poder falar das outras partes da série. Essa parte da trama é muito intrigante mesmo. Acho até que seria mto bom se ao longo da temporada eles mostrassem os motivos de cada um ter ido pra lá

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