Preacher – 2×12 – On Your Knees

Imagem: AMC/Divulgação

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Esse episódio veio com grandes surpresas. Os flashes do batismo do Santo dos Assassinos e de seu relacionamento com sua família, o pronunciamento do Papa quanto ao sumiço de Deus e sua estratégia para abrir caminho para o possível governo de Hamperdoo, Herr Starr quase convencendo Jesse a aceitar o golpe e tomar o lugar vago deixado por Deus e o próprio capiroto querendo uma conversa tet a tet com o Açougueiro de Gettysburg… Eu diria que, para um penúltimo episódio, a série está indo muito bem. Só espero que não esculhambem as coisas no último episódio.

Eu estava muito curioso para saber como que o Santo havia escapado do carro forte japonês. Quando vi a artimanha dos agentes do Graal eu fiquei me sentindo muito besta por não ter pensado nisso antes. O Jesse eu sei que não teria mesmo a capacidade de pensar tal coisa, uma vez que não conseguiu nem ver a marca d’água do Graal no CD do teste para Deus, mas eu, como espectador, não imaginaria que eles trocariam o caminhão por outro igual. Isso me deixou com uma dúvida: será que a empresa japonesa de venda de almas é do Graal também? Eu fiquei a temporada inteira achando que eles iriam atrás do Preacher, mas tudo isso caiu no lago esquecimento.

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A cena de Eugene vencendo o Extrapolador foi bem convincente, entretanto,  achei que ele lidou com muita facilidade com seus demônios. Eu não esperava que ele fosse encontrar com o próprio pai, essa cena sim foi de emocionar. Outra emoção boa foi ver os flashes do Santo em sua época de bom samaritano com sua esposa e filha. Pelo que percebi, a relação com elas era o que o tornava alguém com coração. Isso explica um pouco de sua obsessão ao tentar sair do carro forte japonês, socando a porta por vários dias. Talvez a força dele seja alimentada pelo seu desejo de vingança.

A conversa entre Cass e Tulip sobre o dedo dele que estava debaixo do fogão – mais uma lembrança do confronto dela com o Santo – e sobre quem estava no comando da turma trouxe mais uma pérola Cassidyana: “Sempre achei que era eu que estava no comando”. O mais engraçado é que ele falou sério. Ainda bem que Tulip jogou um pouco de razão no coraçãozinho malandro e bronco do vampiro doidão. Achei muito hilário a cena em que ele olha para Tulip – quando ela diz que os dois irão sozinhos para Bimni – e começa a tocar uma musica sensual enquanto ele olha para ela com uma cara de suspeita misturada com desejo. Bem parecido com o que houve no primeiro episódio da temporada.

Imagem: AMC/Divulgação

Sabe quando você discute com alguém, não sabe o que dizer, perde a discussão e ainda vai calado pra casa remoendo a cena e daí surgem todas as respostas que você precisava dar e você deseja ter uma oportunidade para se redimir com sua própria moral? Foi exatamente isso que eu senti quando Tulip encarou o Santo dos Assassinos e partiu pra cima dele. Pena que, da mesma forma que acontece com o exemplo das discussões, a reação foi outra e ela se deu mal.

Eu gostaria muito de saber o que está acontecendo com o poder de Gênesis dentro de Jesse. Pensando aqui com meus botões, algo que daria um bom enredo para parte da próxima temporada seria se o Santo, por ter 1% da alma de Jesse, tivesse também uma fração do poder da palavra. Custer não conseguiu dar comando algum pro Santo quando se encontraram e, se não fosse aquela moça gentil do inferno chegar, acabaria ali a saga em busca de Deus. No momento em que ela falou sobre o inferno do pistoleiro estar vago, por alguns instantes eu pensei que eles mandariam Jesse em seu lugar. Vimos, nessa cena, mais um pouco da influência de Herr Starr e do Graal em todas as esferas da vida, até com o inferno o cara tem algum crédito.

Gostei muito das cenas que deram forma ao título do episódio. Nem sempre as coisas ficam claras, mas o enredo foi bem dosado quanto a isso. Por outro lado, as cenas em que o Santo socou Jesse e Tulip me pareceram muito forçadas por conta da direção dos corpos em relação ao ângulo deles, acho que podia ter ficado menos fictício.

Foi agradavelmente bom ver o trio reunido novamente no final do episódio. Embora Herr Starr tenha plantado a sementinha da dúvida no coração de Cass – que ficou assombrado com sua feiura – e Tulip, acredito que eles têm grandes chances de continuarem junto com o Preacher. O reencontro de Tulip com o Santo dos Assassinos permitiu que ela se libertasse daquele pavor psicológico de pensar que a qualquer momento ele podia pegá-la de surpresa. Estou muito ansioso pelas surpresas que virão no último episódio.

Até a próxima!

Tags Preacher
Albert Moura

Albert Moura

Jornalista e seminarista, além de pai de primeira viagem. Casado com a Ana, mas amante das séries. Atualmente acompanha Outcast, Better Call Saul, American Gods, Lucifer, Gotham, o universo Marvel, Arquivo X e mais algumas, além de também ser um eterno fã de Friends. No Mix, escreve sobre Preacher e Lethal Weapon.

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