Preacher – 2×11 – Backdoors

Imagem: AMC/Divulgação

Gostei do começo desse episódio. Embora há algumas reviews atrás eu tenha reclamado de que a série estava mostrando flashes do passado de Jesse Custer, quando deviam ter feito isso na primeira temporada, essas novas informações são mais relevantes para o contexto atual da série. O sobrenome L’Angelle já havia aparecido antes como um título de peso para Jesse quando ele tentou comprar uma alma para o Santo. Acredito que aos poucos, vamos percebendo o poder e a fama desse sobrenome no mundo de Preacher.

Fiquei pensando se a tatuagem em destaque no braço do cara que prendia o Jesse no lago tinha algum significado ou se seria um easter egg de algo importante nos quadrinhos. O lago, diga-se de passagem, parece o mesmo lago em que o Santo foi jogado. O pistoleiro, por sua vez, foi liberado de seu confinamento por um plano arquitetado pelo Graal para trazer Jesse para a causa deles. Então, agora, o Santo será inimigo de Jesse e do Graal? Porque se o Graal quer o Preacher como aliado e o Santo quer matá-lo, alguém aí vai ter que sair no prejuízo.

A ruptura do trio principal já estava bem eminente, acho que foi bem dosado o enredo em que a separação se deu. Jesse querendo dar um rolê em Bimini, mas não antes de encontrarem o paradeiro de Deus. Tulip com sua nova BFF e Cass lidando com o filho rebelde. Como alguns já haviam imaginado, a relação de Cassidy com Denis vai começar a ficar mais interessante também. Denis parece se achar o dono do mundo depois que se tornou vampiro, mais alguém está começando a odiar esse cara ou sou só eu mesmo?

Aquela sacada de Jesse sobre Deus ser o cachorro esquisito que eles encontraram no começo dessa temporada foi meio bizarra, já que o olhar daquele cachorro dá um medo danado, mas até que fez muito sentido. Entretanto, dizer que Deus é um cachorro com predisposições ao sexo sádico que satisfaz clientes dispostos a pagar um alto preço monetário pode deixar os moralistas ainda mais incomodados, ou seja, mais audiência para a série na sua 3ª temporada.

A conversa entre Hoover e Starr foi muito engraçada. Gostaria que a série explorasse mais as confusões do agente. A forma como ele interage com as pessoas ao seu redor e as expressões faciais dele fazem valer a pena os poucos momentos que lhe são dados na tela, mas bem que podia ter mais. A naturalidade com que os agentes lidam com a morte após suas falhas foi algo que me chamou bastante atenção. Quando mostraram o processo seletivo pelo qual Starr passou para fazer parte da organização, deu para termos uma noção da pressão psicológica pela qual os agentes passariam, mas ainda assim o comprometimento deles com o Graal é impressionante.

O núcleo infernal da série estava começando a ficar chato. Eu esperava que houvesse um desenrolar mais ativo dessa parte da história, mas a reviravolta que houve nesse episódio foi o que reacendeu meu interesse. Hitler finalmente mostrou suas garras e colocou um pouco de pânico nos seus companheiros. Até ele pular no buraco com Eugene, eu estava muito crente de que ele estava dando o golpe no Arseface também. Agora sim estou ansioso pelas próximas cenas desse enredo. Eu havia ficado curioso em saber o porquê que o inferno do Hitler era daquele jeito. A explicação que ele dá depois de ter mostrado seu tormento aos dois valentões foi uma justificativa muito válida, pelo menos para mim: foi a última vez em que ele foi humano.

Imagem: AMC/Divulgação

Analisando a atitude da agente “Fluferman” em sua conversa com o ferreiro para que o cara derretesse o equipamento – indestrutível – do Santo dos Assassinos e levando em conta o que ela já arquitetou e fez nessa temporada, começo a admirar seu potencial para compor o núcleo vilanesco da série e ainda mais a ótima atuação da Julie Ann Emery nesse papel. Mais sensacional que isso, só o Jesse ouvindo a cópia das suas próprias orações e mandando Herr Starr enfiá-las onde o sol não bate. Algo que me deixou bem apreensivo – não tanto quando Jesse – foi ver seu poder falhar.

Não bastavam os boicotes que estão querendo fazer na série por causa do episódio anterior, Herr Starr chama o Messias de idiota e Jesse ainda diz que Deus é um cachorrão. Graças ao bom sucesso da série, teremos uma terceira temporada vindo aí!

Até a próxima!

Tags Preacher

Share this post

Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.