Preacher – 2×09 – Puzzle Piece

Imagem: AMC/Divulgação. Montagem: Mix de Séries

Antes de começar a ler minha review, gostaria que você me respondesse algo muito importante: Você gosta de gatos? Brincadeiras à parte, gostaria de dizer que esse episódio foi bom, não foi dos melhores, mas teve muita coisa para se comemorar. A aparição de Herr Starr e seu encontro com Jesse, a nova condição de Denis e as estratégias sanguinárias do Graal para pegar o Preacher são alguns dos pontos muito positivos. Por outro lado, acho que Jesse está começando a ficar sem graça. Na primeira temporada deu trabalho para eu vê-lo como Jesse Custer, mas consegui. Agora, ele parece mais perdido do que cego em tiroteio. Admito que até conhecer o poder de Gênesis, ele não tinha propósito na vida, mas parece que ele não usa o poder com sabedoria, não usa seus conhecimentos ao seu favor, não faz nada direito. Nem uma marca d’água num CD ele foi capaz de perceber! Isso está começando a deixar a série meio entediante, pois, pelo passado de Jesse, ele deveria ser um cara mais sábio, mais malandro.

Falando sobre Herr Starr, fiquei impressionado com a capacidade intelectual do cara. Nos jornais que deixaram na mesa dele, tem notícias em russo, hebraico, japonês e inglês. Ele subiu ao poder do Graal de uma forma bem polêmica e questionável, mas quanto mais vemos dele na telinha, mais claro fica o motivo de ele ter continuado na liderança da organização.

Imagem: AMC/Divulgação

O massacre no apartamento do trio protagonista me deixou curioso. Como Jesse sabia que os caras estavam indo? Pareceu-me que quando os soldados chegaram, ele e Cass já estavam prontos para contra-atacar. Talvez seja um furo no roteiro, talvez seja desatenção da minha parte, mas que foi estranho foi. Apesar de os soldados estarem preparados, inclusive para não cair no poder de Gênesis, tomaram uma sova muito bem dada. Ainda bem que pelo menos quando o assunto é briga, Jesse não deixa a desejar se não, o rumo de todos ali teria sido outro.

A sintonia do trio protagonista começa a dar fortes indícios de que está ruindo. Tulip parece estar afastando-se cada vez mais de Jesse e ainda anda com problemas para dormir por conta do marcante encontro com o Santo e acaba forçando o pastor a usar o poder da palavra nela, Jesse, por sua vez, está muito ocupado buscando Deus no YouTube para perceber que seus amigos necessitam dele e Cassidy parece pensar mais com a cabeça de pai do que com o coração de malandro vadio e toma uma decisão que logo vai se mostrando como a menos sábia a se tomar – típico do Cass que conhecemos mesmo não é mesmo?

A cena que segue após o fracasso em matar o Preacher e sua turma me deixou bem perplexo. Os agentes do Graal falharam e Starr iria matar os dois. Até aí tudo bem, o que me chamou a atenção foi a frieza e a naturalidade da agente Featherstone diante da morte. Ela ajuda o chefe a fazer funcionar a arma que seria usada para mata-la, enquanto dá sugestões de como ele pode executar o plano de matar Jesse e seus amigos e no final da conversa, topou até ser estuprada pelo Starr, embora essa não tenha sido a intenção do chefe. A frieza dela ao mandar Hoover calar-se – depois de dizer que a amava – e escolhê-lo para morrer primeiro foi digna de vilã de quadrinhos mesmo.

Achei muito forçada a cena onde Herr é currado por um grupo de profissionais contratados. Para não dizer que não foi engraçado, a parte em que ele descobre que os agentes fizeram confusão e contrataram homens em vez de mulheres e o código “não significa sim” tiveram uma certa graça, mas depois disso aí, quase uma vergonha alheia, cena esquisita. Imagino que teve o dedo do Seth Rogen nesse roteiro, mas é só achismo meu mesmo.

O encontro no final do episódio foi sensacional. A temporada nem acabou e já pudemos ver dois dos encontros mais esperados da série: o de Jesse com o Santo e agora com o famigerado Herr Starr. Alguém mais achou que o “B.R.A.D.” era o gordão de cueca? O que aquele cara estava fazendo ali? De quem será que a agente Featherstone estava falando quando disse que Custer é uma “ameaça direta à Criança Sagrada”? Será a possível linhagem de Jesus? Será que é isso que faz dele uma peça nos planos do Graal? Estou ansioso para as cenas seguintes da saga de Jesse Custer e seus amigos. Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

2 comments

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    Bruno D Rangel 29 agosto, 2017 at 09:05 Responder

    Gostei muito da cena da invasão ao apartamento pela visão dos óculos de visão noturna. Preacher sempre tem cenas diferentes e criativas nesse sentido. Agora, como eles sabiam do ataque e como enxergaram os inimigos no escuro, aí já não sei hehehe

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      Albert Moura 9 setembro, 2017 at 20:55 Responder

      Pois é mano. A cena em si realmente foi bem feita no quesito filmagem, enquadramento e fotografia, mas o roteiro falhou legal kkkk

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