Preacher – 2×10 – Dirty Little Secret

Imagem: AMC/Divulgação

Estamos entrando na reta final da temporada e o episódio dessa semana veio cheio de surpresas.

Como seminarista, eu teria muitos pontos teológicos para comentar desse episódio, porém, já que Preacher não é uma série histórica, mas de comédia, vou ficar só na parte que me toca como crítico mesmo. Em minha humilde opinião, Jesse teve um grande avanço na sua busca por Deus. Conseguiu conhecer o filho legítimo da linhagem de Jesus, descobriu que o alto escalão do Vaticano também não sabe onde Deus está e teve a confirmação de que Nova Orleans foi, realmente, o último lugar onde viram o Todo Poderoso. Por outro lado, percebo que aos poucos, cada um dos três protagonistas estão tomando rumos diferentes. A temporada começou com o trio junto na estrada, mas essa união tem se mostrado cada vez mais frágil.

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Para começar, gostei do fato de que esse episódio falou bastante sobre a relação entre o Graal e o trio. Além disso, achei interessante a cena de Jesus tendo relações com uma mulher (provavelmente Maria Madalena), possibilitando uma suposta linhagem messiânica na terra. Foi bem engraçado vê-lo falando com os apóstolos por metáforas e eles questionando sem entender do que Jesus falava, como se ele fosse de outro mundo. Fiquei tentando identificar quem era quem entre os apóstolos, mas não consegui, suspeito que a pessoa com quem Jesus estava conversando era Pedro, o mais exagerado e espontâneo dos 12 apóstolos.

Fico impressionado com a serenidade de Herr Starr em qualquer situação. Seja sendo sodomizado por um trio de homens profissionais, seja sendo espancado por Jesse, Herr está sempre calmo e tranquilo. Ele dá uma sensação de que a situação está sob o seu controle, mesmo quando não está. Sem sombra de dúvida, não há liderança mais adequada que a dele para uma organização do calibre do Graal.

Alguém mais percebeu que a Tulip está quebrada? Vejo-a como alguém emocionalmente instável por causa do encontro com a morte e acho que a ausência de Jesse nesses momentos piora ainda mais a situação. Antes de conhecer o Santo dos Assassinos de perto, Tulip O’Hare tinha um ar dominador, um jeito sagaz de falar e uma maneira explosiva de agir. Agora, desaba a chorar com grande facilidade, vive com o semblante triste e pelos cantos, sempre perguntando pelo namorado, que está constantemente ausente. A agente Featherstone tem se aproveitado bem da situação, criando uma suposta amizade com Tulip. Acho bem engraçado as caras de desgosto que ela faz quando Tulip não está olhando.

Fiquei pensando no que a Lara falou sobre o tipo físico de Cassidy, senti uma possível referência ao biótipo de Herr Starr, será que é uma paixão secreta? Enquanto isso, o agente Hoover só se mete em furada. Aquela surra que ele tomou doeu até em mim. Uma das poucas informações que vi sobre os quadrinhos fala a respeito da falta de sorte de Hoover, mas acho que a série tem explorado de uma forma muito sutil as confusões do agente azarado.

Imagem: AMC/Divulgação

Um dos momentos mais cômicos do episódio foi o bate papo entre Herr, Jesse e o alto escalão da igreja católica e as teorias malucas do Papa para explicar o sumiço de Deus. Você pode até me chamar de louco, mas – mesmo parecendo que ele está viajando na maionese – até que fez sentido para mim sua teoria. Fico me perguntando se ele chegou a trocar umas ideias com Cassidy para ter essas epifanias tão esclarecedoras?

Começo a perceber que Cassidy parece não estar tomando as decisões corretas quando ao auxílio na educação vampiresca de seu filho. No começo, achei que Denis faria apenas uma pontinha na série, mas as coisas ficaram bem interessantes depois que ele tornou-se vampiro. O cara tá com sede de sangue e não consegue se controlar, ataca quem estiver ao seu alcance e não tá nem aí. E pior é que Cass parece estar pouco se lixando para a atitude do filho. Se ele não tomar as rédeas da situação, imagino que tão logo haverá muitos outros vampiros vadiando pela cidade de Nova Orleans.

O encontro de Jesse com o 25º tataraneto de Jesus foi uma sacada interessante para o conteúdo da série. Mesmo sendo divino, o Humperdoo não estava livre das mutações genéticas da relação entre parentes da linhagem santa. Espero não ser necessário que esse “Messias” governe o mundo. Imagina só o cara mijando e se esfregando nas pessoas. Tenso, não?

E você, em qual hipótese acredita quanto ao sumiço de Deus? O Papa que diz que Deus se cansou da criação, o Bispo defende que houve uma rebelião de anjos que fez com que o Criador fugisse, ou tem alguma outra teoria sobre o que o universo de Preacher está enfrentando?

Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

1 comment

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    Bruno D Rangel 29 agosto, 2017 at 14:08 Responder

    Não sei, mas tenho a impressão de que a série está se perdendo um pouco. Espero que tenham boas explicações pra tudo que estão mostrando. Queria saber como andam as coisas no inferno…

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